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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Duas obras marcantes para a Filosofia Lusófona


Longe do foco dos “media”, sempre mais interessados na superfície do que na profundidade, saíram no primeiro semestre de 2016 duas obras tão volumosas quanto marcantes para a Filosofia Portuguesa, por extensão, para a Filosofia Lusófona.

A primeira tem por título “Dicionário Crítico da Filosofia Portuguesa” (Círculo de Leitores/ Temas e Debates), obra coordenada pela Professora Maria de Lourdes Sirgado Ganho, da Universidade Católica Portuguesa, e é uma obra monumental, com mais de oitocentas páginas, em que constam todos os nomes da Filosofia Portuguesas e em que igualmente se recenseiam algumas das obras filosóficas mais relevantes.

Obviamente, neste tipo de obras é sempre impossível encontrar falhas – não apenas na lista de obras objecto de sinopses, como inclusive na lista dos autores referidos. Quanto a estes, por exemplo, poder-se-iam ter incluído os nomes de Inácio Monteiro (1724-1812) e de Carlos Eduardo Soveral (1920-2007). Quanto àquelas, a escolha é certamente questionável, mas, ainda assim, a selecção de obras dá-nos uma boa panorâmica da Filosofia Portuguesa.

Bem mais questionável é, a nosso ver, a indicação bibliográfica que se refere relativa a muitos dos autores. Aí, há muitas falhas, que deverão ser corrigidas numa futura reedição da obra. Sobretudo porque há fontes bibliográficas onde essa informação está disponível – falamos, nomeadamente, do Repertório da Bibliografia Filosófica Portuguesa, que nós próprios temos coordenado (www.bibliografiafilosofica.webnode.com). Quanto ao mais, também se poderia indicar alguma falta de uniformidade nas entradas – mas em obras colectivas, como é o caso, isso é sempre algo de inevitável.

Por fim, destacamos ainda a publicação do nono volume das “Obras de José Marinho” (Imprensa Nacional – Casa da Moeda), coordenado pelo Professor Jorge Croce Rivera, da Universidade de Évora, com quase um milhar de páginas, que corresponde ao terceiro e último tomo referente à obra “Teoria do Ser e da Verdade”, a obra prima de José Marinho (1904-1975) no plano mais filosófico-metafísico e uma das obras maiores da Filosofia Portuguesa até hoje produzidas.

Neste volume, poderemos confirmar o quanto essa obra, publicada em 1961, foi sendo sucessivamente reescrita e reestruturada, ao longo de mais de uma década, num esforço quase que sisífico para chegar à versão perfeita, qual “obra definitiva de filosofia em que [ele, Marinho] resolvesse todos os problemas”, desiderato expresso num dos seus “Aforismos sobre o que mais importa”. Mais de meio século depois e tendo agora acesso a todos estes textos, difícil não dar inteira razão a António Telmo, quando se lhe referiu “como uma montanha inacessível na planície acidentada do pensamento português” [cf. “O pensamento iniciático de José Marinho”, in Cultura Portuguesa, nº 1, 1981, p. 25].

 
Agenda MIL – 6 de Dezembro, NOVA ÁGUIA 18 no Algarve: | 14h30: Universidade do Algarve | 18h00: Biblioteca Municipal de Portimão | 21h00: Sociedade de Instrução e Recreio Messinense

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