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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Mar Verde e a Não-Ilha

“Não há dúvida de que a Líbia, excepto na parte que confina com a Ásia, é circundada pelo mar. O primeiro a demonstrá-lo, tanto quanto consta, foi Necao, rei do Egipto. O qual, depois de ter deixado de escavar o canal do Nilo ao golfo Arábico, mandou marinheiros fenícios a bordo de navios mercantes, com o encargo de regressarem pelas Colunas de Hércules, até chegarem ao mar do Setentrião e ao Egipto. E os Fenícios partiram do mar Vermelho e percorreram o Mar do Meio Dia. Chegado o Outono ancoravam, semeavam a terra nos pontos da Libia onde a sua navegação havia chegado, e esperavam pela colheita. Faziam a colheita do grão e tornavam a partir. Passaram-se dois anos e no terceiro, dobraram as Colunas de Hércules e chegaram ao Egipto. E diziam uma coisa na qual eu, por mim, não acredito, mas outros, talvez sim: isto é, terem visto, durante a circum-navegação da Libia, o Sol à sua direita.”

Herodoto,
Histórias


“Nós somos filhos de Canaan de Sidon, a cidade do rei. O comércio atirou-nos a esta praia distante. Sacrificámos um jovem aos deuses e às deusas, no ano décimo nono de Hirão, nosso rei poderoso. Partimos de Eziongeber no mar Vermelho e viajámos com dez navios. Mantivemo-nos juntos no mar durante dois anos, à volta da Terra de Cam (África), mas a tempestade separou-nos e nunca mais nos encontramos com os nossos companheiros. Assim, viemos ter aqui, doze homens e três mulheres, a uma praia que eu, o almirante, governo. Possam os deuses e as deusas favorecer-nos!”

Inscrição da Paraíba


“Na parte mais profunda, encontrava-se uma ilha, semelhante à precedente, contendo um lago; neste, havia uma outra ilha (Fernão Pó e Príncipe), cheia de homens selvagens. As mulheres, com o corpo coberto de pelos, eram mais numerosas; os intérpretes chamavam-lhes “hapax” (que alguns acreditam tratar-se de gorilas). Tendo-os perseguido, não conseguimos capturar homens, pois fugiam todos, escalando locais escarpados e defendendo-se com pedras, mas apanhamos os que as levavam, não queriam segui-los. Tendo-as morto em consequência, esfolámo-las e levamos as suas peles para Cartago. Na verdade, tendo-nos faltado os víveres, não navegámos mais para a frente.”

Périplo de Hanão


“It lies farther out in the ocean, opposite the mountains of Suedea, or the Riphen range. To this island, it is said, one can sail from the shore of Nortmannia in five or seven days, as likewise to Iceland. The people there are blue from the salt water; and from this the region takes his name. They live in a similar fashion to the Icelanders, except that they are more cruel and trouble seafarers by predatory attacks.”

Fridtj of Nansen, in
Northern Mists: Artic Exploration in Early Times


“Como gostaria de saber mais sobre os sátiros, falava deles com numerosas pessoas. O cariano Euphenos contou-me que, indo a Itália, fora apanhado por uma tempestade e atirado para o mar exterior, onde por costume não se vai. Ali há muitas ilhas desertas, e noutras ilhas povos selvagens. Eles não queriam desembarcar porque já lá tinham estado antes e conheciam os habitantes. Mas, desta vez, foram obrigados a abordar. Os marinheiros chamam a estas ilhas “Satiridas”. Os habitantes seriam vermelhos como o fogo e teriam uma cauda, comprida como a do cavalo. Quando viram o barco, aproximaram-se das mulheres que iam a bordo. Intimidados, os marinheiros acabaram por lhes dar uma mulher bárbara. Os sátiros atiraram-se a ela para satisfazer a sua lubricidade.”

Pausânias


“Quando corria o ano 714 depois de Cristo, a Ilha das Sete Cidades, acima figurada, foi povoada por um arcebispo do Porto em Portugal, com outros seis bispos e cristãos, homens e mulheres, os quais, tinham fugido de Espanha em barcos, e vieram com os seus animais e fortunas. Foi por acaso que no ano de 1414 um navio castelhano dela se aproximou.”

Martin Behaim


“Contam que no oitavo século da era cristã, sete bispos portugueses, seguidos dos seus crentes, embarcaram para essa ilha, onde construíram sete cidades, e que não quiseram mais deixar, tendo queimado os seus navios para eliminar a possibilidade de regresso.”

Fernando Colombo


“Depois da derrota de Roderico os mouros espalharam-se pela província, cometendo barbáries inumanas. A maior resistência era em Mérida. Os defensores, muitos dos quais eram portugueses, que pertenciam ao Supremo Tribunal da Lusitânia, eram comandados por Sacaru, um nobre godo. Muitas acções corajosas decorreram neste cerco, mas como não apareciam reforços e as provisões começavam a escassear a cidade rendeu-se sem condições. O comandante da Lusitânia, atravessando Portugal, chegou a uma cidade costeira, onde, reunindo um bom número de navios, lançou-se ao mar, mas ignora-se a que parte do mundo eles foram. Existe uma antiga lenda de uma ilha chamada Antilla no oceano ocidental, habitada por portugueses, mas que ainda não pôde ser descoberta.”

Faria e Sousa





Mapa de Ortelius, de 1595

A armada prepara-se para o Novo Mundo, a Ilha Esmeralda mira o Mar Incógnito e prepara o seu voo náutico. É este o verde que veste a espiritual soberania, que irradia o conhecimento e edifica a santidade paradisíaca, a Não-Ilha onde a Antilia. Ilha Encoberta da Utopia que cavalga na dianteira de uma Europa Renascentista ilustrada em Rafael Hitlodeu por Thomas Moore, ou simplesmente o açoriano lugar de culto ao Espírito Santo de onde um Portugal perdido esperava Sebastião para instalar a Idade da Luz em Carne.

Mas também nos nossos mares, explanando a jornada, a pureza das pombas da Ilha do Pico, a uva celeste da lendária Ilha das Uvas ou a vital e protectora Madeira. A ilha do santo irlandês São Brandão, que lá pisou acompanhado dos catorze padroeiros, e de mente, corpo e alma, contemplou a brancura da bem-aventurança e o negrume maternal da morte, o rosto dos anjos caídos nas aves míticas, e a recompensa da fé a pousar nos campos verdejantes.

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