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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Afirmação económica do Brasil e PALOP aumentou influência do português nos últimos 20 anos

A influência da língua portuguesa “cresceu significativamente” nas últimas décadas, o que se deve sobretudo ao “desenvolvimento económico do Brasil e dos países africanos de expressão portuguesa", conclui o estudo "O valor da Língua Portuguesa: Uma perspetiva económica e comparativa".

Editado pelo Observatório da Língua Portuguesa e Instituto Internacional de Macau, o estudo foi apresentado na quinta-feira em Macau, antes de ser lançado no Brasil e Portugal.
O trabalho de investigação conduzido por cinco investigadores foi iniciado em 2008 e realizado em várias fases, e destaca que a Língua Portuguesa representa 17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal e quatro por cento da riqueza mundial.
O português é a língua de 250 milhões de pessoas, sendo falada por 3,7 por cento da população mundial, enquanto o espanhol e o inglês representam aproximadamente 400 milhões de falantes.
"Foi necessário esperar pelo crescimento populacional e pela afirmação económica do Brasil e das ex-colónias africanas, para que o português encontrasse o seu lugar entre as línguas europeias mais influentes na esfera internacional, logo a seguir ao inglês e ao espanhol", é referido no capítulo dedicado à "língua portuguesa no mundo".
"O fim dos conflitos militares em Moçambique e Angola e a consolidação económica do Brasil, com a eliminação da hiperinflação, permitiram um forte crescimento económico, ancorado nos vastos recursos naturais e no desenvolvimento cultural e tecnológico do conjunto do espaço lusófono", lê-se nas conclusões.
Por outro lado, "apesar da recente crise financeira da zona euro, a adesão de Portugal à União Europeia permitiu um elevado desenvolvimento económico e social, com destaque para os sistemas de saúde, educação e das infraestruturas".
O documento sustenta também que "a partilha de uma língua comum facilita as trocas comerciais, do investimento direto e a circulação de pessoas, em lazer ou em busca de oportunidade de trabalho" e confirma que "a proximidade linguística é mais importante ao nível das migrações e do investimento direto".
"Nos anos 1990 iniciou-se um forte volume de investimento português para os países de expressão portuguesa com destaque para o Brasil e Angola. Na última década, este movimento manteve-se, mas registaram-se fortes investimentos de sentido oposto com investidores brasileiros e angolanos a adquirir posições significativas em empresas com sede em Portugal", aponta a investigação.
Além das relações com a América Latina, "O valor da Língua Portuguesa: Uma perspetiva económica e comparativa" observa o reforço das trocas comerciais com as economias do sudoeste asiático e a aproximação da China ao espaço lusófono.
"A expansão dos fluxos comerciais, financeiros e de investimento entre os países de expressão portuguesa e o sudoeste asiático, a par da crescente concertação entre os países que integram os BRIC [Brasil, Rússia, Índia, China e mais recentemente a África do Sul] reforçam o papel de Macau como ponte entre as duas culturas e polo de difusão da língua portuguesa".
Em perspetiva fica a ideia de um estudo mais aprofundado dos efeitos da relação entre o português e o espanhol. "Seria interessante repetir este estudo no contexto dos países lusófonos e não apenas de Portugal, dado que a proximidade geográfica de Espanha, uma economia cerca de seis vezes maior, dificulta a distinção entre o efeito da proximidade geográfica e o da proximidade linguística", é referido nas conclusões.
O estudo foi promovido e financiado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e é um trabalho da autoria dos investigadores José Paulo Esperança, Luís Antero Reto, Mohamed Azzim Gulamhussen, Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa.

Diário Digital com Lusa

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