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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 6 de março de 2016

Num Dia do Amanhã

O nosso planeta reagia às influências gravitacionais simultâneas dos planetas Marte e Marduk e ainda da pequena lua Fidélis. Um novo equilíbrio estava sendo estabelecido, mas o mais surpreendente era observar as profundas alterações que estavam ocorrendo em toda a superfície de Marte! O planeta agora na sua nova órbita mais próxima da Terra, perdera por completo a sua antiga cor que caracterizava o planeta vermelho, perdendo a cor de tijolo para dar lugar a uma nova cor rosada, tendo por fundo um verde e um azul nascentes, distinguindo-se nos seus polos, agora muito maiores onde o branco resplandecia! Marte tinha renascido e agora apresentava-se como um novo mundo! Marduk um pouco mais afastado, mas mostrando ser um corpo planetário enorme, poderoso e atrativo, igualmente mostrava as suas cores mais vivas e cativantes. E a delicada Fidélis? Mundo maravilhoso onde a delicadeza das cores brancas e amarelo doirado revestiam todo o satélite, mostrando-se como uma noiva ansiosa em receber o seu amado na noite nupcial!

Tinham decorrido cerca de 5 anos depois dos importantes e trágicos acontecimentos havidos, mas a Terra tinha estabilizado nos seus movimentos de rotação e translação e seguindo uma nova órbita. A sua atmosfera mostrava-se mais brilhante e transparente, refletindo a luz recebida do Sol com um maior esplendor. As gigantescas tempestades que açoitaram brutalmente o planeta tinham cessado e uma total tranquilidade e harmonia faziam-se sentir no mundo e a sua humanidade começava a retomar a normalidade, procurando adaptar-se ao seu novo tipo de existência física. O clima terrestre nas suas diferentes tipologias amenizou-se, distribuindo-se praticamente por duas estações: - uma quente; outra fria! Os seres humanos agora mais serenos procuravam compreender todos os magníficos, estupendos e estranhos fenómenos que pendiam sobre si. Nada do que existia ou como era dantes nada funcionava naquele novo mundo.

A Política, a Economia e as Religiões que durante milhares e milhares de anos foram soberanas de nada valiam perante a nova realidade! Como poderia funcionar o sistema económico do Capitalismo? Como seria possível uma economia de mercado funcionar num espaço totalmente aberto em que a mente do Homem no que se referia ao seu funcionamento se denunciava perante os olhares inquisidores de outros homens? Os vigaristas; os oportunistas e os exploradores do trabalho humano ou ainda de forma mais grave – os especuladores financeiros já não poderiam ter lugar naquele novo mundo. Todos os sentimentos e pensamentos negativos seriam imediatamente denunciados perante a já esclarecida e espiritualizada opinião pública gerando situações altamente complicadas e confrangedoras. As pessoas antes de agirem teriam que ponderar previamente de forma séria os próprios atos de forma que não surtissem qualquer tipo de prejuízo ou sofrimento sobre o seu semelhante. A Humanidade estava perante um paradoxo e que paradoxo! É evidente que no início do Século XXI, as pessoas tinham como preocupação central, tal como o ilustre pensador e investigador – Alvim Tofller no seu magnífico livro “ A Terceira Vaga”, afirmava:

“Uma inflação obstinada atormenta todas as nações da “Terceira Vaga”, embora o desemprego continue a aumentar, contradizendo todas as nossas teorias. Ao mesmo tempo num desafio à lógica da oferta e da procura, milhões pedem não apenas emprego, mas trabalho que seja criativo, psicologicamente compensador ou socialmente responsável. As contradições económicas multiplicam-se”.

No início do Século XXI grandes desafios foram postos à Humanidade com o grande desenvolvimento tecnológico que veio a impor novas regras no que se relaciona nas áreas do trabalho e do relacionamento social no âmbito das regras ditadas pela concorrência e pela globalização e sendo assim já não eram as teorias e princípios preconizados por Marx e por outros pensadores, tais como: - Kant; Engels; Taylor poderiam completar e solucionar os formidáveis desafios, nomeadamente ocorridos nas novas tecnologias e consequentemente nas regras ditadas pela Ciência nos seus diferentes ramos de atuação.

Entretanto, uma questão simples poderá ser levantada e esta situa-se em Portugal, onde um governo de maioria neoliberal felizmente já demitido e que durante o seu mandato de quatro anos ter persistido sempre na sua afirmação política e económica de que os trabalhadores portugueses teriam de rigorosamente de aumentar a sua capacidade de produção para que o país viesse a conseguir  libertar-se  de vez da grave crise que se  tinha abatido de forma dramática sobre Portugal! Na verdade tais afirmações feitas por governantes e políticos daquele mesmo governo eram efetivamente uma maldosa e grosseira falácia!

 Por ser uma enganosa questão, fruto de uma intencionalidade que poderíamos  mesmo classificar de criminosa, porque na verdade a falta de produção não se situa nos trabalhadores dependentes, mas sim nos seus dirigentes formadores das entidades chamadas patronais. É pois ao patronato que devem ser assacadas  totais responsabilidades quando as firmas ou empresas  de que são donos ou dirigem vêm a  entrar em situação de falência, arrastando os seus trabalhadores e respetivas famílias para o desemprego e para a miséria!

Além de ser uma questão preocupante e prenunciadora de incompetência e até corrupta em relação ao comportamento de algumas entidades patronais. Seriam, sim! Estes que deveriam de ser conduzidos ao “banco dos réus” com vista a serem julgados e receberam uma justa condenação pelos atos de gestão danosa por si produzidos ao não saberem orientar de forma competente e honesta os seus negócios e consequentemente os respetivos trabalhadores ao não lhes darem a formação técnica e cívica devidas aumentando-lhes assim a sua qualidade de vida, competência e profissionalismo e abdicando parte importante da obtenção do lucro conseguido por vias imorais e contrárias ao respeito pela vida, pelo trabalho e dignidade humana.

O planeta Terra é efetivamente uma escola onde espíritos, partículas da Inteligência Universal reencarnam em corpo físico para assim poderem dar início à sua longa aprendizagem e pela ordem natural da Evolução Universal, serão sempre os mais capazes e evoluídos que lhes competirá o dever de ensinar e conduzir aqueles outros que em esmagadora maioria serão sempre os discípulos e os comandados, tornando-se irónico e simultaneamente trágico a cruel distorção da realidade em que essa mesma minoria formada por governantes, dirigentes, políticos e por que não empresários? Minoria essa que ao longo de milhares de anos tem vindo a dominar e a escravizar mais de dois terços da Humanidade!

A economia surgiu com a própria Humanidade, servindo de base para a sustentação física da mesma no planeta. Toda as correntes ideológicos existentes ao longo da  História daquela   têm a sua própria razão de existência, sendo úteis no desenvolvimento e consolidação da qualidade de vida dos seres humanos num dado período do tempo, mas naturalmente vão surgindo novas alterações dando motivo a novas ou diferentes formas do pensamento humano. O que é certo é ter-se o conhecimento consciente quando umas ideologias deixam de ser úteis para darem lugar as novas ideologias que irão permitir ao ser humano melhorar as suas condições de vivência e delas obtendo uma maior capacidade evolutiva na sua longa jornada para uma maior espiritualidade e profunda consciência cósmica de si mesmo e do Universo a que naturalmente pertence! É tempo que as classes dominantes venham a ter consciência da verdadeira realidade que a todos os seres humanos assiste!

Jacinto Alves

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