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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Renamo defende mediação da Igreja Católica na crise política moçambicana

Renamo defende mediação da Igreja Católica na crise política moçambicana     
A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), principal partido de oposição do país, defendeu hoje em Maputo que a Igreja Católica deve assumir o papel de mediador da crise política em Moçambique, insistindo no afastamento da atual equipa de mediadores.
"A Igreja Católica deve assumir o seu papel (de mediador) na crise política, como assumiu no processo que conduziu à assinatura do Acordo Geral de Paz de 1992", afirmou hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz da Renamo, António Muchanga.
A Igreja Católica, prosseguiu Muchanga, tem experiência internacional na mediação de conflitos e pode ser útil para a resolução do impasse político e militar prevalecente em Moçambique, desde 2013.
O porta-voz da Renamo reiterou a posição do partido de que a equipa de mediadores nacionais que vinha assumindo essa função desde 2013 fracassou na sua missão e deve resignar.
"Eles demonstraram que não têm nenhuma experiência e isso não é nenhum insulto, são úteis, mas precisam de ajuda", ressaltou António Muchanga.
Muchanga criticou o facto de os mediadores nacionais não terem conseguido impedir que a residência do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na beira, capital da província de Sofala, centro do país, fosse invadida pela polícia, no dia 09 de outubro passado, que desarmou e deteve por algumas horas os seguranças do político.
"Se não fosse o presidente Dhlakama a pedir desculpas por ele (Dinis Sengulane, bispo da igreja anglicana), teria sido linchado pela população da Beira", declarou o porta-voz da Renamo, referindo-se alguns populares que se amotinaram em casa do líder da Renamo chamando judas ao religioso, que é um destacados membros da equipa de mediadores nacionais.
O incidente de 09 de outubro na casa de Afonso Dhlakama deu-se algumas horas após ter entrado na residência, para onde seguiu, acompanhado pelos mediadores, oriundo de um lugar incerto algures na Gorongosa, província de Sofala, onde se tinha refugiado após confrontos entre a sua comitiva e membros das forças de defesa e segurança moçambicanas, no distrito de Gondola, província de Manica, centro do país, no dia 25 de setembro.
Na semana passada, quase dois meses após a invasão na sua casa na Beira, Dhlakama falou à comunicação social por telefone, declarando que a Renamo vai governar, a partir de março, nas seis províncias do centro e norte onde reivindica vitória nas eleições gerais de outubro do ano passado, mas usando meios democráticos que não especificou.
Moçambique vive uma crise política e militar desde 2013, que se manteve com a recusa da Renamo em reconhecer a derrota nas eleições gerais de outubro do ano passado.
O principal partido de oposição viu este ano um projeto de lei de criação de autarquias provinciais e um projeto de revisão pontual da Constituição da República visando o mesmo objetivo chumbados pela Assembleia da República, dominada pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder.
Diário Digital com Lusa

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