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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 7 de julho de 2013

Elogio politicamente incorrecto a Mandela

Não parecem ser frequentes as situações em que a elevação ética coincide com a racionalidade político-económica. Às vezes parece até que estas duas posições são por inteiro incompatíveis…
Vem isto a propósito de Mandela. Justamente, ele tem sido elogiado pela sua elevação ética – em particular, na sua relação com a minoria branca sul-africana. E todos os elogios que se lhe possam fazer nesta área não são demais.

Aqui, porém, vamos elogiar Mandela pela racionalidade da sua posição político-económica. Com efeito, ao não se ter vingado da minoria sul-africana, que impôs, durante séculos, um dos regimes mais hediondamente racistas de que há memória – e ele teria todas as razões para o fazer, pois foi, como se sabe, uma das pessoas que mais sentiram na pele a brutalidade do regime –, Mandela preservou a viabilidade política e sobretudo económica do seu país.
Ao contrário de outros líderes africanos que cederam a essa tentação e, com isso, desmantelaram as alavancas maiores das economias dos seus países – lembre-se o caso exemplar do Zimbabué de Mugabe –, Mandela percebeu bem que expulsar a minoria branca (ou “atirá-la para o mar”, como ainda hoje se ameaça) seria suicidário no plano económico.
Não é pois por acaso que, não obstante todos os seus graves problemas sociais, a África do Sul continua a ser o país mais economicamente pujante daquela região. Ao contrário de outros países – incluindo, é bom não esquecê-lo, algumas ex-colónias portuguesas –, a África do Sul percebeu bem que um regime democrático deve distribuir o mais justamente possível a riqueza criada. Mas, para que tal aconteça, importa primeiro que se crie riqueza. Só se pode distribuir o que existe. Não o que se destrói, por muitas razões que se tenham para tal.
Renato Epifânio
Publicado em: http://democracia-em-movimento.blogspot.pt/2013/07/opiniao-d-elogio-politicamente.html
 

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