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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A referência última



Temos que reconhecer que é uma exigência intrínseca do «Espírito Humano» o pensamento de um irrepresentável «Princípio Absoluto de todas as coisas», ou a tendência para reduzir (melhor: re-ligar) tudo a um «único princípio»: é uma sua exigência intrínseca de «unidade», na incomensurável multiplicidade das dimensões que se deparam ao seu conhecimento e experiência.
Neste contexto, «Deus», como referência última, que apenas se pode enunciar, pensado como «Alteridade Absoluta» e fugazmente pressentido como «Infinitos Bondade e Amor», bem poderá ser talvez a «Resposta» que damos à «Grande Incógnita» que permanece e resiste lá no fundo de nós e para além de tudo o pouco que sabemos, experienciamos e explicamos provisoriamente sobre nós próprios, a nossa Existência e o Universo Englobante … Mesmo porque nos é tão insuportável e difícil permanecermos expectantes e indecisos face a um tão grande «Ponto de Interrogação»: a iniludível, incontornável, mas persistente e nunca respondida, pergunta última sobre a «origem», a «causa primeira» ou a «razão de ser», o «sentido último» e o «fim» (o além…) de «tudo» o que existe (de todo o Universo, de toda a Vida e de todo o Ser) e que conhecemos, explicamos e compreendemos provisoriamente e mais ou menos imperfeitamente, dentro das nossas limitadas possibilidades de compreensão e de intelecção… Ou a resposta possível para a interrogação metafísica de que: «Porque há “Ser” em vez de “Nada” ?». Uma pergunta a que, nem a razão só intelectual, nem a ciência, respondem em definitivo.
Mas, para nós, a Sua plena inteligibilidade e compreensão não está, em definitivo, ao alcance das nossas limitadas possibilidades humanas e do equipamento mental com que fomos dotados. Pois, como o tinha dito já IMMANUEL KANT (Cfr. Crítica da Razão Pura,     1 781-87, 3ª. edição da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1 994, pág. 531): «O Ser supremo mantém-se, pois, para o uso meramente especulativo da razão, como um simples “ideal”, embora “sem defeitos”, um conceito que remata e coroa todo o conhecimento humano; a realidade objectiva desse conceito não pode, contudo, ser provada por esse meio, embora também não possa ser refutada».
Ou seja: a nossa pobre, precária e indigente condição humana, de «radical desamparo» e de estrutural e finita imperfeição e «carência ontológica», impele-nos necessariamente para a busca incessante e constante desse «Absoluto Moral», que só poderá dar-se pelo nome de «Deus». E isto não pode ser provado, nem refutado, só «racionalmente». É obra do «Espírito» mais do que da estrita «Razão Pura».
Nem, todavia e por outro lado, alguma vez pudemos apercebermo-nos de alguma clara e inequívoca «Revelação», ou sequer supormo-nos dignos de alguma «Graça», especial e pessoalmente endereçada.
Por isso, Ele permanece, rigorosamente, um «Mistério», acerca Do Qual nada se pode predicar. Só pode, portanto, ser assunto de «Fé» (ou de «Esperança»), acerca das quais se deve antes guardar prudente silêncio.
Também aqui deve imperar sempre o pensamento da «possibilidade transcendental», i. é, a «possibilidade de possibilidade», que mantém sempre em aberto a «possibilidade última» (Cfr. NICOLA ABBAGNANO).
Por outro lado, trata-se, portanto, aqui, mais de uma «Fé Filosófica», ou «Metafísica», do que pròpriamente de uma «Fé Teológica» ou «Litúrgica» (Cfr. KARL JASPERS) que, sem obliterar tudo quanto deve ao Cristianismo, nem pretender contornar («racionalmen-    te» ?) o problema da «Transcendência», mas antes abrir-se a ele, contudo se mantém equidistante e para além de todas as Religiões e Igrejas estabelecidas.

                                                                                          VIRGÍLIO CARVALHO (Dr.)

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