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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

“3000 registos falsos”?!!

A coordenadora do Portal do Governo, Marta Sousa, confirmou ao PÚBLICO que os resultados das votações na iniciativa O Meu Movimento, alojada naquele sítio da internet, foram adulterados através da criação de “3000 registos falsos”, utilizados para distribuir 10 676 votos por oito dos movimentos a concurso.

Através de mensagem enviada por correio electrónico, a coordenadora adiantou esta quinta-feira que “a justiça na votação” será reposta através da eliminação daqueles votos, o que ainda não se verificou.

A situação – que foi investigada pelo Centro de Gestão da Rede Informática do Governo (CEGER) - deu origem, ontem, a uma queixa da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) que esta quinta-feira decidiu denunciar publicamente o “ataque ao Portal do Governo”, em comunicado divulgado no Facebook.

“Os testes não encontraram quaisquer indícios de ataque informático ou de utilização de software malicioso que permita automatizar o processo de voto, tratando-se apenas de uma quebra das regras de boa-fé que regem o processo, prontamente identificada pelas salvaguardas existentes no sistema”, frisou Marta Sousa em nota escrita enviada ao PÚBLICO.

Ao princípio da tarde, a mesma responsável dizia-se convicta de que o aumento do número de apoiantes de alguns movimentos resultava “de uma campanha de promoção viral, lançada num momento de regresso de muitas pessoas a casa e ao trabalho, depois de férias”.

“O Meu Movimento” é uma iniciativa do Governo que permite aos cidadãos defenderem uma determinada causa e, depois, reunirem apoiantes. À semelhança do que aconteceu na primeira edição, na segunda, que teve início este mês, o promotor do movimento que vier a conseguir mais votos terá uma audiência com o primeiro-ministro.

Na primeira edição a APEVT ficou em segundo lugar e agora apresenta-se de novo a concurso, em defesa da manutenção da disciplina de EVT nos currículos do 2º ciclo do ensino básico.

No comunicado com o título “Ataque ao Portal do Governo”, a direcção daquela associação de professores disse não responsabiliza pela “estranha situação” os promotores dos oito movimentos beneficiados (que defendiam causas tão diversas como “a tara recuperável nas garrafas”, a oferta de benefícios aos estabelecimentos que optem por vender produtos nacionais e o reforço da democracia directa.

Marta Sousa disse, também que não há “qualquer indicação de que os movimentos afectados” tenham participado na tentativa “de contornar o sistema, que obriga apenas ao registo de um e-mail ou página de Facebook”. Com aparente ironia, a coordenadora fala em “empenho em excesso” no debate desejado pelos promotores de O Meu Movimento, por parte de quem criou as contas de e-mail e votou 10676 vezes.

Segundo diz, foi possível identificar “claramente quais os votos irregulares” o que possibilitou a sua eliminação e permitiu evitar a solução que adiantara como possível ao princípio da tarde – colocar todas as votações a zero, caso se confirmasse a existência de irregularidades. A votação do movimento que irá reunir com o primeiro-ministro na segunda edição prossegue, portanto, e, segundo Marta Sousa, “decorre até ao fim de Outubro”.

Ao PÚBLICO, o presidente da APEVT, José Alberto Rodrigues, classificou a solução como “sensata e aceitável”. “Também acreditamos que não se tratou de uma iniciativa de qualquer dos movimentos beneficiados pela votação anormal. O mais provável é que tenha sido uma brincadeira de mau gosto de alguém que quis testar a vulnerabilidade do sistema”, referiu.

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