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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 22 de novembro de 2016

MIL Polémicas: Uma visão patusca da Comunidade Lusófona...


É fatal como o destino: sempre que se aproxima a data de uma Cimeira da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, aparece sempre alguém a tentar denegri-la. Nas páginas do jornal Público, foi Diogo Queiroz de Andrade (D.Q.A.) a fazê-lo desta vez e logo em Editorial (30.10.2016).

O título do texto é por si só eloquente, no seu indisfarçado tom jocoso: “A patuscada da CPLP”. Mas centremo-nos aqui nos argumentos – desde logo no primeiro: “António Costa leva ao Brasil uma ideia que já há uns anos faz parte do imaginário do PS: ‘liberdade de residência’ para os cidadãos da CPLP, que é um maneirismo envergonhado para uma solução que na prática implica a liberdade de circulação entre cidadãos de todos os países da comunidade.”.

Generoso, D.Q.A. ainda concede que “a ideia é boa, e justa”: concordamos plenamente, ou não a defendêssemos há muito. Mas, acrescenta, “é também descabida: nunca passará no crivo dos parceiros de Schengen”. Ou seja, para D.Q.A. não deve haver política externa portuguesa para além dos ditames da União Europeia. Uma visão patusca, sem dúvida, para um país com mais de oito séculos de existência.

Depois da inevitável referência à Guiné-Equatorial, D.Q.A. procura sustentar a tese da “descaracterização da CPLP”, com o ingresso de novos países observadores associados – como se os estatutos de membros integrados e membros observadores fossem, sequer vagamente, análogos. Tudo isto para concluir que na CPLP “se calhar o que está a mais é mesmo a Língua Portuguesa”. Aqui, tem que se conceder que D.Q.A. é uma vez mais generoso, muito generoso: pois que parte do princípio que nos países de língua oficial portuguesa se fala mesmo, generalizadamente, a nossa língua…

Ainda bem que D.Q.A. não conhece, em termos percentuais, o real número de falantes de língua portuguesa em cada um dos países da CPLP – caso conhecesse, ainda lhe poderia passar pela cabeça a ideia de defender que a CPLP se deveria restringir a Portugal e ao Brasil (ou só a Portugal, seguindo o “argumento” de que no Brasil se fala outra língua que não a nossa). Na próxima cimeira da União Europeia, talvez seja de perguntar quais são realmente os países da CPLP que “passam no crivo” (o sr. Schäuble, decerto, terá opinião sobre o assunto).
 
E ainda bem que D.Q.A. não se pronuncia sobre o anunciado ingresso de Santiago de Compostela na UCCLA: União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa, de que já faz parte (imagine-se!) Macau. Decerto, falaria igualmente de “descaracterização”. E longe vá a ideia de se alargar, nos próximos anos, a “patuscada” a outras comunidades, como a residente no Bairro Português de Malaca – uma pequena comunidade de pescadores de uma cidade da Malásia que insiste em falar “Papiá Kristang”, um dialecto onde abundam palavras do português antigo. Caso isso aconteça (longe vá o agoiro), teremos decerto um novo Editorial do jornal Público, a zelar pela pureza (e pequenez) da Comunidade Lusófona.

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