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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Declaração MIL sobre a situação na província moçambicana de Cabo Delgado


A situação que se vive na província moçambicana de Cabo Delgado, no extremo norte da República de Moçambique, rica em recursos naturais, exige de todos nós, cidadãos lusófonos, a maior atenção, solidariedade e empenho.
Como tem sido amplamente noticiado, há um conflito em curso, em parte fomentado por forças externas, que ameaça arrastar-se no tempo, sem qualquer possibilidade visível de pacificação a curto prazo.
A pretexto de uma guerra com motivações pretensamente religiosas, as forças insurgentes têm conseguido mobilizar alguns moçambicanos, sobretudo jovens, em particular em áreas mais desfavorecidas – onde tem existido menos emprego, menos desenvolvimento e menos investimento na Educação. Esse tem sido, assim, um terreno fértil para a disseminação desta revolta.
Não temos dúvidas de que essas forças insurgentes, se tivessem que realmente governar a região, iriam perder todo o apoio que vão tendo, dado que o desemprego, o subdesenvolvimento e o analfabetismo não se combatem com meros “slogans”, para mais enganadores.
Temos igualmente consciência de toda a importância da dimensão religiosa em Moçambique – um bom exemplo, de resto, até à data, de uma sã convivência inter-religiosa, nomeadamente entre a religião católica e islâmica –, e conhecemos bem o fundamental papel das várias instituições religiosas, sem excepção, na resolução dos problemas sociais mais prementes. Menosprezar toda essa importância é ignorar, por inteiro, a realidade moçambicana (e africana, em geral).
Por tudo isso, não podemos aceitar que a província moçambicana de Cabo Delgado se torne mais uma vítima do fundamentalismo (pretensamente) religioso. Exortamos, pois, o Governo da República de Moçambique a solicitar o empenhamento de toda a CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, de modo a, no imediato, pacificar o território, bem como – ponto não menos importante – a promover, com esse apoio internacional, um maior desenvolvimento da região, para benefício de toda a população aí residente.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

13 comentários:

Nuno Sotto Mayor Ferrao disse...

Caríssimos companheiros do MIL.

Subscrevo inteiramente esta proposta de Declaração do MIL sobre a situação gravosa na província moçambicana de Cabo Delgado.

Verificam-se mais de 250 mil pessoas deslocadas internamente devido a esta guerra. Muitas aldeias e vilas encontram-se destruídas, quando esta situação se arrasta com ataques externos desde 2017. Um facto novo que deve alarmar a comunidade internacional é este contexto especifico de guerra e de pandemia que tem favorecido o tráfico de droga na região, proveniente do Paquistão e do Afeganistão, destinado aos países ocidentais.

Além da campanha de ajuda humanitária, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, é importante o envolvimento da CPLP e o concurso de forças exógenas de segurança e de políticas de desenvolvimento, como se diz como muita pertinência na proposta de Declaração do MIL.

Cordial e fraternalmente,
Nuno Sotto Mayor Ferrão
MIL-ilitante

Sam Cyrous disse...

Se me permitem, recomendo apenas a atenção ao termo "igreja" que não é tão inclusivo como se pode considerar. Igrejas são um fenômeno exclusivo da cristandade, pelo que recomendo outra nomenclatura (exceto quando se trate de um nome por exemplo) como "religiosidade" ou "instituição religiosa".

Unknown disse...

Caros Amigos,

Não poderia estar mais de acordo: é deveras importante
que a inteligência e com ela a paz construtiva, se sobreponham à violência destrutiva.
«Paz e Bem» pode ser divisa comum às grandes religiões do Livro em Moçambique e não há homem bom que a não subscreva.

Rodrigo Sobral Cunha

Artur Manso disse...

Concordo.
A Manso

Nova Águia disse...

Muito bem, Sam
Já corrigido

Abraço MIL
Renato Epifânio

VITORINO MORGADO-BRASIL disse...

EMBORA ESTEJA UM TANTO ALIENADO DESSES TERRIVEIS E LAMENTÁVEIS ACONTECIMENTO, SUBSCREVO E CONCORDO.

VITORINO MORGADO- BRASIL

Maria Afonso Sancho disse...

É com horror que recordo acontecimentos como estes. Não sei que dizer.
Parece-me correto como texto, além das sugestões já dadas acima.
Pessoalmente vejo aqui a religião sendo usada apenas como um pretexto, o qual resulta para os fins que querem obter. Poderia ser outra coisa qualquer, desde que funcionasse.
Li algures que gente estúpida, pobre e inculta é a mais fácil de governar...
Ora, os jovens são os mais fáceis de enganar e instrumentalizar, para serem usados para fins hediondos.
Jovens sem a orientação dos anciãos, são apenas tenros e estouvados cabritinhos a brincar num pasto, para serem devorados pelo primeiro predador que passe.
Até os bichos jovens gostam e sabem que precisam obedecer aos mais velhos.
Quem ganha com isto?

Flávio Gonçalves disse...

Concordo com o teor da mesma, aprovado.

Luís de Barreiros disse...

Concordo. Tenho acompanhado estes acontecimentos, dentro dos possíveis, nos interessantes programas "Olhar o Mundo" (RTP 3) e "Leste Oeste" (Sic).
Saudações!
LuísT

A. Oliveira disse...

De acordo.

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Concordo e subscrevo.
Abraço MIL

Paulo Pereira disse...

Isso mesmo!
Abraços MIL.

J.Peralta disse...

Concordo e subscrevo, após a devida atenção às reflexões propostas.
José Jorge Peralta