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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Universidades portuguesas apostam na Lusofonia

Peso da mobilidade de estudantes europeus é cada vez mais reduzido, protegendo as instituições nacionais da eventual crise no financiamento do maior programa de intercâmbio da União Europeia. O Brasil é o ponto de encontro entre os dois novos mercados de captação de alunos de intercâmbio pelo sistema de ensino superior nacional. 
Os estudantes dos países da América do Sul e da Lusofonia têm um peso cada vez maior nas universidades e politécnicos, uma aposta que está a ter bons resultados financeiros para as instituições. Ao mesmo tempo, permite que o país esteja menos exposto à crise de financiamento por que passa o programa europeu Erasmus – Esquema de Ação da União Europeia para a Mobilidade de Estudantes Universitários. Em Coimbra, concentra-se metade dos estudantes brasileiros em Portugal, segundo dados da Embaixada do Brasil. São cerca de dois mil, dos quais 400 viajaram ao abrigo de um programa de formação de professores do ensino secundário. “Estas formas de mobilidade têm muita importância para nós”, sublinha o vice-reitor da Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho. Além das parcerias com o Brasil, a instituição tem acordos com vários outros países lusófonos, recebendo estudantes de Angola (cerca de 200), Moçambique e Timor. A mobilidade tem sido associada ao intercâmbio entre estudantes europeus, sobretudo ao abrigo do programa Erasmus. Porém, as principais instituições nacionais começam a diversificar os países de origem dos estudantes estrangeiros que as frequentam. “Na sua estratégia de abertura internacional, a Universidade do Porto trabalha com outros programas”, esclarece o vice-reitor António Teixeira Marques. Ao abrigo do programa Ciência Sem Fronteiras, do Governo brasileiro, chegaram àquela instituição 340 alunos só este ano. A Universidade do Porto gere também sete grandes projetos de mobilidade de professores, alunos e investigadores para a América Latina e países lusófonos. “Tudo isto está a trazer muita gente”, sustenta António Marques. Ao abrigo desses programas, a instituição gere, durante quatro anos, 28 milhões de euros, que representam de 7% a 10% do seu orçamento. O mercado brasileiro é também uma das apostas dos institutos politécnicos. Nos próximos três anos, 4.500 estudantes vão estudar em Portugal ao abrigo de um acordo entre o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do Brasil, no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras. No início de 2013, chegam a Portugal os primeiros alunos que vão estudar ao abrigo deste acordo, que o presidente do CCISP, João Sobrinho Teixeira, vê como “simbólico” da “capacidade de afirmação do sector politécnico”. Um terço dos estudantes de politécnicos brasileiros no estrangeiro virá para Portugal, o que terá um impacto direto em propinas e outras taxas de cinco milhões de euros nos orçamentos das instituições nacionais. A estes acrescentam-se os três milhões de euros de impactos indiretos estimados com os gastos mensais em alimentação e alojamento. A este programa, os politécnicos acrescentam um outro projeto de mobilidade na Lusofonia, envolvendo instituições de Macau [na China] e África. A iniciativa faz-se sem financiamento para os alunos, assumindo as instituições de acolhimento os gastos com alojamento. A aposta noutros mercados deixou as instituições nacionais menos expostas aos problemas que afetam o Erasmus, o principal programa de mobilidade europeu. A Universidade do Porto, por exemplo, é a universidade portuguesa que mais estudantes envia e recebe ao abrigo desse programa, mas essa já não é a principal iniciativa de mobilidade em que a instituição participa. Porém, uma crise no Erasmus seria “desastrosa”, avalia Teresa Cerveira Borges, pró-reitora da Universidade do Algarve. Principalmente para os alunos: “O financiamento é muito baixo. Hoje, quem não tiver apoio das famílias, dificilmente vai em Erasmus e sem apoio será ainda pior.” Durante o último ano letivo, pelo menos 700 alunos portugueses desistiram de embarcar numa experiência de mobilidades depois de já se terem inscrito, apontando as dificuldades financeiras como principal motivo para a decisão. Ainda assim, quase seis mil portugueses estudaram na Europa no ano letivo de 2010-11, ao abrigo deste programa. Já a procura das instituições nacionais por parte de estudantes estrangeiros tem vindo sempre a crescer e atingiu, nesse ano, o máximo histórico de 7.582 alunos. Por isso, o programa é visto como uma “importante forma de promoção” das universidades e politécnicos nacionais como destino de formação, salienta o reitor da Universidade do Minho, António Cunha. “Muitos dos que cá vêm em Erasmus regressam depois para fazer mestrados e doutoramentos”, ilustra. As verbas pagas por formações pós-graduadas têm um impacto grande nas contas das instituições nacionais. Já o peso do Erasmus nos orçamentos das universidades “não é muito significativo”, reconhece o vice-reitor da Universidade de Coimbra. Todavia, valoriza o mesmo responsável, os estudantes em mobilidade têm um “impacto enorme na cidade e na vida académica”. O programa Erasmus é uma das mais bem-sucedidas experiências de mobilidades na União Europeia (UE). A iniciativa engloba 33 países europeus e já permitiu a mobilidade de quase três milhões de pessoas desde que foi criada, em 1987. Apesar das dificuldades sentidas com o seu financiamento nos últimos meses, a UE apresentou há um ano o programa Erasmus para Todos, destinado ao período 2014-2020. A iniciativa passará a dispor de um orçamento total de 19 mil milhões de euros e o objetivo é alargar o número de beneficiários do programa, abrangendo cinco milhões de pessoas nesses sete anos. 
SILVA, Samuel. Universidades fintam crise no Erasmus com aposta em alunos da Lusofonia. Extraído do jornal Público – seção Educação (Lisboa, Portugal).

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