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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 20 de abril de 2014

Entretanto - “Paisagens de Inverno” - Dois Sonetos de “Clepsidra”, por Camilo Pessanha, escritos em Macau – Lidos por Manoel Tavares Rodrigues-Leal - Anotações de António Quadros













 







I

Ó meu coração, torna para trás.
Onde vais a correr, desatinado?
Meus olhos incendidos que o pecado
Queimou, - o sol! Volvei, noites de paz.

Vergam da neve os olmos dos caminhos.
A cinza arrefeceu sobre o brazido.
Noites da serra, o casebre transido…
Ó meus, olhos cismai como os velhinhos.

Extintas Primaveras evocai-as:
- Já vai florir o pomar das maceeiras.
Hemos de enfeitar os chapéus de maias. –

Sossegai, esfriai, olhos febris.
- E hemos de ir cantar nas derradeiras
Ladainhas… Doces vozes senis… -


“Na primeira publicação deste poema, em Macau, 1897, abria o díptico de sonetos com o título geral de Paisagens de Inverno, sendo dedicado a Alberto Osório de Castro. O segundo, que na 1ª edição de Clepsidra foi colocado separadamente e mais adiante é o que principia Passou o Outono já… Na 3º edição de Clepsidra, o Doutor João de Castro Osório voltou a juntá-los sob a citada epígrafe.” (António Quadros)



-

II

Passou o Outono já, já torna o frio…
- Outono do seu riso magoado.
Álgido Inverno! Oblíquo o sol, gelado…
- O sol, e as águas límpidas do rio.

Águas claras do rio! Águas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cansado,
Para onde me levais meu vão cuidado?
Aonde vais, meu coração vazio?

Ficai cabelos dela, flutuando,
E, debaixo das águas fugidias,
Os seus olhos abertos e cismando…

Onde ides a correr, melancolias?
- E, refractadas, longamente ondeando,
As suas mãos translúcidas e frias…


-

“Na sua primeira publicação, em 1897, como dissemos em nota anterior, e também na 3ª edição de Clepsidra, este é o segundo soneto do díptico Paisagens de Inverno. Originalmente, era dedicado a Abel Aníbal de Azevedo.” (António Quadros)


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