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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Ilhas Bermudas - Declara feriado nacional para evocar primeiros imigrantes portugueses

O Governo das Ilhas Bermudas vai celebrar um feriado nacional no dia 04 de novembro de 2019 para assinalar a chegada dos primeiros portugueses, há 170 anos, disse à Lusa a cônsul honorária portuguesa naquele território, Andrea Moniz de Souza

“O ‘premier’ [David Burt] anunciou que, com a aprovação do Governo e a sua confirmação com o Governador, que 04 de novembro de 2019 foi declarado um feriado público para marcar o 170.º aniversário da chegada dos primeiros imigrantes portugueses às Bermudas”, descreveu a cônsul honorária.

A decisão é vista pela comunidade portuguesa e lusodescendente como uma “ocasião incrível”, mas é também “um reconhecimento que é devido há bastante tempo”, descreveu, sublinhando “o contributo considerável feito por várias gerações de portugueses às Bermudas”.

“Todos os aspetos da vida das Bermudas, desde a política ao serviço público, o desporto, o entretenimento e a indústria, têm sido influenciados pela nossa participação. Nós fazemos muito parte do tecido cultural das Bermudas”, considerou Andrea Souza.

Além disso, acrescentou, “este reconhecimento também dá aos portugueses nas Bermudas um sentimento de finalmente serem aceites como uma parte intrínseca da comunidade local”.

A celebração do feriado vai agora começar a ser preparada e a cônsul honorária pretende que as festividades resultem de uma “verdadeira colaboração entre os governos das Bermudas e de Portugal, incluindo o dos Açores, e as comunidades portuguesa e bermudesa”, disse.

“Esperamos convidar autoridades portuguesas para estarem presentes”, afirmou Andrea Souza.

Estima-se que um quarto da população das Bermudas tenha ascendência portuguesa, sendo a esmagadora maioria da comunidade oriunda dos Açores ou descendente de açorianos.

“Os portugueses ou bermudeses de ascendência portuguesa trabalham em praticamente todas as áreas – agricultura, construção, hotelaria, direito, medicina, política ou setores de comércio internacional”, relatou.

Além disso, nos últimos anos, tem-se assistido à “chegada contínua de portugueses, principalmente dos Açores”, segundo a cônsul honorária.

A presença portuguesa nas ilhas é tão marcada que as máquinas de multibanco têm duas opções de línguas – inglês e português; há bandeiras de Portugal e dos Açores em edifícios e barcos; há padarias e cafés portugueses; os católicos têm missas faladas em português e anualmente celebram-se as Festas do Senhor Santo Cristo e do Espírito Santo, que recebem “muitos não-portugueses”.

Apesar disto, a cônsul honorária alerta que “há alguns aspetos que o Governo das Bermudas deve resolver e que estão a afetar em grande medida a comunidade portuguesa”, nomeadamente a obtenção de cidadania nas ilhas, em particular para os cidadãos de origem portuguesa ali nascidos, que não podem trabalhar em adultos caso não tenham autorizações de trabalho.

“Vemos esta iniciativa como um primeiro passo na direção certa e estamos muito empenhados em colaborar com o Governo das Bermudas”, sublinhou.

Andrea Souza descreve as relações entre Portugal e as Bermudas como “boas”, mas afirma-se empenhada, enquanto cônsul honorária, no aprofundamento desta ligação.

Em 2015 foi assinado um memorando de entendimento entre as Bermudas e os Açores, afirmando o seu compromisso em promover a cooperação e amizade recíproca e uma maior ligação entre os povos, as instituições e as entidades públicas e privadas, exemplificou. In “Sapo24” - Portugal

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