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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 17 de março de 2015

A Lusofonia e as "dobragens"

Do seu ponto de vista, a dobragem audiovisual é uma atividade artística ou é um trabalho técnico?
Não tenho, por princípio, uma posição favorável sobre as dobragens – excepto para filmes infantis. Todavia, quando são bem feitas, decerto que têm uma dimensão artística.
 A dobragem protege/promove a língua portuguesa?
Não necessariamente. A legendagem, para quem tenha poucos hábitos de leitura, pode ser ainda mais útil para proteger/promover a língua portuguesa. Admito, porém, que, para alguns países lusófonos, em que o domínio da língua não é ainda muito generalizado, a dobragem seja um factor objectivamente positivo.
Pensa que a dobragem de um filme estrangeiro para língua portuguesa desqualifica ou desvaloriza esse mesmo filme?
Sem dúvida. Nalguns casos, pode ser mesmo um atentado à obra. Fala a minha costela cinéfila…
Existe hoje um público que cresceu com as dobragens na televisão e no cinema (no caso dos desenhos animados). Faz sentido acompanhar este crescimento dobrando os filmes e séries estrangeiras para adultos?
Não vejo porquê. O conhecimento de outras línguas é igualmente fundamental para o processo de crescimento.
Hoje os canais por cabo que passam documentários estão a voltar à legendagem (ex. Canal História, National Geographic Magazine, Discovery, etc). Pensa que faria sentido o governo português regulamentar no sentido de tornar obrigatório a dobragem para todos os canais de televisão?
Não. Considero inclusive que essa não generalização das dobragens é uma marca cosmopolita da cultura lusófona, que valorizo positivamente.
Nalguns países, a dobragem é obrigatória na televisão e facultativa nos cinemas. Considera isto uma boa solução?
Não. Já vi televisão noutros países e lembro-me de ter ficado muito mal impressionado com algumas dobragens. Sobretudo quando se conhecem os originais…
Algumas opiniões avançam com o argumento de que a dobragem cinematográfica não é viável em Portugal, devido ao seu reduzido mercado. Qual a sua opinião?
Como não sou por princípio favorável às dobragens, não vou contra-argumentar. Por princípio, porém, enquanto Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono, tendo sempre a pensar numa escala lusófona – nunca estritamente nacional.
Um videojogo em Portugal, atualmente, vem com a possibilidade de ter as vozes em inglês, francês, espanhol, e outras línguas, mas não em português. Não pensa que se devia lutar para que estes suportes audiovisuais fossem obrigados a ter versões dobradas em português?
Esta é outra das excepções que aceito. Nestes casos, sim – para que a língua portuguesa não saia, comparativamente, menorizada face a outras.
 
* Questionário da autoria de Pedro Halpern Veiga Pereira, in “Uma hipótese de democratização cultural: a dobragem audiovisual”, Dissertação de Mestrado em Gestão e Estudos da Cultura, Lisboa, ISCTE, 2014, pp. LXII-LXIV.

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