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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Outra reflexão sobre a situação no Brasil...

Os jovens estão dando uma grande lição de cidadania para o Brasil; e eu estou totalmente solidário com eles. Não podemos mais admitir a trapaça e os crimes de corrupção praticados pelo Executivo e o Legislativo, nem a leniência do Judiciário ou a sua conivência com a impunidade.
Neste artigo, quero tornar pública a minha opinião, e registrar que sempre estarei onde estiver a defesa da Ética e da Justiça, pois urge que possamos levantar as nossas vozes contra o despudor dos nossos dirigentes, especialmente aqueles que fizeram de Brasília o reduto de suas práticas criminosas. 
Em resposta a uma provocação que me foi dirigida, respondo neste artigo da seguinte maneira: “A minha condição de político me ensinou a ser racional. Politicamente, o que nos resta fazer é combater a elite que está atualmente no poder. Sou cidadão, e não memorialista para voltar no tempo e falar mal dos políticos do passado”. 
Meu compromisso é com o Brasil, e não com a coalizão política daqueles que estão no poder, isto é, daqueles que roubam o patrimônio público a partir dos seus gabinetes e dos seus balcões de negócio instalados no Planalto Central. 
Daí me parecer bastante procedente o levante que os jovens levam a efeito no Brasil contra os poderes da República, que já perderam o senso de suas decisões, e que confiscam o patrimônio do povo com o aumento de preços e de tarifas inadmissíveis; e que invertem a pauta orçamentária a partir de gastos excessivos.
Gastos excessivos – repito – que minguam os recursos da educação e da saúde, do transporte público e das políticas sociais que defendem a dignidade e o Direito dos espoliados pela omissões daqueles que nos representam. 
Nem todos os nossos governantes, quer no Legislativo, no Executivo ou no Judiciário, devem ser medidos pela mesma ótica, porque existem também, numa outra medida, gestores excelentes, magistrados incorruptíveis e parlamentares que nos honram como representantes.
Mas o que é certo é que o estrato que se tornou hegemônico, entre nós, vem se mantendo no poder a partir do jogo e da trapaça, da corrupção deslavada e do crime organizado que passou a ser a moeda da burocracia e das licitações, e da compra do apoio partidário.
Todas essas formas de corrupção e de malversação dos recursos públicos constituem um crime hediondo, digno de ser denunciado perante o Tribunal da História. E é isso o que os jovens do Brasil estão fazendo com o vigor de suas energias e com a claridade da sua consciência.Não existe uma forma consequente de luta pela Igualdade e a Justiça senão aquela que se acende na poeira das ruas e que cresce até chegar ao coração dos poderes, enfrentando o golpe dos aproveitadores, a incompreensão das autoridades e a tirania dos órgãos de repressão.Os protestos que se travam no Brasil a partir da decisão dos estudantes têm, portanto, a sua legitimidade, a sua procedência política e o seu amparo na Constituição e na exigência da sociedade.
Uma luta que assume uma proporção tão universal quanto essa não pode ser pensada apenas a partir de uma pauta de caráter somente objetivo. Os jovens querem reformar a Sociedade e o Estado, e querem dizer aos donos do poder que o respeito ao Patrimônio Público e o cuidado com a Dignidade estão acima da corrupção e dos interesses dos nossos dirigentes.
Os danos ao patrimônio público, cometidos por vândalos e aproveitadores, que se infiltram em todos os movimentos políticos, devem ser tratados com o rigor da lei, e não devem ser tolerados de nenhuma maneira. Não podemos confundir os crimes, praticados por aproveitadores, com os atos de Cidadania e Liberdade fundamentados na Constituição.
Não vou dizer aqui que o Brasil começou a mudar, porque o Brasil, desgraçadamente, ainda está acordando. A vigilância contra a corrupção dos nossos dirigentes precisa ser permanente. Uma nação não pode se presumir grande se a sua cidadania não for exercitada a cada dia.
A Presidente Dilma foi bastante inteligente quando acenou para o calor e a procedência das manifestações, e ainda mais feliz quando apelou para os rigores da lei e da ordem contra o vandalismo; porém as dívidas sociais são tão monumentais no Brasil que não seria razoável pensar que ela possa fazer alguma coisa, diante das pressões do Congresso e das concessões políticas que já fez. 
O preço da mobilidade urbana no Brasil não atende, infelizmente, pelo nome de tarifa, mas por aquilo que se chama de falência do transporte público, dominado e depois degradado por empresários e parlamentares inescrupulos, em tudo assistidos pela leniência dos Tribunais de Contas e pela conivência do Judiciário.
A reforma partidária e a reforma eleitoral ainda não entraram na pauta do Brasil, e o governo de plantão ainda ousa agredir os cidadãos, com suas propostas indecentes contra o Ministério Público e contra os médios e pequenos partidos; com ataques à liberdade de imprensa e agressões aos que ousam discordar da sua prepotência.
Finalizando, acho que três perguntas se impõem no momento: a) quais serão os líderes políticos do Brasil a partir de dois mil e quatorze?; b) estariam os nossos dirigentes políticos dispostos a mudar de posição ?; c) em qual aterro podemos recolher, no futuro, a falta de memória do povo?

Dimas Macedo

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