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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 9 de outubro de 2016

O ELO PERDIDO DA HUMANIDADE

Ao darmos início a esta nossa palestra queremos esclarecer de que o tema nela desenvolvido foi inspirado em diferentes análises e reflexões contidas em diversos trabalhos de investigação realizados por diferentes pensadores e investigadores todos eles fundamentados na Teosofia e destacadamente na Espiritologia - a ciência do Espírito! Daí, pois, como resultante acabámos por elaborar a presente trabalho! Certamente que algumas das afirmações apresentadas poderão pertencer ao reino do imaginário, mas outras refletem uma realidade que pessoalmente consideramos séria e até dramática e que nos irá obrigar efetivamente a uma reflexão muito profunda sobre o mundo em que vivemos! Dito isto vamos entrar no tema que pretendemos apresentar e desenvolver!
                                                                                                               EIS O ASTRO BENIGNO,
                                                                                                              O LUMINOSO MUNDO. . .
                                                                                               O PARAÍSO DOS NOSSOS SONHOS,
                                                                                             QUE PERDEMOS, TALVEZ, PARA SEMPRE . . .

 
    A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui Capela, estrela de 1ª. grandeza  e que por isso é a alfa da constelação.
 
     Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado em seu lugar mal seria percebido por nós à vista desarmada. Capela dista da Terra cerca de 42,2 milhões de anos-luz, distância essa que em quilómetros representa um número 4.275 seguido de 12 zeros.
 
    Capela é uma estrela orbitada por mais de um planeta. Na Mitologia foi associada a Almathéa, a ninfa que alimentou Júpiter e depois transformada na Cornucópia, o símbolo da Fortuna, sendo igualmente associada a mitos romanos.

 
    Capela é a sexta estrela mais brilhante do céu sendo usada como referência na tese da pluralidade das existências que o espírito humano tem na sua trajetória evolutiva sendo considerada Capela a primeira fonte donde partiram grandes contingentes de capelinos exilados para o planeta Terra há já muitos milhares de anos. Os cientistas continuam negando, mas na realidade e até ao presente ainda não conseguiram separar a lenda da verdade!
 
A Ciência da Espiritologia é uma fonte de conhecimentos não só no que respeita à imortalidade da alma e das suas reencarnações periódicas; às condições de vida nos planos invisíveis da vida da Inteligência Universal passando igualmente pelo conhecimento; estudo e análise da existência das variadas e diferentes permutas dos seres habitantes dos diferentes mundos como será o caso específico da estrela Capela que possui o seu próprio sistema formado por um ou mais planetas e luas!
 
Ciclicamente ocorrem as chamadas “rondas planetárias” que na verdade são migrações de “partículas da Inteligência Universal que são almas ou espíritos mais ou menos evoluídos para outros planetas, onde irão dar continuidade à sua aprendizagem e desenvolvimento material e espiritual.
 
Poderemos agora fazer uma referência direta às migrações operadas entre a Terra e Capela que ao longo de muitos milhares de anos vieram a alterar e a transformar a própria Humanidade terrestre.
 
Os clássicos povos antigos sumérios; egípcios; hindus e outros que fizeram florescer a civilização como a conhecemos foram compostos de espíritos humanos provenientes do sistema estelar de Capela. Ali havia um planeta com vida inteligente com alto grau de conhecimento e avançada espiritualidade.
 
Ocorreu que uma percentagem significativa da população capelina permaneceu sempre num nível evolutivo espiritual recalcitrante, retrógrado e negativo e em conformidade com a imposição das leis naturais e imutáveis foram muitos desses mesmos capelinos exilados para o planeta Terra para que pudessem ser a mola impulsionadora na evolução da humanidade terrestre, tal como veio a ser e poderem vir a ter uma nova oportunidade para resgatarem os seus males e regressarem ao caminho certo da evolução universal!
 
Há alguns milhares de anos, quando os espíritos dos degredados capelinos começaram a encarnar na Terra tudo o que encontraram em nosso planeta eram tribos; sociedades rudimentares baseadas na força bruta. Claro que esses espíritos degredados não gostaram de terem que sair do seu luxo, conforto e tecnologia para um planeta atrasado como o nosso, e muito menos encarnar em corpos físicos grosseiros e diferentes e daí serem levados a um grande esforço de correção e aperfeiçoamento material e espiritual da então humanidade terrestre.
Mesmo com o véu do esquecimento causado pela reencarnação, esses espíritos traziam em suas mentes - além de toda a sua evolução espiritual - uma saudade indefinível, um sentimento de perda de algo e desejo de voltarem ao seu mundo de origem. Então, com o passar dos séculos, inconscientemente os espíritos capelinos foram-se juntando por afinidades sentimentais e linguísticas dando origem à formação na Terra de quatro grandes grupos:
 
 Os arianos, egípcios, hindus e o povo de Israel. Assim, pela sua inteligência superior, essas raças facilmente dominaram as outras raças indígenas e por consequência nasceram a grandes civilizações conforme as conhecemos.
 
No começo, esses espíritos tiveram ajuda DIRETA dos seres de outros planetas (provavelmente dos da sua própria civilização capelina), e assim temos as "lendas" dos povos de toda a Terra sobre "deuses" que voavam e bebiam; gigantes sobre a Terra, e estranhas pinturas de "astronautas" e seres desconhecidos nas paredes e templos. Mas a ajuda não foi tão proveitosa assim, pois os degredados acabaram usando o conhecimento e as ferramentas adquiridas dos visitantes para fazerem guerras entre si e tiranizar os terrícolas.
 
Abrimos aqui um parêntese para falar de um documento, as Estâncias de Dizan, que são uma velha compilação de antiquíssimas lendas orientais, conservadas pela tradição oral até que surgiu a escrita. Existe neste livro uma passagem impressionante que relata, com riqueza de detalhes, a vinda à Terra dos seres do espaço profundo:
 
"Um grupo de seres extraterrestres veio à Terra muitos milhares de anos atrás num barco de metal que antes de pousar circulou a Terra várias vezes. Estes seres estabeleceram-se aqui e eram reverenciados pelos homens entre os quais viviam. Com o tempo, porém, surgiram rixas entre eles, e um determinado grupo separou-se, indo-se instalar em uma outra cidade, levando consigo as suas mulheres e os seus filhos.
A separação não trouxe a paz e a sua ira chegou a tal ponto que um dia o governante da cidade original tomou consigo um grupo de homens e, viajando num esplendoroso barco aéreo de metal, voaram para a cidade do inimigo.
 
 Ainda a grande distância lançaram contra ela um dardo flamejante que voava com o rugido de um trovão. Quando ele atingiu a cidade inimiga destruiu-a numa imensa bola de fogo que se elevou ao céu, quase até às estrelas.
 
Todos os que estavam na cidade pereceram horrivelmente queimados. Os que estavam fora da cidade, mas nas suas proximidades morreram também. Os que olharam para a bola de fogo ficaram cegos para sempre. Aqueles que mais tarde entraram a pé na cidade adoeceram e morreram. Até a poeira que cobria a cidade ficou envenenada, assim como o rio que passava por ela. Ninguém mais regressou e os escombros da cidade acabaram sendo destruídos pelo tempo e esquecidos pelos homens."
 
Numa simples descrição encontramos referência a um voo orbital e descida de seres do espaço, mísseis dirigidos, explosões nucleares e contaminação radioativa. Nada de novo sobre a Terra... Isso mostrava aos seres do espaço que a "gente ruim" não havia aprendido nada com o banimento e que aqui no planeta Terra iria de novo repetir o que já tinha ocorrido muitos milhares de anos antes na estrela Capela.
 
Perante esta terrível realidade os exilados de Capela compreenderam finalmente que sua ajuda iria sempre e fatalmente prejudicar gravemente a evolução da humanidade terrestre, decidindo então abandonar a Terra e deixando os terrícolas entregues ao seu próprio destino!
 
Continuando o relato das Estâncias de Dizan, observamos o seguinte:
 
"Vendo o que tinha sido feito contra a sua própria gente, o chefe retirou-se para o seu palácio, recusando-se receber quem quer que fosse. Dias depois reuniu os homens que ainda lhe sobravam, as suas mulheres e filhos, e embarcaram todos nos navios aéreos. Um a um, afastaram-se da Terra para não mais voltar."
 
  E uma antiga lenda chinesa fala do Senhor Chan-Ty  (um rei da dinastia divina) que viu que o povo tinha perdido qualquer vestígio de virtude. E então ele ordenou que Tchang e Lhy cortassem toda a comunicação entre o céu e a Terra. Desde aquele tempo não há mais subidas e descidas.
 
Há também outras provas da chegada dos extraterrestres, como os discos espiralados encontrados na China, cuja tradução revelou que se tratavam da chegada de astronaves que - segundo o texto gravado nos discos - teria ocorrido há 12 mil anos atrás. Só para ajudar na polémica, saibam que a esfinge de Gizé possui em seu corpo marcas de desgaste causados por chuvas torrenciais, que só aconteceram por volta de 10.500 anos antes de Cristo, que é a mesma data em que as três pirâmides do Egipto estariam exatamente alinhadas com as três estrelas de Órion (as Três Marias).
 
Mas tais navios voadores não são exclusividade de um povo apenas. De acordo com as lendas dos Ham, moradores da fronteira entre a China e o Tibete, misteriosos "navios voadores" trouxeram do céu a raça dos Dropas. Também para os japoneses os seus antepassados vieram do espaço em barcos voadores (e possuíam uma base na lua), e por isso eles até hoje se consideram "filhos do sol".
 
Nada como um romance com personagens cativantes e boa história para passar uma mensagem. Então foi isso que Albert Paul Dahoui fez com o livro” “A saga dos Capelinos”, onde misturou ficção com o que se sabe sobre a nossa origem espiritual, através de relatos teosóficos. A introdução é tão didática e para que se entendam melhor sobre a forma como se deu o expurgo dos Capelinos para a Terra:
 
"Há cerca de 3.700 a.C., num dos planetas que gravitam em torno da estrela dupla Capela, existia uma humanidade muito parecida com a terrestre, à qual pertencemos atualmente, apresentando notável padrão de evolução tecnológica. Naquela época, Ahtilantê, nome desse planeta, o quinto, a partir de Capela, estava numa posição social e económica global muito parecida com a da Terra do século XXI d.C. A humanidade que lá existia apresentava graus de evolução espiritual extremamente heterogéneos, similares aos terrestres do século XXI, com pessoas desejando o aperfeiçoamento do planeta, enquanto outras apenas desejavam o seu próprio bem-estar.
 
Os governadores espirituais do planeta, espíritos que tinham alcançado um grau extraordinário de evolução, constataram que Ahtilantê teria que passar por um extenso expurgo espiritual. Deveriam ser retiradas do planeta, espiritualmente, as almas que não tivessem alcançado um determinado grau de evolução. Elas seriam levadas para outro planeta deslocando-se através do mundo astral, onde continuariam a sua evolução espiritual, através do processo natural das reencarnações.
 
    No decorrer desse longo processo seriam dadas oportunidades de evolução aos espíritos, tanto aos que já estavam em corpo físico, como aos que se encontravam no plano astral. Aqueles que demonstrassem endurecimento em suas atitudes negativas perante a humanidade ahtilante seriam retirados, gradualmente, à medida que fossem desencarnando sendo transferidos para um outro planeta que lhes seria mais propício, possibilitando que continuassem a sua evolução num plano mais adequado aos seus pendores ainda primitivos e egoísticos.
 
 Portanto, a última existência em Ahtilantê era vital, pois demonstraria, pelas atitudes e pelos pendores do espírito, se ele havia logrado alcançar um padrão vibratório satisfatório dos requisitos de permanência num mundo mais evoluído e pronto para novos voos ou se teria que passar pela dura provação de um recomeço num planeta ainda atrasado.
 
Os governadores espirituais do planeta escolheram para coordenar esse vasto processo um espírito do astral superior chamado Varuna Mandrekhan, que formou uma equipe atuante em muitos setores para apoiá-lo em suas atividades. Um planeamento detalhado foi encetado de tal forma que pudesse abranger de maneira correta todos os aspetos envolvidos nessa grave e importante operação. Diversas visitas ao planeta que iria receber parte da humanidade de Ahtilantê foram feitas, e, em conjunto com os administradores espirituais desse mundo que foi efetivamente o planeta Terra o expurgo capelino foi então cuidadosamente iniciado!
 
     Ahtilantê era um planeta com mais de seis bilhões de habitantes e, além dos que estavam ali reencarnados, existiam mais alguns biliões de almas em estado de erraticidade e bloqueados na atmosfera fluídica do planeta.
 
      O grande expurgo abrangeria todos, tanto os reencarnados como os que permaneciam no astral inferior planetário, especialmente os mergulhados nas mais densas trevas. Faziam também parte dos passíveis de degredo os espíritos profundamente desajustados, além dos assassinos enlouquecidos, dos suicidas, dos corruptos, dos depravados e de uma corja imensa de elementos perniciosos.
 
Varuna, espírito nobilíssimo, destacara-se por méritos próprios em todas as suas atividades profissionais e pessoais, sendo correto, justo e íntegro. Adquirira tamanho peso moral na vida política do planeta que era respeitado por todos, inclusive por seus inimigos políticos e adversários em geral.
 
Os capelinos foram trazidos em levas que variavam de vinte mil a pouco mais de duzentas mil almas. Sob a direção segura e objetiva dos administradores espirituais vinham grandes transportadores astrais, que venciam facilmente as grandes distâncias siderais e que eram comandados por espíritos especializados em sua condução.
 
A Terra, naquele tempo, era ocupada por uma plêiade de espíritos primitivos, os quais seriam sempre denominados terrestres no sentido de serem diferenciados dos capelinos que iam ser degredados para a Terra a fim de evoluírem e fazerem com que outros evoluíssem. Uma das funções dos capelinos, aqui na Terra, era serem aceleradores evolutivos, especialmente no terreno social e técnico.
 
Embora fossem a escória de Ahtilantê, eram mais adiantados do que os terrícolas relativamente a níveis de inteligência, aptidão social e, naturalmente serem portadores de maior sagacidade. Os terrestres, ainda muito embrutecidos, ingénuos e apegados a rituais tradicionais, pouco ou nada criavam de novo. Cada geração se apegava ao que a anterior lhe ensinara, atitude muito similar à aquela em que vemos nos nossos índios que continuam a permanecer comodamente no mesmo modo de vida de há milhares de anos.
 
Havia entre os exilados um grupo de espíritos que, em Ahtilantê, se intitulavam de alambaques, ou seja: - dragões. Esses espíritos, muitos deles brilhantes e de sagaz inteligência, eram vítimas de sua própria atitude negativa perante a existência, preferindo serem críticos a atores da vida. Muitos deles julgavam-se injustiçados quando em vida física e, por causa desses factos, aferravam-se em atitudes agressivas e rebeldes perante os mentores e mestres. Era mais fácil para eles comandarem a grande massa de espíritos ignorantes, fracos, negligentes e atrasados.
 
 Por isso, Varuna desceu até às mais densas trevas, para convidar os poderosos alambaques (chefões) a se unirem a ele e ajudarem as forças da evolução e da luz a triunfarem sobre eventuais espíritos recalcitrantes e retardatários. Varuna, através de sua atitude de desprendimento, de amor ao próximo e de integridade e justiça, foi acolhido, após algum tempo, pela maioria dos alambaques, como o grande mago, o Mykael, nome que passaria a adotar como forma de renovação que ele mesmo se impôs ao vir para a Terra.
 
 A grande missão de Mykael era não apenas de trazer as quase quarenta milhões de almas capelinas para o exílio, porém, principalmente, fundamentalmente, levá-las de volta ao seu planeta de origem já totalmente redimidas e esclarecidas espiritualmente.
 
A caminhada do Homem em seu processo evolutivo tem sido longa e árdua e para atingir o complexo de suas perfeições biológicas na Terra, teve o apoio e colaboração de espíritos capelinos exilados de um mundo mais evoluído tecnológico e espiritualmente que o planeta Terra, espíritos esses a que se convencionou chamar de componentes da raça adâmica que em tempos muito recuados foram desterrados para as sombras e para as regiões selvagens da Terra uma vez que a fase da evolução espiritual a que chegara o seu mundo de origem este não mais tolerava a presença daqueles devido às suas reincidências na prática do mal!
 
Naquela época a Terra era habitada pelos “Primatas Hominus”, vivendo dentro de cavernas e usando instrumentos de sílex e pelo seu aspeto aproximavam-se bastante do “Pithecantropus Eretos”. Foram então as entidades espirituais superiores que tendo em consideração as necessidades evolutivas do planeta terreno foram imprimindo e modelando novas condições e dotando de novas combinações biológicas visando sempre o aperfeiçoamento do organismo humano.

Essas diferentes e novas operações foram sempre realizadas fora do ambiente físico da Terra e precisamente nas suas regiões ou planos etéricos. No astral planetário terrestre estava criada a raça humana detentora de todas s suas características e atributos iniciais e assim surgindo a 1ª. Raça-Mãe que a tradição espiritualista oriental definiu como sendo “espíritos ainda inconscientes, habitando corpos fluídicos pouco consistentes.
 
Entre os muitos casos de exílio que o nosso mundo conheceu e tem vindo a acolher, ocorreram diversas situações isoladamente e bem como emigrações em massa, como as provenientes do sistema estelar de Capela, as quais constituíram no nosso planeta as civilizações dos chineses; Hindus; hebraicos e egípcios e ainda o tronco formativo dos árias, sendo esta a base das diferentes civilizações terrestres e ao mesmo tempo em que floresceram civilizações faustosas donde surgiram elevados conhecimentos sobre as ciências e artes.
 
A segunda Raça-Mãe é descrita pela tradição esotérica como: “Espíritos habitando formas mais consistentes, já possuidores de maior lucidez e personalidade”, porém ainda não fisicamente humanos. Esta segunda raça deve ser considerada como pré-adâmica. Eram ainda grotescos como os seus antecessores símios, animalizados, peludos e com enormes cabeças pendentes para a frente, braços longos que quase tocavam nos joelhos; andar trôpego e vacilante e olhos inexpressivos onde predominavam a desconfiança e o medo. Alimentavam-se de frutas e raízes e viviam isolados, escondidos nas rochas e matas, fugindo uns dos outros. Não havia ainda laços de efetividade entre eles e procriavam-se indistintamente. Ainda não eram humanos!
 
Prosseguindo o Homem na sua caminhada evolutiva e ao aperfeiçoar-se, deu origem ao surgimento da Terceira Raça-Mãe já com características físicas diferentes destacando-se um porte agigantado, cabeça mais bem conformada e mais ereta; braços mais curtos e pernas mais longas que caminhavam com mais aprumo e segurança. Em seus olhos surgem agora mais acentuados lampejos de entendimento e inteligência. Nasceram eles principalmente na Lemúria e na Ásia, eram nómadas, prevalecendo entre eles a lei do mais forte! Porém, formavam já sociedades mais estáveis e numerosas, com chefes ou patriarcas. No que dizia respeito ao aspeto religioso eram ainda absolutamente ignorantes, pois adoravam por temor ou superstição as forças ou fenómenos que não podiam explicar, transformando-os em elementos bons ou maus ao serem idolatrados ou temidos!
 
Com a identificação de núcleos de homens primitivos já biologicamente apurados e prontos para receberem os capelinos, foi então dado início a uma série importante de “reencarnações” punitivas dos espíritos oriundos de Capela, o que foi provocar sensível modificação no ambiente terrestre e o contraste material e intelectual entre os recém-encarnados e os indígenas terrestres, levando estes últimos a considerarem os capelinos como super-homens, deuses e semideuses passando estes a dominarem os “terrícolas”! 
                
Agora no Século XXI Já entrámos no terceiro milénio e começamos a experimentar inícios de diversos sinais perturbadores que já estão ocorrendo na Terra.
 
As primeiras manifestações do expurgo a que vai estar sujeitam o nosso planeta na sua transição para que a Humanidade possa atingir uma nova fase da evolução cósmica. Para a Ciência da Espiritologia, esta será uma fase de mudanças; ela explica que os espíritos aqui instalados passaram por terríveis provações e adversidades ao longo de inúmeras encarnações, e todos tiveram o apanágio do livre-arbítrio.
 Muitos aprimoraram a inteligência, em detrimento do amor incondicional; outros se tornaram seres amáveis e humildes, mas intelectualmente atrofiados. Enfim, todos seguiram por caminhos diferentes, mas tiveram oportunidades para aprender as mesmas lições.
 
Muitos acreditam que, chegado o fim deste ciclo de expiações e provas, os espíritos cujos corações continuam bloqueados pela presença da maldade, não poderão acompanhar os demais, que se encontram em estágio superior e, dessa forma, não poderão compartilhar da nova fase de regeneração espiritual. Teoricamente, eles irão constituir a nova leva de seres que serão deportados para outro planeta inferior à Terra para ali se misturarem às raças autóctones locais, onde de novo irão passar por novas dificuldades e contribuindo para a edificação de uma nova civilização, até que alcancem o nível evolutivo de sua nação terráquea.
 
Da mesma forma, acredita-se que há milhares de anos, quando os primatas terrestres começavam a esboçar os primeiros sinais de hominização, tenha ocorrido a vinda dos exilados de Capela.
 
No entanto, investigadores famosos na área da Semiótica – ciência que estuda os SIGNOS como Joseph Campbell, (1904) - Investigador norte-americano da Mitologia e religião comparada e autor de várias e importantes obras, tais como: - “Mitologia Criativa – 1968 e “ O Poder do Mito – 1988) interpretam essa narrativa como o mito da separação do Homem com o Todo Universal, caracterizando a perda do sentimento de unidade com Deus. Para Campbell, o “pecado original” de Adão e Eva foi quebrar essa harmonia plena com a natureza, simbolizada pela árvore do conhecimento, o que resultou na divisão da existência da Humanidade terrestre entre o Bem e o Mal:
 
A condição de dualidade subjacente a toda e qualquer experiência humana. Campbell acredita que Deus, então, seria a transcendência alcançada pelo Homem quando vence os seus medos e os seus desejos – a dupla de querubins que guardam a árvore da vida – e atinge a Imortalidade ou a Iluminação do Buda.
 
A grosso modo, Armond (autor do livro “Os Exilados de Capela) divide a história humana em três ciclos. O primeiro começa no ponto em que os Prepostos de Cristo, já havendo determinado os tipos dos seres dos três reinos inferiores e terminadas as experimentações fundamentais para a criação do tipo de transição entre os reinos animal e humano, apresentaram como espécime-padrão, adequado às condições de vida no planeta a forma corporal humana!
 
No meu romance – “Operação: Quinto Império”, publicado em 2010 pela Editora Ecopy, ali desenvolvo o cenário relacionado com o “expurgo terrestre”, tal como tinha sucedido com os habitantes de Capela em que a respetiva Humanidade tinha já atingido um grande desenvolvimento espiritual nela se vinha verificando de forma obstinada a rebeldia de muitos milhões de espíritos que abusando o seu livre arbítrio praticavam atos e irradiavam pensamentos inferiores e grosseiros, vivendo sempre na base de excessivo individualismo, procurando avidamente viver e gozar sempre as mordomias e as ilusões que os prazeres da matéria proporcionavam, maltratando e explorando outros seres que deles direta ou indiretamente dependiam. Infelizmente estas mesmas realidades já estão ocorrendo na Terra agora no Século XXI!
 
Assim e a partir do livro referido poderemos recriar os cenários que vieram a envolver o “expurgo terrestre de milhões de espíritos que pelo seu comportamento rebelde e ofensivo foram irremediavelmente sugados pela poderosa força de atração exercida pelo enorme planeta primário de nome “Marduk”, o filho “pródigo” do nosso sistema solar, o tal misterioso planeta conhecido pelos astrónomos como sendo o planeta X que segundo tem sido afirmado se está aproximando da Terra!
 
Prosseguindo na narrativa do livro lê-se a dado trecho:
 
 “. Observava-se que a aura do planeta tinha-se alterado completamente, apenas algumas zonas pontilhadas e dispersas da superfície se viam extensas nuvens escuras que tremiam e se agitavam querendo propagar-se por toda a superfície planetária, contudo, eram a maioria parte das vezes obrigadas a recuar e a voltar a reocupar o espaço primitivo.
 
 As extensões enormes de luz branca azulada se elevavam da superfície do mundo partindo de várias zonas dos continentes e tentando agrupar-se, dando origens a formações maiores que avançavam ou recuavam conforme a força e a intensidade de cada uma. Parecia que estava a ser travada uma batalha entre a Luz e s Trevas. Acima das áreas onde estes acontecimentos estavam ocorrendo, vindo do aparentemente mais alto, autênticas ondas de Luz fortíssima avançavam igualmente fazendo recuar subitamente as enormes nuvens negras – pareciam imensas nuvens de gafanhotos – que sob a ação de uma forte corrente de ar, oscilavam em pleno espaço desamparadas e hesitantes.
 
De súbito, dessas mesmas nuvens escuras sobressaiu uma espécie de túnel gigantesco que crescendo se direcionou para um determinado ponto do espaço exterior. Entretanto, uma imensa coluna escurecida foi-se estendendo e afunilando numa direção desconhecida do espaço cósmico até desaparecer.
 
 Lentamente a aura da Terra começou a ficar límpida e luminosa, sinal de que a forma de pensar e de sentir dos seres humanos estava-se alterando radicalmente em que grandes áreas formadas por manchas de fluidos deletérios, zonas onde antes existiram autênticas réplicas de cidades físicas da superfície d planeta, até então habitadas por imensas falanges de espíritos desencarnados de diferentes classes evolutivas que devido ao mau uso do livre arbítrio praticaram toda a série de arbitrariedades, influenciando e manipulando de maneira maldosa o viver dos seus irmãos terrenos.
 
O mundo libertou-se da perniciosa e destrutiva influência do astral inferior terrestre. O expurgo planetário foi completo. Biliões de espíritos foram atraídos irresistivelmente para o imenso bojo do planeta mardukiano comparado a um imenso abismo, a uma enorme vastidão de negrura e sofrimento.
 
Tal ocorrência não deveria ser encarada como um castigo, mas sim como uma promessa de novas oportunidades para que os espíritos desavindos consigo próprios pudessem com o seu próprio esforço e mérito ascender à “ Luz” do conhecimento e da espiritualidade, representando o planeta “intruso” uma grande oportunidade para todos aqueles que durante milhares de anos apenas se preocuparam em aprofundar os seus vícios e maus hábitos!
 
 A atmosfera da Terra estava limpa. O planeta deixou de ter astral inferior! O Império do Espírito e da Espiritualidade teve o seu início na humanidade terrestre e o nosso grande e ilustre Padre António Viera finalmente estava vendo a realização do seu sonho – O Quinto Império!
                                                               
Jacinto Alves

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