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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Prefácio a “Filosofia, Arte e Literatura”, de Elter Manuel Carlos


Formado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e, nos dias de hoje, docente na Universidade de Cabo Verde, Elter Manuel Carlos é um dos mais jovens promissores pensadores cabo-verdianos.

Esta sua colectânea de ensaios (“Filosofia, Arte e Literatura: uma abordagem sobre a formação poética, literária e estética do povo cabo-verdiano”) bem o atesta: fazendo plenamente jus ao título e ao subtítulo da obra, nela podemos encontrar um pensamento que é, de modo estrutural, pontifício. Porque faz pontes: entre Filosofia e Literatura, entre Filosofia e Arte, entre Filosofia e Educação.

Pontifício também porque, centrando-se na realidade cultural cabo-verdiana, nem por isso deixa de estabelecer pontes com outras realidades culturais, em particular com outras realidades culturais de língua portuguesa, em prol da sedimentação de uma mesma cultura comum: uma cultura de língua portuguesa, uma cultura lusófona, e, por isso mesmo, uma cultura plural e polifónica.

Poderíamos acrescentar: uma cultura mestiça e crioula. A esta luz, Cabo Verde é, de resto, um excelente exemplo, senão mesmo o exemplo máximo, do que pode e deve ser essa nossa comum cultura lusófona. Aparentemente perdida no Atlântico, geometricamente equidistante entre Portugal, Brasil e o continente africano, Cabo Verde é, em si, uma grande ponte, uma ponte oceânica. Não é por acaso que aí se sediou o Instituto Internacional de Língua Portuguesa. Não poderia haver, com efeito, melhor lugar para sediar a entidade a quem cabe, internacionalmente, defender e difundir a nossa língua comum.

Por perceber tudo isso, foi Elter Manuel Carlos oficialmente indigitado, em Junho de 2013, Coordenador do MIL: Movimento Internacional Lusófono em Cabo Verde, onde tem feito um excelente trabalho. Logo no mesmo ano, em Outubro, foi ele o organizador da I Conferência Cabo-Verdiana “Filosofia, Literatura e Educação”, promovida pelo MIL na Universidade de Cabo Verde, em parceria com esta Universidade e com o Instituto Camões, cujas Actas foram entretanto publicadas na nossa Revista: Nova Águia, nº 15 (1º semestre de 2015).

Sabemos que há quem pense, em Cabo Verde e em Portugal, que este caminho da convergência lusófona – nos planos linguístico e cultural, desde logo, mas também nos planos social, económico e político – se deveria cumprir mais imediatamente. Nós, porém, sabemos que isso não é possível. E por isso gostamos de dizer que este caminho não é para sprinters mas para maratonistas. Com sprinters não se faria qualquer ponte ou, se se fizesse, ela cederia à primeira onda. Com maratonistas como nós, esta rede de pontes que se estão a criar terá raízes sólidas. Ancoradas no fundo do próprio oceano, irão abarcar e abraçar todos os países e regiões de língua portuguesa. Este livro é mais um passo nesse caminho.
 
Renato Epifânio

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