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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Enquanto a Grécia se afunda, algo de novo emerge


1. Julgava eu que em Portugal ninguém mais do que António Costa tinha “boa imprensa”, mas isso está a mudar. A nova paixão dos nossos “media” é mesmo Alexis Tsipras, o recém-empossado Primeiro-Ministro grego.
A paixão é tão grande que, na sua cegueira, tudo desvaloriza: a aliança pós-eleitoral com um partido diabolizado antes das eleições, um Governo só com Ministros do sexo masculino, etc. Até a orgânica do Governo (com “super-ministérios”) não abala minimamente essa tão avassaladora paixão, ao contrário do que aconteceu, por exemplo, em Portugal. Pedro Passos Coelho deve andar perplexo – e, por uma vez, com razão.
Mas o pior – convenhamos – não é isso. O pior foi mesmo a estratégia suicida do novo Governo grego de “não negociar mais com a Troika”. Por cá, no seu tempo, Francisco Louçã fez o mesmo à frente do Bloco de Esquerda – mas Louçã nunca foi nem nunca será Primeiro-Ministro. A sua irresponsabilidade foi pois completamente inócua. Apenas precipitou o já então expectável declínio do próprio Bloco de Esquerda.
Tsipras, ao contrário, é Primeiro-Ministro de um país. Assumir como estratégia o adolescente grito de “A Troika que se lixe!” pode continuar a incendiar o coração igualmente adolescente dos nossos “media”, mas, decerto, afundará ainda muito mais o povo grego. É certo que a dívida grega (como a portuguesa) é impagável, mas isso, por si só, é razão para (re)negociar com a Troika, não para fazer de conta que não existe. Com esta estratégia, a Grécia arrisca-se mesmo a sair da zona euro. Resta saber se, na verdade, não é isso o que Tsipras pretende, procurando apenas, com toda esta encenação, encontrar o seu “bode expiatório”.

2. Entretanto, longe do olhar dos nossos adolescentes “media”, há um novo partido político prestes a entregar as assinaturas necessárias no Tribunal Constitucional: “Nós, Cidadãos!”. Um partido assumidamente reformista, que, tendo propostas inovadoras, procura o compromisso e recusa as sempre ilusórias e contraproducentes rupturas, bem como o sectarismo ideológico esquerda-direita, que tanto tem viciado o nosso debate político….
Ao ler estas linhas, consigo imaginar a reacção dos nossos adolescentes “media”: “Que tédio!, que enjoo!! O nosso Tsipras é bem mais sexy, bem mais excitante!!!” Para os corações menos adolescentes, para as mentes mais lúcidas, deixo aqui o endereço do sítio onde a Síntese do Programa Político do “Nós, Cidadãos!”, que acabei, na última fase, por coordenar, se encontra em discussão pública (que se estenderá até ao primeiro Congresso, a realizar-se, previsivelmente, no segundo trimestre deste ano): bloguedetodosnos.blogspot.pt. Para toda a restante informação: noscidadaos.pt

1 comentário:

João Paulo Barros disse...

" Por cá, no seu tempo, Francisco Louçã fez o mesmo à frente do Bloco de Esquerda – mas Louçã nunca foi nem nunca será Primeiro-Ministro." - Não defendo o BE, não é isso. Mas a afirmação me leva a uma linha de raciocínio, "nunca foi PM". Será que a sociedade portuguesa não deve cessar de votar nos partidos tradicionais, como PSD, CDS, PS... e experimentar votar num partido que nunca governou o país? Colocar gente nova na Assembleia da República e no Governo?