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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

No PÚBLICO: "Uma ruptura democrática"

Defendem os clássicos (a começar por Aristóteles) que os regimes políticos não se distinguem por serem monárquicos, aristocráticos ou democráticos, mas pela forma como conciliam, melhor ou pior, esses três princípios estruturantes de todos os regimes políticos.
No nosso regime, o princípio monárquico está, evidentemente, consubstanciado na figura presidencial, ainda que de forma cada vez menos visível, dado que os Presidentes da República que temos tido têm sido sobretudo representantes dos seus partidos e da partidocracia em geral – não, como deveriam ser, os representantes maiores da Nação. A esse respeito, Aníbal Cavaco Silva não foi melhor nem pior do que os seus mais próximos antecessores.
Por regra, mas não sempre, a degradação do princípio monárquico deriva da degradação do princípio aristocrático. Consubstanciando-se este na nossa classe política, é igualmente óbvia a sua degradação. A classe política que nos tem representado nestas últimas quatro décadas tem sido, de eleição para eleição, cada vez pior.
Se não fosse esse o caso, poderíamos até aceitar um outro modelo de eleição presidencial. Se na nossa classe política estivessem de facto os melhores, o mais adequado, no plano dos princípios, seria que fossem os melhores a escolher “o melhor dos melhores”. Continuando neste registo mais onírico, imaginamos até a situação em que, por exemplo, Adriano Moreira fosse acolhido (mais do que escolhido) e aclamado como “o melhor dos melhores”, como, realmente, o Presidente(-Rei) de todos nós.
Como, infelizmente, a realidade está muito distante desse sonho, importa, ao invés, defender um outro paradigma: o da ruptura democrática com a nossa partidocracia. Por isso, olhando para os vários candidatos – decerto, em número excessivo, o que é igualmente sintoma da degradação da nossa situação política, em que os egos, cada vez mais, prevalecem sobre os ideais (escusado será aqui dar exemplos…) –, a nossa opção é por Paulo Morais, aquele que nos dá mais garantias de independência em relação à nossa degradada partidocracia.
O percurso de Paulo Morais é, ele próprio, uma garantia: de não pactuar com a corrupção nem de ficar refém da nossa classe política. Pessoalmente, gostaria que o seu discurso fosse mais amplo – como o foi, nos seus melhores momentos, o discurso de Fernando Nobre nas eleições anteriores, em que, por exemplo, o horizonte da lusofonia era muito (e bem) valorizado. Admito, porém, que hoje as prioridades tenham que ser mais imediatistas. Por isso, reitero-o, apoiarei Paulo Morais nas próximas Eleições Presidenciais, salientando que esta é uma posição inteiramente pessoal – nem o MIL: Movimento Internacional Lusófono, a que presido, nem o Nós, Cidadãos!, de que sou um dos Vice-Presidentes, apoiarão qualquer candidato.
Renato Epifânio

10 comentários:

Fernanda Levy disse...

Gosto desta declaração de apoio pessoal ao futuro Presidente de Portugal, Prof Dr Paulo de Morais . Preferia que não tivesse havido alusões ao dr. Fernando Póvoa , são personalidades muito diferentes , tempos diferentes....Isto é apenas a minha opinião... Fernanda levy

Anónimo disse...

Se ele se candidatar logo ouviremos o que tem para dizer.

Deutefa disse...

Concordo com a apreciação feita sobre Paulo de Morais. Perdoem-me não citar títulos, que considero nada dizerem sobre a pessoa - um título não garante qualidade de cidadão nem de pessoa de bem - portanto inúteis fora do ambiente a que respeitam, ou seja, universidades, colóquios, conferências e por diante. Paulo de Morais tornou-se merecedor de crédito perante os cidadãos informados e amantes do serviço público desinteressado. Contudo, os meios de comunicação olvidaram-no, o que em Portugal se vai tornando corrente com pessoas de reconhecida qualidade humana. Ouvir falar o pinto de sousa é inacreditável. Que desplante. O filósofo Sócrates revolve-se na sepultura por seu nome ser usado por tal individuo mais próximo ou superior ao famoso al capone... s

Korsang di Melaka disse...

Excelente texto Renato, sem retirar absolutamente nada.

Acrescento para reforçar, como cidadã eleitora, em tempo devido e em nome pessoal, assinei a Declaração de Propositura, a fim de instruir o processo de candidatura de PAULO Alexandre Baptista Teixeira de MORAIS à Presidência da República.

O SEU, O NOSSO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, incansável lutador contra a corrupção, como só um independente o poderá fazer.

Abraço fraterno

Maria Luisa Martins Timóteo

Amâncio Portugal disse...

Muito me apraz ler esta opinião a favor do candidato - que considero verdadeiramente independente - Paulo de Morais.
Também assinei a sua Declaração de Propositura porque venho acompanhando o seu percurso nestes anos mais recentes e em cujas ideias para Portugal me revejo.
Louvo a sua postura e coragem na esperança de resgatarmos o país - que é de todos nós - para o lugar que merece com os recursos ao dispôr do seu crescimento e desenvolvimento.
Cumprimentos a todos os lusófonos.

reflexao disse...

É sem dúvida o melhor candidato que apareceu nestas eleições presidenciais, levantando problemas práticos que um Presidente da República pode resolver nos termos da nossa constituição.Votarei nele.

virgilio disse...

Com o devido respeito pelo candidato referido e pelas opiniões acima expressas, creio estar à vontade para dizer que o Prof. MARCELO REBELO DE SOUSA é suficientemente independente da área de onde provém (e quem não tem um área de origem ?) para ser o meu preferido e elegível. Longe de ser um representante da maioria cessante, está à altura de suficiente independência e supra partidos para merecer a minha confiança como, disse-o ele, situado à esquerda da direita. Mas não mais do que isso, permanecendo no centro, onde eu me situo, como um liberal de centro, embora não um libertário, à maneira da escola de Chicago, nem um dito neo-liberal, mas na linha de HAYEK e POPPER, numas coisas, sem deixar de ter sensibilidade social, o que faz de mim mais um social-democrata no sentido genuíno da expressão, ou da Doutrina Social da Igreja Católica, noutras coisas.

virgilio disse...

Acrescento que, para mim, o ideal seria um regime de demarquia, fazendo a síntese entre o princípio democrático, com o princípio aristocrático (não com a oligarquia, que é o que temos na nossa actual classe política), não faltando, entre nós, personalidades compatíveis com este princípio, e com o princípio monárquico (o próprio autor do artigo reconhece que temos personalidades que se adequam a este princípio).

dione barreto disse...

Renato, fico feliz com a clareza de sua declaracao e com o fato de terem, os portugueses, um candidato. No brasil, como dizia (dizia) chico (o buarque) "a coisa aqui tá preta".

Amâncio Portugal disse...

Caro Virgílio, não posso questionar a equidistância - a meu ver melhor termo para o caso - do Prof. Marcelo relativamente às várias forças políticas.
Acho que esse posicionamento não é um verdadeiro desafio nem complicado, por um lado, e vou dar-lhe o benefício da dúvida por outro.
Mas o meu problema (e desconfio que brevemente de muitos portugueses) em função deste resultado eleitoral, e que estou convicto vai persistir, é a verdadeira independência relativamente aos partidos e às influências instituídas.
De que me serve o Prof. Marcelo ser dos que melhor conhece a Constituição - como muitos alegam - se o que me interessa é que ele a faça cumprir contra todos os interesses instalados, que a violam sistematicamente, com a cumplicidade que se conhece?
Temo que as pontes do Prof. Marcelo serão - mais uma vez - o olhar para o lado e fazer de muitos artigos letra morta com a desculpa da estabilidade.
Outro exemplo da solidariedade entre partidos e "facções" ficou patente no discurso pós-eleições de ontem de António Costa: enviou uma indirecta dizendo que se deu resposta ao populismo. Se dúvidas houvessem de que ele irá trazer mais do mesmo e que se vão dar todos muito bem mas à nossa custa...
Espero que daqui para a frente à maioria dos portugueses que se abstenham de comentar, repudiar ou até indignar quando tiverem de contribuir no próximo resgate bancário, aumento de impostos, conta da luz, aproveitamento de incêndios ou nova mordomia política, para dar alguns exemplos.
É claro que para tudo isto a família ES e os artistas da SLN vão continuar com os bens, vamos continuar a pagar as rendas à EDP e a enriquecer os amigos das PPPs. As leis vão continuar a ser elaboradas por escritórios de advogados onde trabalham ou são sócios políticos (todos amigos de esq. e de dir.) apesar de suportarmos mais de 200 deputados (a quem na verdade competia as tais leis). E outros tantos exemplos e casos que a "malta" gosta de partilhar por esse FaceBooks fora e discutir em conversas de café. Só aí, porque quando se vislumbra uma real possibilidade de alternativa ou ideia nova metade fica no sofá e a outra metade vota por simpatia...
Digo isto porque descobri em mais um acto eleitoral, que praticamente 97% dos votantes estão felizes da vida e que está tudo bem.