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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Deputados do PAIGC inviabilizam Programa do Governo guineense

Deputados do PAIGC inviabilizam Programa do Governo guineense      


Quinze dos 57 deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder na Guiné-Bissau) inviabilizaram hoje a aprovação do Programa de Governo de Carlos Correia ao absterem-se na votação parlamentar.

Com 101 deputados presentes, um esteve ausente, 42 parlamentares do PAIGC, do Partido da Convergência Democrática (PCD) e um da União para a Mudança (UM) votaram a favor do documento apresentado pelo executivo, enquanto os restantes se abstiveram, entre eles os 41 do Partido da Renovação Social (PRS, o maior da oposição).
Para que o documento fosse aprovado, bastava uma maioria simples, de 52 deputados.
Vencedor das eleições legislativas de abril de 2014, o PAIGC tem estado a braços com uma crise interna, que já levou à queda do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, a 12 de agosto, e à reentrada em cena de Carlos Correia, que assumiu o cargo pela quarta vez desde a abertura política ao multipartidarismo, em 1994.
Oito dias após a exoneração de Simões Pereira, o presidente guineense nomeou Baciro Djá para primeiro-ministro, que chegou a formar um Governo.
Porém, o novo Executivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) guineense.
A 17 de setembro, José Mário Vaz, destacado dirigente do PAIGC, partido que o apoiou nas presidenciais de 2014, acabou por dar posse a Carlos Correia, escolhido pelo "bureau" político com 68 dos 69 votos.
Hoje, o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, indicou que a sessão parlamentar será retomada a 05 de janeiro próximo, uma vez que Carlos Correia terá 15 dias para apresentar o novo Programa de Governo.
Desconhecendo-se se haverá alterações ao documento ou o posicionamento dos 15 deputados do PAIGC, pertencentes à ala de José Mário Vaz.
Segundo a Constituição, se o Programa de Governo for novamente rejeitado, o Governo cai, abrindo nova crise política no país.
Diário Digital com Lusa

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