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MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva

domingo, 15 de abril de 2018

Macau - Só há uma centena de docentes para milhares de alunos de Português na China

O Instituto Politécnico assinou um protocolo de colaboração com o Instituto Camões, que irá ajudar a instituição de Macau na formação de alunos do curso de ensino de português, bem como certificar os graduados. Para o presidente do Politécnico, essa etapa vai contribuir para garantir o futuro dos alunos do curso e consolidar Macau como plataforma sino-lusófona. Lei Heong Iok salientou que há um grande número de estudantes de língua portuguesa na China, porém, muito poucos docentes, sendo que geralmente são jovens a quem falta experiência. Luís Faro Ramos, presidente do Camões, enalteceu a “excelência” do ensino de português ministrado pelo IPM



Actualmente, 38 instituições de ensino superior da China Continental oferecem o curso de língua portuguesa. No entanto, o rápido crescimento da procura tem gerado muitos problemas, sobretudo de falta de professores, alertou ontem o presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM). “Existem na China milhares de alunos de português, mas apenas pouco mais de 100 docentes. Além disso, muitos professores são muito jovens e não têm experiência”, apontou.

“Por outro lado, a carência de manuais, especialmente os virtuais, é outro problema grave que a área enfrenta”, acrescentou.

Neste contexto, o IPM assinou ontem à tarde um protocolo de colaboração com o Instituto Camões de Portugal, “simples mas de profundo significado”, sublinhou Lei Heong Iok, ao realçar que o acordo tem o objectivo de apoiar a instituição local na formação de docentes, permitindo ainda a emissão de certificados aos alunos formados na licenciatura em Ensino de Português do IPM.

Para Lei Heong Iok, esta etapa é essencial, porque “o Instituto Camões tem alta capacidade de ensino, bons manuais e métodos didáticos avançados”.

“Com certificados reconhecidos oficialmente por Portugal, o nosso curso vai dar garantias e o futuro profissional dos alunos deste curso também vai ser assegurado”, realçou. O protocolo contribuirá ainda para consolidar o papel de Macau enquanto plataforma sino-lusófona, que necessariamente requer a força dos professores.

Segundo o mesmo responsável, a primeira edição do curso de Ensino de Português que começou há dois anos atraiu mais de 20 alunos que vão ser reconhecidos pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude.

“Quando os estudantes da primeira edição se graduarem, vão trabalhar em escolas de ensino primário e secundário de Macau. Este vai ser o principal caminho para eles. Mas com o aumento de alunos e da qualidade do curso, podemos fornecer mais docentes às universidades do Continente, até da Ásia-Pacifico”, avançou.

Por outro lado, o presidente do IPM, cargo que exerce há quase 19 anos, recordou que irá aposentar-se em breve. Sobre o futuro do Instituto, Lei Heong Iok acredita que a preparação de uma jovem geração bilingue e a assinatura desse protocolo vão ajudar o IPM a “consolidar e a continuar a trabalhar”.

Cooperação “sólida e forte”

Por sua vez, Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões de Portugal, descreveu a visita a Macau como “muito especial”, porque trabalhou no território no Grupo de Ligação até à transferência de soberania em 1999. Na sua opinião, é “um particular prazer e uma particular satisfação”.

À margem da assinatura do protocolo, o responsável sublinhou que, a cooperação entre o Instituto Camões e o IPM é “sólida e forte” e, o protocolo agora assinado é muito importante porque tem a ver com a cooperação de Portugal com Macau e os países lusófonos. Além disso, “o Camões confia plenamente na excelência de ensino de português que é ministrado pelo IPM e certifica a formação de professores na região da China e Ásia-Pacifico, que será ministrada pelo IPM”.

“É um dia de facto especial, é mais um passo na consolidação de uma cooperação que já é intensa, forte entre Camões, como sabem encarregado de promover a língua portuguesa no mundo e a internacionalização da cultura, e o IPM, que tem sido excelente nesta área”, frisou.

Aliás, Luís Faro Ramos não poupou elogios ao trabalho do IPM. “Penso que está a ser dada plena concretização ao princípio das duas línguas, que foi o princípio consagrado na transição e que o IPM está encarregado de concretizar na prática, aqui nesta região”, rematou.

Macau “indispensável” na promoção do Português

Para o presidente do Instituto Camões, a realização da terceira subcomissão Mista entre Portugal e a RAEM, hoje e amanhã, tem como objectivo fazer “um ponto de situação das relações bilaterais” entre ambas as partes, mostrando o “longo caminho que se tem percorrido” nas áreas de língua e educação. “Macau é um activo indispensável na promoção da língua portuguesa”, considerou Luís Faro Ramos à agência Lusa. À margem da reunião, o presidente do instituto agendou encontros com autoridades portuguesas e de Macau, nomeadamente o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, os presidentes do IPM e Instituto Cultural, Lei Heong Iok e Mok Ian Ian, respectivamente, o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor Sereno, e o presidente da Escola Portuguesa, Manuel Machado. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

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