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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 5 de março de 2015

UMA TEORIA SOBRE O SINDICALISMO COOPERATIVO

A história do Sindicalismo tal como a do Cooperativismo tem vindo a integrar-se num importante esforço na busca de novas soluções face ao avanço opressivo e destruidor do neoliberalismo sobre a classe trabalhadora. Poderemos deduzir de que a militância havida na base do espírito de entreajuda em termos de cooperação tem vindo a produzir teoricamente novas vias de desenvolvimento na economia social. A ação cooperativa torna-se cada vez mais importante nos futuros desenvolvimentos que terão de ocorrer na missão fundamental dos Sindicalismo, ou seja: a defesa firme e esclarecida da situação social e económica do trabalhador e por outras palavras: do cidadão comum!
Espera-se da economia social em geral, mas muito em especial das cooperativas um forte contributo na procura de novas soluções que irão naturalmente ao encontro das dificuldades e necessidades futuras com que se vão debater os sindicatos perante a revolução tecnológica e a informática, deixando a indústria de ser o polo principal do processo de produção. Várias são as consequências dessa mudança: - as linhas de montagem são substituídas por processos de produção automatizados e assim gerando grande número de desempregados, vindo, portanto, a afetar as organizações sindicais. Além da redução significativa de empregos/empregados nas diferentes organizações públicas e privadas certamente que o movimento sindical perdeu e continua a perder cada vez mais força, influência e poder de negociação. Assim e neste contexto torna-se cada vez mais urgente e necessário implementar mudanças no sindicalismo enquanto há tempo e isto devido às mudanças sociais e económicas que de forma progressiva e muito rápida têm vindo a ocorrer!

A Evolução desejável para o movimento sindical no Século XXI.
E aqui surge a necessidade da criação de um novo movimento sindical que aliado ao cooperativismo a que chamaria de Sindicalismo Cooperativo poderia este ir ao encontro dos grandes problemas com que os Sindicatos em geral estão enfrentando já no presente e com crescente agravamento quanto ao futuro! A criação de uma nova ideologia fundamentada em quatro princípios que seriam os seguintes: - A Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e a Espiritualidade. Sendo estes os quatro princípios os pilares de uma doutrina avançada e totalmente independente das diferentes correntes político/partidárias ortodoxas. A essa mesma doutrina iríamos chamar de Doutrina da Cidadania Social!
Para que as organizações sindicais não venham a ser extintas no médio e longo prazo estas deveriam dirigir as suas ações para áreas da responsabilidade social como por exemplo – a proteção de crianças de rua; o desenvolvimento da campanha contra o analfabetismo; a formação de cooperativas de trabalhadores para gerir fábricas falidas ou ainda criando um centro de solidariedade social encaminhando desempregados para novas oportunidades de emprego ou para treinamento profissional e para finalmente concluirmos considerando ser uma solução estratégica as próprias organizações sindicais darem origem e apoiando a criação de novas empresas cooperativas competindo no terreno com as empresas privadas em diferentes setores das atividades económicas. No importante caso das Cooperativas estas passam a ter uma maior e estratégica importância devido a um crescente aumento de trabalhadores desempregados oriundos de instituições privadas e assim como do próprio Estado como é exemplo flagrante o que está ocorrendo em Portugal! De facto as Cooperativas representam de forma eficaz uma notável tendência no novo mundo do trabalho e os sindicatos precisam de estarem atentos e preparados perante uma nova organização laboral!
Uma outra preocupação dos Sindicatos será sempre a questão da educação e qualificação profissionais! É certo que os Sindicatos nunca deixarão de lado as suas causas iniciais, ou seja: - lutar por melhores salários, condições de trabalho e outros direitos e benefícios! Se as organizações sindicais não tiverem uma visão de futuro irão fatalmente correr o risco de se tornarem absoletas!

As soluções futuras do Sindicatos encontram-se na sua adaptação a formas cooperativas.
O Sindicalismo Cooperativo passa por uma adaptação dos sindicatos a formas cooperativas adequadas! Um dos grandes pecados das análises sobre o cooperativismo foi ter uma visão equivocada do processo histórico de constituição do cooperativismo e das cooperativas e assim como uma errada visão da natureza humana. Estas análises tentaram de forma errônea que o cooperativismo remonta aos primórdios da Humanidade e que o ato de cooperar é um traço, uma ligação natural do homem, podendo-se assim concluir que o cooperativismo e as cooperativas são tão antigos como naturais! Na verdade o cooperativismo é um movimento social resultante das consequências do liberalismo económico no Século XIX, buscando formas alternativas para melhorar a vida da classe trabalhadora. Surpreendentemente tudo indica de que a História se repete uma vez que agora no Século XXI em que se verifica que o mundo laboral novamente terá de reagir ao avanço voraz e depredador do neoliberalismo!
A atual crise económica e social em Portugal (e na Europa) poderá vir a ser geradora de potencialidades que devem ser aproveitadas para as futuras mudanças que se avizinham próximas e aqui o cooperativismo e as cooperativas poderão vir a desempenhar uma missão extremamente importante para as classes trabalhadoras, destacando-se um elemento importante que é o facto de a maioria esmagadora das cooperativas não estarem envolvidas nos escândalos da economia de casino, sendo por isso uma alternativa confiável. As cooperativas por sua génese e vocação têm um lugar próprio de intervenção social e na sua gestão devem fomentar os princípios de responsabilidade social, quer para uso interno, quer como modelo de influência para diferentes setores económicos e que pela razão de não serem motivadas pelo oportunismo gerado na crise com que Portugal se tem vindo a debater e de não praticarem despedimentos ou encerrarem de forma fraudulenta empresas ou ainda de as deslocalizarem para o estrangeiro!
Os Sindicatos e as Cooperativas poderão certamente contribuir de forma eficaz e conjuntamente para a criação de uma melhor sociedade cooperando na sensibilização para os problemas sociais e praticamente em todas as áreas das atividades económicas, contribuindo juntos para uma nova estratégia que venha a resolver e a melhorar o desenvolvimento do Sindicalismo e do Cooperativismo consubstanciados numa nova realidade que se passará a chamar de Sindicalismo Cooperativo!

A Importância do Movimento Sindicalista Cooperativo nos novos países da Lusofonia.
Nesta teoria sobre o Sindicalismo Cooperativo que temos vindo a desenvolver poderemos igualmente lançar um olhar para os novos países de expressão oficial portuguesa, onde e na sua maioria ainda estão em vias de desenvolvimento, tal como em Portugal mais de dois terços da população portuguesa carece de situações que lhe permita obter uma qualidade de vida mais digna e com acesso equilibrado à educação e à saúde e às oportunidades de emprego e estabilidade social cada vez mais agravadas com a austeridade dura que o atual governo de maioria PSD/CDS tem vindo a impor aos Portugueses nestes últimos três anos e meio! Na perspetiva de que venha a ser gerado em Portugal um novo movimento cívico/laboral que se designaria por Sindicalismo Cooperativo que teria por base a Doutrina da Cidadania Social, doutrina esta totalmente descomprometida com quaisquer correntes ideológicas de ordem político/partidárias. O novo movimento sindicalista cooperativo na sua natureza e estrutura teria uma base científico/espiritualista gerada pela formação da Doutrina da Cidadania Social, a qual como já foi afirmado não teria qualquer ligação com outras correntes político/partidárias ortodoxas! Com o desenvolvimento e implementação em Portugal do Sindicalismo Cooperativo ir-se-ia ao encontro de diferentes soluções, no que se refere à população ativa portuguesa em que mais de 20% encontra-se desempregada e com elevado destaque dos desempregados de longa duração que deverão atingir cerca de 400.000 portugueses! O novo movimento Sindical Cooperativo mediante o estabelecimento de acordos formais com os países lusófonos poderiam vir a ser extensivos a esses mesmos países através da elaboração de protocolos que abrangessem importantes áreas como a saúde, a educação, as artes e outras atividades culturais, científicas e até económicas. O Voluntariado estaria presente de uma forma bem desenvolvida e apoiada por instituições nacionais e internacionais, nomeadamente com países da União Europeia vocacionados para estes tipos de apoios que seriam obviamente técnicos e financeiros.
Nesta perspetiva a ação sindical cooperativa tornar-se-ia muito importante por ser amplamente participada com respeito pela democracia e pelo fomento coletivo da participação, que na atualidade mais do que nunca e face à conjuntura existente em Portugal e na Europa está plenamente na ordem do dia. O Sindicalismo Cooperativo poderá certamente contribuir de forma definitiva para a existência de uma melhor sociedade na base da cooperação e na sensibilização para todos os problemas sociais e em áreas importantes como a defesa dos direitos laborais, dos consumidores bem como do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da Economia Social e daí ser necessário e urgente a elaboração de um projeto global de desenvolvimento para Portugal!

Jacinto Alves:
Bancário, reformado, escritor e ensaísta e autor dos livros – “Operação: Quinto Império” Editor Ecopy -2010; “Ensaio Sobre a Doutrina do Quinto Império – Uma Nova Perspetiva Social” – Chiado Editora – 2013.  Em preparação o romance  iniciático – “Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro”.

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