*É um Lusófono com L grande? Então adira ao MIL: vamos criar a Comunidade Lusófona!*
BLOGUE DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 27 de outubro de 2012

FÓRUM CANDANGO DE APOIO AOS GUARANI-KAIOWÁ

APOIO MIL-BRASIL

FÓRUM CANDANGO DE APOIO AOS GUARANI-KAIOWÁ, um informe.
 
Em apoio aos povos Guarani-Kaiowá fundou-se ontem, 26 de outubro de 2012, um fórum durante um encontro realizado no Memorial Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília. O objetivo inicial será a coleta de alimentos não-perecíveis para atender às necessidades emergenciais do povo guarani. Estavam presentes representantes de vários seguimentos dos movimentos sociais, populares e ambientalistas de Brasília. A Associação de Pós-Graduandos Ieda Santos Delgado, da Universidade de Brasília, esteve presente oferecendo apoio, inclusive uma doação de cinco caixas de livros de literatura infanto-juvenil, recebida da Casa Agostinho da Silva.
 
O problema existente é, ainda, a luta pela terra, como ocorre na fazenda Potreiro Guassú, no município de Vila Formosa, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Existem hoje 36 acampamentos organizados à espera do reconhecimento do direito à terra e à regularização fundiária da mesma. Desde 2009, quando o Juiz Gilmar Mendes (STF) dificultou a legalização das terras guarani (segundo foi informado por Kleber, militante do CIMI), a situação tem se agravado, acontecendo suicídios coletivos e individuais, inclusive de crianças. As estimativas são de até quatro crianças por mês. Caso que deve ser denunciado também ao CONANDA, o Conselho Nacional da Criança e do Adolescente.

Como estratégia de asfixia, fazendeiros da região têm colocado seus jagunços para fazerem cercos cujos objetivos têm sido: matar as lideranças do movimento indígena local e privar as comunidades do acesso a alimentos. Além disso, existem registros de estupro de mulheres indígenas, como o ocorrido na fazenda São Luis, município de Iguatemi, MS, há poucos dias atrás. E os meios de comunicação, sobretudo a TV, têm programaticamente tentado desvincular os suicídios ao problema da luta pela terra, fazendo campanha à favor de fazendeiros como a atriz Regina Duarte, que mantém fazenda na região.

O problema da luta pela terra na região não é recente. Relaciona-se com a história da formação do território brasileiro, cuja trajetória se estende entre o Tratado de Tordesilhas e finais dos anos de 1950, quando João Guimarães Rosa (à época era o Secretário de Fronteiras do Brasil) pôs fim aos problemas de fronteira externa do Brasil, no caso, na região que faz fronteira com o Paraguai. Por causa de Sete Quedas, onde hoje está a hidroelétrica de Itaipú, a região foi disputada pelos dois países. A fundação das primeiras vilas na região matogrossense coincide com o período da Guerra do Paraguai, portanto. Do ponto de vista da formação populacional, ocorreram pelo menos três grandes levas migratória do sul do Brasil para a região que deram origem à cidade de Dourados (criada em 1935, no governo Vargas); de tropeiros de Minas Gerais, e outras do nordeste.

No próximo dia 31 de outubro haverá na cidade de Brasília uma manifestação em favor da luta Guarani-Kaiowá e, a partir de janeiro, os Guarani acolherão militantes em seus acampamentos para conhecerem a realidade da luta indígena no Mato Grosso Sul. Eles criaram um observatório indígena em cada um dos acampamentos através do qual pretendem receber militantes para essas vivências. Existe hoje uma articulação regional que envolve e representa os povos indígenas pantaneiros, a ARPIPAN (Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e Região). No próximo mês, um grupo de movimentos indígenas se encontrarão no Rio de Janeiro para defender o que foi a casa do Marechal Rondon, prédio onde ainda vivem grupos indígenas. Com as construções da Copa (e reforma da cidade do Rio de Janeiro) o prédio – que deveria ser preservado pelo governo brasileiro, inclusive mantendo as funções de apoio à luta indígena – será demolido. (Fábio Borges, Presidente da APG/UnB, Brasília, 27 de outubro de 2012.)

Subscreve MIL-BRASIL

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