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Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Manifesto Anti-Zé (Sá Fernandes)


Em anteriores eleições, José Sá Fernandes foi eleito vereador da Câmara Municipal de Lisboa na lista do Bloco de Esquerda, sob o inesquecível slogan “o Zé faz falta”. Tendo-se também entretanto desagregado do Bloco, foi de novo eleito, nas últimas eleições, na lista do Partido Socialista, encabeçada por António Costa. Enquanto vereador dos Espaços Verdes, tem assumido posições marcantes – primeiro, autorizou o aluguer de um jardim da cidade para o lançamento de um automóvel; agora, recusou-se publicamente a preservar o jardim da Praça do Império, em frente do Mosteiro dos Jerónimos – sendo que a grande questão está nos seus brasões, alegadamente “sinais do colonialismo” (cf. PÚBLICO, 27.08.2014).
É caso para dizer que, de facto, “o Zé faz falta”. Ao contrário de muitos outros – que pensam o mesmo mas não o assumem –, ou ainda da maioria (sobretudo da nossa juventude) – que parece ser indiferente à nossa memória histórica –, José Sá Fernandes assume claramente os seus propósitos. Saudemo-lo por isso – apesar da colossal ignorância, do tamanho do próprio Mosteiro dos Jerónimos. Sobretudo num ano em que se assinala o centenário do início da I Guerra Mundial, só, com efeito, uma pessoa colossalmente ignorante pode insistir numa identificação, esta assumida de forma menos clara, entre o colonialismo e o Estado Novo, quando a defesa das ditas “colónias” foi o móbil maior da nossa participação nessa Guerra – algo que, na altura, sem que haja qualquer exemplo comparável, não apenas fez (quase) o pleno entre republicanos, como ainda entre republicanos e monárquicos.
Sabendo isto, talvez agora José Sá Fernandes se lembre de “não preservar” os muitos monumentos republicanos que pululam pela cidade. O Mosteiro dos Jerónimos, esse, claro está, fica igualmente condenado à “não preservação” – assim como o Padrão dos Descobrimentos, para mais projectado pelo autor da Praça do Império (Cottinelli Telmo). E por que não estender essa brilhante lógica a todo o país? Se António Costa se lembrar de convidar José Sá Fernandes para próximo Ministro da Cultura (o que não parece de todo inverosímil), há aqui um vasto programa de “não preservação” a cumprir, por esse país fora. Para mais, quando se sabe, a priori, que “a cultura está com António Costa”. Será mesmo esta a sua concepção de “cultura”?! Tomando como exemplo o nosso Zé, não há dúvidas.
Com ele, ficará ainda condenado à “não preservação” o próprio ideal da Lusofonia – decerto, também um “sinal do colonialismo”. Melhor fora, com efeito, que não existissem mais povos, por esse mundo fora, a falar a nossa língua – isso sim, seria um bom sinal. Agora haver mais de duzentos milhões de falantes de língua portuguesa à escala global, só pode ser lido como um sinal – mais do que um sinal, uma prova viva – de que houve, de facto, um Império. Decerto, poderemos olhar para esse Império de diversas formas: ou como uma espécie de “pecado original”, que nos faz depois amaldiçoar o próprio ideal da Lusofonia; ou como um processo histórico que, por vezes de forma violenta, como acontece sempre em todos os processos históricos, nos permite, ainda assim, construir um futuro comum, numa base de liberdade e de fraternidade. Escusado será dizer que para mim a Lusofonia é isto mesmo. Por isso mesmo, porém, não faço tábua rasa da nossa história. Nem destruo jardins.

7 comentários:

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

Apoiado! Subscrevo integralmente!

Nova Águia disse...

Caro
Renato Epifânio

Muitos parabéns pelo correctivo a um Zé que se faz passar pelo que não é: um homem do povo.
Como tantos dos nossos intelectuais, odeia o povo e o País e para isso está no poder: para destruir um e o outro.
Infelizmente, têm avançado muito, mas é bom saber que há ainda quem não se rende.
Muitos parabéns, mais uma vez, e o abraço amigo do

Joaquim Domingues.

Anónimo disse...

Pois é este o Estado da Nação.
o vereador em causa poderia ler os escritos de Mouzinho de Albuquerque da década de 1890. Um grande português, amigo do povo, que pouca ou nenhuma consideração tinha pelos políticos. Já então dizia que não somos em nada inferiores ao estrangeiros: o que nos falta (e eternamente nos continua a faltar) é governo. Este é um caso, entre tantos todos os outros.
ab
Artur

Anónimo disse...

Caro Renato

Nem mais. Infelizmente estamos cheios de patetas ignorantes que não distinguem colonização de colonialismo, nem memória do passado de regime Salazarista. São inimigos da lusofonia cujo desenvolvimento deliberadamente confundem com neocolonialismo. Em todo o caso penso que o António Costa não concorda com isso. Aliás segundo a cartilha do Zé o próprio António Costa não devia ser "preservado".
Saudações lusófonas,
Carlos Veiga

Anónimo disse...

Caro Renato Epifânio,
Integralmente subscrito, também (bem como o 'Da Ucrânia ao Brasil').
"(...) (…) A fome já assola os lares mais pobres; a população pressente o seu alastramento e rebentam tumultos pelas capitais dos Distritos. Como previra Eça de Queiroz, Portugal está imerso numa «balbúrdia sanguinolenta». Como se não bastasse a falta de subsistências, o governo de Afonso Costa [de 23 a 27 de Fevereiro de 1916] decide perpetrar um acto provocatório, contra a Alemanha, capturando todos os navios de pavilhão germânico que tinham sido autorizados a recolher-se em portos portugueses. A ameaça diplomática não tardará.
No princípio de 1914, Freire de Andrade, responsável pelos Negócios Estrangeiros, já tinha observado: «Durante este tempo, tem continuado uma campanha jornalística violenta, em que alguns indivíduos pretendendo representar a opinião do Povo, procuram por todos os meios, forçar (Portugal) à guerra, seja como for (…) Demais, tudo leva a crer que a Alemanha, declaradas que sejam as hostilidades, invadirá Angola e, assim, as nossas tropas muito melhor serviço fariam ali, do que em França, visto que, neste país, elas seriam apenas uma gota de água no oceano de homens que lá combatem, enquanto que, em Angola, não só defenderiam a nossa terra, como auxiliariam eficazmente os Ingleses do Cabo».
Pelo seu lado, os Ingleses não estavam interessados na intervenção portuguesa na guerra e declaram [a 13 de Novembro de 1914]: «O Governo de S. Majestade considera essencial que o governo português se não comprometa a uma declaração de guerra». A 15 de Janeiro de 1915: «Espera-se que o governo português se abstenha de declarar a guerra, mas tome as medidas necessárias à defesa do país». E a 27 de Outubro: «Se o próprio governo português declarar a guerra à Alemanha, fá-lo-á sob a sua responsabilidade e não deve dizer que é obrigado a esse procedimento, em consequência da Aliança».
Mas, apesar das bem explícitas e repetidas advertências da Grã-Bretanha, António José de Almeida impele Portugal para a guerra, justificando: «É necessário que, ao chegarmos ao fim da guerra, possamos manter intacto, se não aumentado, o nosso domínio colonial de África».
Norton de Matos [… mais tarde, o grande opositor de Salazar, quando se candidatou à Presidência da República. Foi Grão-Mestre da Maçonaria.], numa exortação à juventude, em «A Nação Una», escreve: «Não deixeis que ninguém toque no território nacional: conservar intactos na posse da Nação os territórios de Aquém e Além-mar é o nosso principal dever. Não ceder, não vender ou trocar, ou por qualquer outra forma alienar a menor parcela do território, tem de ser sempre o vosso mandamento fundamental. Se alguém passar ao vosso lado e vos segredar palavras de desânimo, procurando convencer-vos de que não podemos manter tão grande império, expulsai-o do convívio da Nação (…) Esses territórios constituem províncias tão portuguesas, como a metrópole. A Nação é só uma e qualquer horda demográfica, ou capitalista, que quiser invadir Angola ou Moçambique, seria recebida por nós, como se tentasse invadir Lisboa». Assim, embarcaram para África, duas expedições. Entretanto, a França obtinha uma base naval, em Leixões. Em Ponta Delgada, montou-se outra base, euro-americana [a América do Norte entraria na guerra, a 6 de Abril], e outra ainda, inglesa, em S. Vicente de Cabo Verde.
(…)
Alheando-se do esmagador déficit financeiro e assustadora subida do custo de vida; das astronómicas despesas militares que a guerra virá a implicar; do ainda maior endividamento de Portugal ao estrangeiro, o governo declara Portugal em estado de guerra contra a Alemanha [decisão parlamentar de 7 de Julho]. (...)"
[in “História da Polícia em Portugal” (II-A POLÍCIA PORTUGUESA NA ÉPOCA CONTEMPORÃNEA / 4-A Alvorada Republicana - excertos das pp. 201-220), de (Fernando) Mascarenhas Barreto (Fronteira e Alorna)]

virgilio disse...

Concordo inteiramente.

VIRGÍLIO CARVALHO.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

As manhas são tantas e tão mafiosas que eles seguram-se sempre à corda central de modo a nunca perderem "o Tacho..."