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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

MELANCOLIA


MELANCOLIA (MELANCHOLIA)

A que ponto somos influenciados pelo medo de uma tragédia? Especialmente as que vêem do espaço tão propaladas nos dias de hoje?

Durante oito minutos e ao som de Tristão e Isolda de Wagner ,duas mulheres temerosas e angustiadas vivem a ameaça real do fim do mundo.

Para o espectador ficaram cenas de uma beleza sublime quase nunca vistas nas telas.A angústia nos contagia,o desespero nos envolve,mas,de um modo sutil,muito longe dos “ takes” de cinema catástrofe hollywoodianos.

Se nos fosse permitido comparar as cenas iniciais e finais não seria ocioso dizer que ficariam bem nas melhores galerias de arte do mundo.

Kirsten Dunst vestida de noiva boiando entre a vegetação de um riacho ou andando numa floresta arrastando penosamente atrás de si um emaranhado de redes que a prendem.

Charlotte Gainsbourg,alucinada,caminhando com os pés virados para trás carregando uma criança ao colo.Ou os três personagens estáticos diante de um castelo olhando para duas luas,a nossa conhecida e a outra,o gigantesco planeta Melancolia que vem de mansinho,destruir a terra.

O extraordinário diretor Lars von Trier não se importa de alertar o público que está antecipando o desfecho do filme. Mas, ele tem um propósito:mostrar que não está preocupado com o fim do mundo e,sim,com o comportamento das pessoas diante do final.

O filme parece dois,pois é dividido em duas partes,a primeira “Justine”,onde mostra uma rica festa de casamento em que,apesar da pompa e circunstância as fissuras da família e dos amigos vão se revelando na forma de uma mãe amarga e descrente e um pai simpático,mas ,irresponsável.E ela própria,Justine,ostentando uma felicidade que está longe de possuir.

Parece que o movimento gravitacional do planeta faz vir a tona todas essas misérias da vida cotidiana, tornando real a fala da mãe de Justine, “a terra merece acabar,não existe gente boa nela”.Verdade verdadeira,pois,o próprio diretor da fita provou dessa amargura e desse preconceito devido a uma declaração dada em Cannes.

Exorbitada no seu tamanho e incessantemente veiculada pela mídia o resultado é que o filme está sendo boicotado em diversos países ,provando o que gente inteligente já percebeu:vivemos uma ditadura ,onde o direito de pensar é cerceado a todo momento e a liberdade de expressão só é legitimada quando interessa aos donos do mundo.

A segunda parte,” Claire”, nome da irmã de Justine,mostra o fortalecimento de Justine,diante do aniquilamento e Claire ,a irmã tão forte e dona da verdade,desaba; mas,a gente entende,Claire é feliz,tem um filho e ama a vida.

Apesar do boicote dos poderosos o filme vence barreiras e preconceitos e mostra que “Melancolia” é um dos mais belos trabalhos cinematográficos já exibido nas telas desde que os irmãos Lumiére inventaram o cinematógrafo,precursor do cinema.

Essa estória compassiva,poética,dolorosa e pungente sobre a mortalidade sempre pendendo sobre as nossas cabeças , estará sempre no nicho das maiores obras de arte do mundo.

E o tempo desagravará seu diretor como aconteceu com Galileu Galilei, Sir Thomas Morus e muitos outros , vítimas da prepotência e ignorância humanas.



Miriam de Sales Oliveira é escritora baiana,autora dos livros "A Bahia de Outrora","Contos e Causos" e "Contos Apimentados".

Contato:miriamdesales@gmail.com

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