*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*
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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 29 de setembro de 2013

Espanha e Gibraltar...

Nem sempre é fácil compreender o que é "ser português". É uma condição, uma sina, um acaso...   Será tudo isso. Mas, deem-se as voltas que se der, será sempre um conjunto de características e atitudes que se entranha em nós quase desde que nascemos, e de que é muito difícil livrarmo-nos. Aprendemos a reclamar, na História do Mundo, um lugar que os tempos modernos tendem a esquecer ou a desprezar, e que sabemos que é o nosso. Abrimos muitas portas, descobrimos mundos, fizemos coisas boas e más. Somos, decididamente, humanos. Mas somos também tenebrosamente pessimistas, descrentes em nós próprios, e, até, medrosos! Ocorrem-me estes pensamentos ao ler que Mariano Rajoy, o primeiro-ministro de Espanha, nas Nações Unidas, a propósito da situação "colonial" de Gibraltar proclamou que (citando) "este anacronismo continua a causar inconvenientes aos cidadãos de Gibraltar e da zona adjacente. Espanha reitera mais uma vez o seu apelo para que o Reino Unido retome o diálogo bilateral e a cooperação regional". Mais, Rajoy protestou, dizendo que Gibraltar "É o único [antigo território colonizado] pendente na Europa, afectando assim a nossa integridade territorial", acrescentando que é uma colónia que a ONU integrou na lista de territórios autónomos pendentes de descolonização em 1963.. O espantoso em tudo isto é que Rajoy se esquece de referir que Ceuta e Melilla, cidades espanholas do Norte de África, também estão na lista de territórios por descolonizar. Mas... o que me causa mais apreensão, enquanto Português que sou, não é só o facto de Rajoy se esquecer do território de Olivença, devolvido pela Espanha a Portugal em 1814/15 e 1817. Na verdade, a diplomacia espanhola, principalmente de há uns meses a esta parte, já nos habituou a estas incoerências. Não. O que me deixa perplexo é que, não obstante os milhares de comentários nos "sites" dos jornais nesse sentido (eu contei-os!!), quase nenhum comentarista, quase nenhum "opinador", nenhuma figura de relevo, se tenha manifestado para exprimir o óbvio: que Madrid, principalmente depois da atitude deselegante para com Portugal no caso da reivindicação de área marítima em torno das Selvagens, está claramente a exagerar, e que muitos portugueses não conseguem deixar de estabelecer paralelos com Olivença. Pior: muitos portugueses começam a perguntar se, perante tão escandaloso silêncio, só perturbado por mais dúzia de vozes, a nossa classe política e muitos dos membros das nossas elites não estarão a comportar-se de forma irremediavelmente servil, ou mesmo cobarde, perante uma evidência que salta à vista de qualquer cidadão comum!!! O que se passa com Portugal?

Estremoz, 27 de Setembro de 2013
Carlos Eduardo da Cruz Luna

1 comentário:

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Já abordei este tema, há quase três anos:

http://mil-hafre.blogspot.pt/2011/01/marcar-territorios.html