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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 27 de novembro de 2011

ÁFRICA A PÉ: DE ANGOLA À CONTRACOSTA: OS ANTECEDENTES

Foi Domingos Abreu de Brito quem, em 1592, primeiro traçou um plano bem delineado para ligar as duas costas, sugerindo a construção de uma série de postos militares a partir de Angola.


As tentativas de ir por terra de Angola e Moçambique foram-se sucedendo durante os séculos XVII, XVIII e XIX. Vou mencionar apenas algumas.
Em 1606, D. Manuel Pereira Forjaz, governador de Angola, encarregou Baltazar Rebelo de Aragão de encontrar um caminho para a contracosta. Aragão terá penetrado no interior 80 léguas a contar da fronteira de Angola e alcançou um grande lago, que devia ser o Niassa. Tendo-lhe chegado a notícia de que o rei de Angola atacara a fortaleza de Cambambe, Baltazar Rebelo de Aragão voltou para trás para socorrer os portugueses sitiados. Não se sabe quanto demorou a informação a alcançá-lo nem se entende como foi capaz de regressar em tempo útil.



Por volta de 1765, o governador geral Sousa Coutinho interessou-se pela ligação por terra entre Angola e Moçambique. Alguns escravos trazidos do interior diziam que a travessia não só era possível como até relativamente fácil
Em 1808, Honorato da Costa, tenente-coronel estabelecido em Cassange, organizou uma expedição bem apetrechada e encarregou dois dos seus pombeiros mais hábeis, Pedro Baptista e Amaro José de alcançarem Tete. Os exploradores saíram de Cassange em Novembro de 1802. Estiveram retidos durante três anos nas terras de de Mussico e depois mais quatro nos domínios de Cazembe. Os pombeiros não desistiram e chegaram ao seu destino a 2 de Fevereiro de 1811. A expedição gastou 9 anos no caminho. No dizer de Capello e Ivens, os exploradores “tinham partido novos, chegavam ali já encanecidos”. Tomaram o caminho de regresso em Maio de 1811 e chegaram a Luanda em 1815. Tinham completado a primeira travessia do continente africano de costa a costa, com ida e regresso. A falta de instrução dos pombeiros não permitiu que à dimensão humana do empreendimento se aliassem os resultados científicos.



Em 1831, Correia Monteiro e António Pedroso Gamito viajaram do Zambeze à Lunda de Cazembe e regressaram a Tete.



Em 1852, Silva Porto, comerciante estabelecido no Bié, organizou uma importante expedição que se dirigiu para o Genji e depois para o Alto Zambeze. O sertanejo deteve-se aí, mas enviou um grupo de gente sua com a missão de levar a Moçambique dois ofícios do governo geral de Angola. Os pombeiros atingiram Ibo com sucesso, depois de darem muitas voltas. Silva Porto descreveu a proeza em “Uma viagem à contracosta”.



Referências:
De Angola à Contra-Costa, H.Capello e R. Ivens, Imprensa Nacional, Lisboa, 1886.
Do Cabo de Stª Catarina à Serra Parda, Carlos Alberto Garcia, Edições CITA, 1971.
Os portugueses em Angola. Gastão Sousa Dias, Agência Geral do Ultramar, 1959.

Imagens: Internet.

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