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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 30 de janeiro de 2016

MIL Votos para 2016



Tal como para o mundo em geral, não foi um bom ano para a Lusofonia, o de 2015. Quase sem excepção, dir-se-ia que todos os países de língua portuguesa estiveram demasiado reféns dos seus problemas endógenos para terem conseguido aprofundar o caminho de convergência entre si: o Brasil, depois de um período de euforia económica, parece agora paralisado por uma crise política de contornos indefinidos; Angola continua sem parecer conseguir dar o salto qualitativo para se tornar num verdadeiro Estado de Direito; Moçambique ameaça regressar à sua guerra civil e Portugal retornou, pelo menos ao nível da retórica política, aos tempos do PREC (Processo Revolucionário em Curso, pós 25 de Abril de 1974). Só dos pequenos países (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste; da Guiné-Bissau nem vale a pena falar) vieram, de vez em quando, (pequenas) boas notícias. Mas insuficientes, por si só, para mudar o horizonte. Como corolário de tudo isto, o ano de 2015 findou com o incêndio do Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo – decerto, um das instituições que melhor simbolizava o espírito lusófono –, onde estivemos, há cerca de um ano, para apresentar o projecto do MIL: Movimento Internacional Lusófono e da Nova Águia: Revista de Cultura para o Século XXI.


Tendo sido um ano negativo para a Lusofonia, acabou por ser um ano relativamente positivo para este nosso projecto: cinco anos após a sua formalização jurídica, o MIL consolidou ainda mais o seu caminho de coerência e (por isso) de credibilização; a Nova Águia ultrapassou a fasquia da dezena e meia de números, o que é inédito no universo deste tipo de publicações culturais. Não que isso nos console, de todo. Um ano mau para a Lusofonia nunca poderá ser um ano bom para nós. Daí que, em 2016, esperemos muito mais do que a reconstrução, já prometida, do Museu de Língua Portuguesa. Esperamos passos coerentes e consequentes para uma real convergência entre todos os países e regiões do espaço lusófono – nos planos cultural, social, económico e político. Como não nos cansamos de defender, a Lusofonia cumprir-se-á em todos esses planos ou não se cumprirá de todo. Pela nossa parte, continuaremos a pugnar por esse horizonte. Daí, desde logo, o IV Congresso da Cidadania Lusófona, a realizar-se em Março, onde iremos alargar ainda mais a PALUS, Plataforma de Associações Lusófonas da Sociedade Civil que, de ano a ano, se têm reunido nestes Congressos, fazendo o balanço que falta fazer da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Vinte anos após a sua criação, é (mais do que) tempo de a CPLP ter um papel (muito) mais forte em prol da convergência lusófona. Assim haja Vontade e Visão para tanto.
 MIL: Movimento Internacional Lusófono

15 comentários:

Chrys Chrystello disse...

de acordo a 200 mil por cento

Korsang di Melaka disse...

Caros Amigos


MIL votos para 2016, excelente texto que concordamos inteiramente.

Abraço fraterno

Luisa Timóteo

Mario disse...

Concordo.

Maria Afonso Sancho disse...

Eu daria um pleno ênfase às coisas boas. Aos objetivos a atingir.
Claro que referia o k há a lamentar. Mas, os lamentos e as queixas, são venenosos. Dar-lhes-ia um espaço mínimo. Ou ainda melhor diria algo assim como "esperemos que ... em breve se consiga tornar um Estado de Direito, que se afaste o espectro da guerra civil de...", etc.
O Tempo muda a qualidade das coisas. E se bem gerida a maior "desgraça" torna-se na maior benção. Há que por a atenção nas coisas boas e no que queremos materializar. Até a física quântica já diz isto.
Como foram os encontros que aconteceram em 2015?
Que coisas boas aconteceram?
Terminar com a lista de objetivos a concretizar, por favor.
De resto acho k está muito bem. Como de costume. :)
AbraçoMIL

Pedro Morais disse...

Não podemos deixar de concordar com a delimitação da situação política vivida em alguns país da lusofonia. Uma nota de especial relevo para Angola e o longo caminho que falta percorrer para poder ser enquadrada como um Estado material de Direito. As considerações a propósito do panorama político português parecem-nos, no entanto, um pouco precipitadas. Não devemos olvidar que os tempos difíceis, os tempos de maldição, são também tempos de desafio e de superação, pelo que não devemos antecipar derrotas incertas nem sucumbir a um abandono de bafio.

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Concordo. Apenas salientaria mais o que esperamos melhore no futuro, especialmente que a CPLP saia do marasmo em que está,
Bom 2016! Abraço MIL!
Jorge da Paz Rodrigues

SAM disse...

Concordo com os comentários da @Maria Afonso Sanches.

Acho que a carta é excelente em suas análises, mas precisa mostrar também o lado menos mal das coisas, e os nossos desejos que as potenciais guerras e os problemas políticos cessem, para que o espaço da lusofonia se desenvolva e fortaleça!

Abraços a todos neste novo ano!

João Paulo Barros disse...

Na verdade, 2015 não foi um ano bom para o mundo. É verdade que há países lusófonos com fortes problemas internos no que se refere à política. Mas, os países passam por fases boas e fases ruins. Eu acredito que, nesta década atual, houve um despertar para a importância da Lusofonia diante do mundo, então é questão de tempo a consolidação da CPLP. O recém-eleito Primeiro-Ministro português António Costa se declarou favorável a livre circulação de pessoas para cidadãos dos Estados-membros da CPLP, o que é um importante sinal. Só que os países vão ter que se libertar dos seus problemas endógenos para que consigam avançar no projeto de integração lusófona global.

João Paulo.

Flávio Gonçalves disse...

Concordo. Votos de um bom 2016 aos restantes membros do CC e sócios do MIL.

Um abraço,

Flávio

força nacional disse...

Foi bom ano no âmbito do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

Pelo de makis conforme com o texto

alexandre banhos

v. morgado- brasil disse...

VAMOS TAMBÉM VERIFICAR O OUTRO LADO DO PRISMA.

NÃO FOI NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA QUE ACONTECERAM OS ATENTADOS TERRORISTAS.

A BALANÇA COMERCIAL DE PORTUGAL EM COMERCIO EXTERIOR, FOI MELHORADA FAVORAVELMENTE A FAVOR DE PORTUGAL

O TURISMO EM PORTUGAL CRESCEU EM BOA PORCENTAGEM.

NO BRASIL - APESAR DO CRIME INSTITUIDO POR PARTIDOS CORRUPTOS O JUDICIÁRIO TEM MANTIDO, NÃO TOTAL, MAS BOA INDEPENDÊNCIA DOS DEMAIS PODERES, CERTAMENTE QUE HÁ MUITO QUE MELHORAR

NÃO FOI NOS CAMPOS DE FUTEBOL DE PORTUGAL, BRASIL OU DE OUTROSPAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA QUE ACONTECERAM AS GRANDES MANIFESTAÇÕES RACISTAS.

TODOS SABEMOS QUE MUITO TEREMOS QUE FAZER NA BUSCA DO APRIMORAMENTO E NESTE PONTO CONCORDO COM O AUTOR DO TEXTO.
VITORINO MORGADO- BRASIL

Artur Manso disse...

Caro/as amigo/as
Acontece com o espaço lusófono um pouco o que Pessoa dizia sobe Portugal, ou seja, ele é uma realidade, mas falta cumprir-se e para tanto é necessário que os países desse espaço se encontrem organizados internamente. Como muito bem refere o texto, os sinais são opostos: os tempos são de incerteza e a desagregação em quase todo o espaço é mais que evidente.
A função do projecto com o recurso aos instrumentos que tem deve ser continuar a afirmar a "via lusófona", tornando visíveis pensadores e pensamentos desse espaço e mostrar às novas gerações as vias alternativas.
Penso que as novas gerações estão afastadas desta problemática e não é só pela massificação da cultura anglo-saxónica e o domínio tecnológico.
Depois de uma boa fase - a partir de fins dos anos 1980 - de divulgação e interesse pela cultura lusófona, os instrumentos que a suportaram junto das novas gerações desapareceram quase por completo, refiro-me por exemplo ao trabalho que era feita em algumas instituições do ensino superior onde continuam a existir as designações mas onde nada já se faz que interesse tenha, mesmo que nunca como hoje as universidades tenham tantos projectos comuns na lusofonia. As universidades portugueses estão ligadas às restantes de todo o espaço lusófono. Acontece que esses projectos são mais económicos que culturais e aqueles que os lideram pouco ou nada sabem da cultura dos povos nem estão preocupados com ela. Encaram mesmo essa dimensão como supérflua. Interessa-lhes é formar técnicos e ganhar dinheiro com isso pensando que assim cumprem a sua missão de desenvolver os países pela capacitação técnica dos indivíduos. O meio universitário era e é um bom local para criar novos públicos até porque tem o caracter da obrigatoriedade mas a tecnocracia em que se vê envolvido e a falta de vocação humanista de quase todos que o lideram não é propício ao seu desenvolvimento cultural e á verdadeira união entre os povos.
Continuar a divulgar este ideário em todas as plataformas e de todas as maneiras e esperar pacientemente que prenda a atenção das novas gerações é por isso uma obrigação de todos aqueles que alimentam o sonho da lusofonia.
é tempo também de pensar numa plataforma electrónica onde se coloquem à disposição de todos os interessados os textos fundadores do espaço lusófono e das várias vias culturais em que assenta pois continua a haver um desconhecimento muito grande e é impensável que esse material alguma vez possa vir a ser divulgado pela forma tradicional da edição.

abs
Artur Manso

José JPeralta disse...

Levando em conta as observações da Maria Afonso Sancho, considero esta uma Mensagem oportuna para o ano de 2016. O MIL precisa saber olhar além dos fatos, pois estes sempre revelam algo que pode ser positivo. É o poder da superação. O que precisamos é saber ver, em todos os obstáculos, um possível trampolim, que pode nos levar mais longe.
Saudações a todos . Saudações ao novo Ano.
O novo Ano, como as crianças, é sempre portador de novas esperanças!

Sergio Rita disse...

Bom Ano a toda a família Lusófona.
Teremos que continuar, ficar parados nada dá. Estaremos atentos e conscientes na defesa dos valores da Lusofonia, quiçá orientando outros para que continuemos a crescer.

virgilio disse...

Como disse o último comentarista, desejo um Bom Ano de 2 016 para a Lusofonia e que os probemas indiciados possam ser todos superados com o reforço da união e da solidariedade entre todos os povos lusófonos.

VIRGÍLIO CARVALHO (Dr.).