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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 24 de julho de 2012

Agostinho da Silva: “Tradicionalismo de Garrett”


“Juntando às suas ideias gerais de romantismo as que lhe advinham da condição de português, Garrett sabe que é estrangeiro o tipo de renascimento alemão ou italiano que se instala na Península com D. João II, os Reis Católicos e Carlos V e vai ter a sua máxima expressão com os regimes de D. João III e Filipe II; que, juridicamente, é estrangeiro o direito latino que, penetrando ainda antes nas estruturas portuguesas, vai abalar o direito dos forais, verdadeira e original expressão de liberdade; que é estrangeiro, do modelo francês que irá culminar com Luís XIV, o regime que vigora depois da revolução de 1640. E só depois levado pelas reacções necessárias para a luta contra um governo opressor e ilegítimo, só levado também pelas doutrinas mais correntes no tempo, deixou de ver que seria igualmente de molde estrangeiro e bem difícil de adaptar em Portugal, dado o estado económico e cultural da nação, o regime parlamentarista de inspiração inglesa.
Não chegou, porém, ao ponto de confundir a liberdade com as instituições que a propugnam, a garantem ou preparam o povo para ela; são numerosos os passos de seus discursos parlamentares e de seus escritos propriamente políticos em que Almeida Garrett reconhece o que de bom tinha o regime antigo (…)”[1]


[1]  “Tradicionalismo de Garrett”, in O Estado de S. Paulo, S. Paulo, 19/12/1954.

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