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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Luciano Amaral: "Adotou-se em 1990, uma política monetária e cambial restritiva, cujas consequências foram o abrandamento da economia"

"Adotou-se em 1990, uma política monetária e cambial restritiva, cujas consequências foram o abrandamento da economia entre 1990 e 1992 e a longa crise de 1992 e 1994.
Quando a partir de 1995 o crescimento regressou (...) não foi tão acentuado. Tendo a política monetária e cambial restritiva persistido (como tem persistido até hoje), as exportações passaram a ter um papel cada vez menos na estrutura e, logo, no crescimento da economia. O bom ritmo de crescimento deveu-se predominantemente a uma política orçamental expansionista, que foi possível seguir sem consequências muito graves graças à queda consistente das taxas de juro e à redução da dívida. Mesmo assim, vem desses anos o início do endividamento externo que agora tanto nos assusta (e aos nossos credores...). Ao contrário do que transparece de muito do debate político corrente, o endividamento não começou com a adesão à União Económica e Monetária (UEM), vulgo, euro), mas logo em 1995."

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

Daqui resulta o reconhecimento do grande problema de que padece a economia portuguesa contemporânea: o Euro. Os nossos problemas estruturais - que resultavam de uma baixa intensidade de Capital e de uma baixa produtividade, sofreram um agravamento brutal quando a falta de visão dos líderes da década de 90 nos levou a abandonar o "crawling peg" (desvalorização deslizante) e a adotar uma política monetária restritiva, com a entrada na UEM. Mais tarde, em 2000, o Euro daria o golpe decisivo, quase fatal, na nossa saúde económica, datando dessa data uma efetiva estagnação económica e uma divergência em relação aos patamares de eiqueza europeus, recuando 6% precisamente a partir de 2000. Coincidentemente...

Se o Euro é o nosso maior problema, importa assim resolvê-lo antes de encarar qualquer outro. Se o Euro é demasiado forte para a nossa economia, importa enfraquecê-lo ou abandoná-lo. Mas os europeus do norte nunca aceitarão tornar a sua moeda forte em fraca, nunca aceitarão que o Euro se torne numa moeda que permita às economias dos países periféricos serem competitivas, sacrificando as exportações de produtos de luxo do norte da europa. Resta-nos assim a segunda via: a da saída do euro e do regresso a uma soberania monetária que nos devolva a independência suficiente para exercer uma política cambial que ajuste a competitividade dos nossos bens transaccionáveis e dissuada importações que não podemos - findo o período do crédito barato - mais pagar.

Chegou o tempo de para de fugir para a frente e de encararmos de novo a nossa independência. Recuperando-a na política monetária e nesta, numa moeda independente.

1 comentário:

Paulo Pereira disse...

Acho este tipo de raciocínio muito perigoso.

Vamos falar de maneira metafórica.

De que me vale exportar duas laranjas em vez de uma, se com esse dinheiro só posso importar uma maçã e não duas.

Desvalorizar a moeda significa simplesmente vender barato e comprar caro, um mau negócio a longo prazo...

Os escravos não devem dinheiro, é essa a solução?

Os Brasileiros adotaram essa política de desvalorização sem sucesso. Paradoxalmente o suceso só veio com o real valorizado.

Estamos a arrumar argumentos para que nunca haja uma união lusófona.
Estamos dando um tiro no pé...

Se Portugal estivesse ainda mais integrado na união europeia e se houvesse um governos federal europeu como o dos USA, a crise não se daria provavelmente. Simplesmente não queremos isso. Estar a arrumar argumentos econômicos e não de nível mais alto para a união lusófona é um tiro saindo pela colatra.

O problema da UE é que nem é carne nem peixe... Há muitos fatores em jogo. Estas análises simplistas que olham a causas e efeitos primários de curto prazo nunca deram resultado em nenhum país.

O êxito de crescimentoo da china profundo não se deve à desvalorização da sua moeda mas ao fato dos chineses trablharem como escravos.