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MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

sábado, 15 de dezembro de 2018

Angola - Vai criar equipa para identificar "objectos culturais" em museus portugueses

O Governo vai criar uma equipa técnica para fazer o levantamento e a identificação de "objectos culturais" existentes em museus portugueses, em número "impossível de quantificar" devido às relações históricas entre os dois países



Zivo Domingos, director nacional dos Museus de Angola, sob tutela do Ministério da Cultura angolano, informou que se trata de uma "estratégia de longo prazo", assinalando que esse levantamento não será feito apenas em Portugal, mas também na maioria dos países europeus e nas Américas.

"No Ministério da Cultura estamos a trabalhar numa estratégia. Estamos a criar uma equipa que terá como principal missão fazer o levantamento e identificação desses objectos, não só em Portugal, mas também no resto da Europa e nas Américas", disse o responsável à Lusa.

"A partir daí, teremos um inventário muito mais sistematizado e, depois, iremos acionar mecanismos, quer a nível diplomático, quer a nível da cooperação técnica e científica, para ver a possibilidade de recuperar os objetos para Angola", acrescentou, assumindo desconhecer quantos "objectos culturais" estão em Portugal.

"É difícil dizer, tendo em conta o passado histórico entre Angola e Portugal", expôs, afirmando tratar-se de um "número grande".

"Mas não o posso dizer de forma taxativa", referiu.

O Ministério da Cultura vai agora contactar o congénere português, segundo Zivo Domingos, que informou que está prevista a ida de uma missão a Portugal para fazer o levantamento.

"Penso que é o caminho mais certo. Nós, sendo o serviço executivo do Ministério da Cultura, damos tratamento a essa matéria e vamos sugerir à ministra e ao executivo os passos técnicos e científicos que devem começar a ser dados no sentido de começar a fazer esse levantamento. Tudo parte daí, e só depois podemos colocar outras questões", salientou.

O director nacional dos Museus de Angola assumiu ser difícil calendarizar o processo de levantamento e inventariação.

"Não podemos definir aqui hoje um horizonte temporal. Temos é de começar agora e, depois, veremos quanto tempo poderá demorar", respondeu, lembrando que Angola conta com uma rede de 15 museus - sete na capital, Luanda, e os restantes oito distribuídos pelas províncias de Cabinda, Zaire, Huambo, Huíla e Benguela.

Zivo Domingos assinalou, no entanto, que grande parte do acervo cultural e histórico angolano disperso por todo o mundo está em Portugal, principalmente no Museu Nacional de Etnologia.

Em Novembro passado, o investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, António Pinto Ribeiro, alertou para o facto de os museus e os arquivos de Portugal não terem listagens das obras de arte que deram entrada no país provenientes das antigas colónias, lembrando que sem essa enumeração as peças não podem ser reclamadas.

"Podem ser 10 mil, 50 mil ou 80 mil. Os próprios directores dos museus não sabem", afirmou António Pinto Ribeiro, ex-curador da Fundação Gulbenkian, num exercício para calcular o número de obras de arte existentes em Portugal oriundas das ex-colónias.

"Muitos destes objectos estão nas reservas, nem sequer estão expostos", acrescentou, defendendo que a ausência de listagens dessas peças é um "problema gravíssimo", cuja resolução deve ser vista como "tarefa prioritária" dos próximos governos.

A posição do especialista foi apresentada em Paris, na delegação da Fundação Calouste Gulbenkian, onde abordou a problemática da descolonização dos museus, trazida a lume no mesmo dia em que foram parcialmente conhecidas as conclusões do relatório pedido pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a restituição de colecções de arte africana existentes em França. In“Novo Jornal” - Angola

1 comentário:

Anónimo disse...


muito interessante,
pessoalmente, tenho sempre pensado que Portugal apesar de ter tido meio mundo "nas mãos", não trouxe grande coisa para cá, quando poderia ter museus imensos e em grande quantidade com riquezas dos 4 continentes, e isso não aconteceu!

também por esse andar, poderíamos sugerir que Portugal reclame das antigas colónias,
as cidades que lá deixou, lojas, casas de habitação, avenidas, estradas, portos, parques,
e todas as infraestruturas que foram construídas pelos portugueses
que regressaram sem quase nada, e ainda tem sido desvalorizados por terem ficado "pobres" :(((