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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 21 de dezembro de 2013

Nada, de facto, como regressar aos clássicos para desvendar os paradoxos caseiros…

Há quem não consiga perceber os paradoxos da dita “esquerda portuguesa”, que, quanto mais diz pretender unir-se, mais se divide (vide as últimas iniciativas de Rui Tavares e Carvalho da Silva), mas, para compreendermos esses paradoxos, nada melhor do que regressar aos velhos gregos – em particular, ao pré-socrático Zenão de Eléia. Descreveu ele a seguinte situação: “Imagine um atleta querendo correr uma distância de 60m, para chegar no final do percurso ele primeiro terá que passar no ponto que corresponde a 1/2 (metade) do percurso, depois no próximo ponto que corresponde a 2/3 do percurso, depois 3/4 do percurso, para assim chegar a 4/5 do percurso e depois 5/6 do percurso e depois 30/31 do percurso ao ponto correspondente a 199/200 e depois ao ponto 5647/5648 do percurso (que numericamente corresponderia a 59,9893798 metros), tendendo assim a ser um número infinito de pontos antes que o corredor chegue ao final. Como o infinito é uma abstração matemática que significa algo que não tem limite, o atleta jamais conseguiria chegar ao final do percurso (60 metros), pois ele teria que percorrer infinitos pontos para chegar a um final”. Nada, de facto, como regressar aos clássicos para desvendar os paradoxos caseiros…

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1 comentário:

Luís de Barreiros disse...

Interessante! Depois veio o Bergson (que Leonardo Coimbra admirava) com a seguinte ideia. Simplificando, ele contraria essa abstracção das aporias de Zenão, naturalmente nascente com o Lógos na época dos pré-socráticos: uma coisa é a métrica dos espaços no seu movimento, outra os passos no seu movimento, por exemplo, os de Aquiles e os da tartaruga. De facto, certas abstracções atingem hoje as nossas «economias» contemporâneas. Resultado de todo um processo ocidental que, nos nossos dias, se excedeu esquizofrenicamente…