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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

NOVA ÁGUIA Nº 9: EDITORIAL

Em Janeiro de 1912, Teixeira de Pascoaes escrevia: “Neste momento genesíaco e caótico da nossa Pátria, é necessário que todas as forças reconstrutivas se organizem e trabalhem, para que ela atinja rapidamente a sonhada e desejada harmonia.”. Segundo Raul Proença, importava “dar uma alma nova à nossa nacionalidade, despertar a acção e vida nesta existência e modorra”.
Decorridos 100 anos sobre a génese da Renascença Portuguesa, que um dia Jaime Cortesão havia sonhado, com o propósito “de fundar uma Associação dos artistas e dos intelectuais portugueses, com o fim principal de exercer a sua acção isenta de facciosismos políticos”, uma “acção social orientadora educativa”, o seu legado está ainda por se cumprir.
Tendo sido criada para dar uma orientação maior, superior, à República, esta, infelizmente, preferiu seguir outros caminhos, mais imediatos, com os resultados que se conhecem. Por isso, ficou a promessa da Renascença Portuguesa parcialmente adiada, não obstante todas as sementes que então se lançaram à terra e alguns frutos que, na época, ainda foi possível colher: falamos, em particular, das Universidades Populares e da ainda hoje impressionante série de edições, que visavam promover uma elevação cultural e cívica de todo o povo português.
Na altura, a Renascença Portuguesa foi, de facto, o mais marcante movimento cultural e cívico, que agregou as mais insignes personalidades da época, sendo, ao mesmo tempo, a voz de uma nova geração que emergia e se afirmava. Se o seu legado não se cumpriu plenamente, o seu exemplo de dedicação à comunidade pátria persiste por inteiro ainda hoje, para que as gerações de hoje cumpram esse legado, essa tarefa.
Por tudo isso, a NOVA ÁGUIA evoca, neste número, os 100 anos da Renascença Portuguesa. Se há 100 anos importava fazer renascer Portugal, quem não dirá o mesmo hoje? Se Portugal há 100 anos parecia morto, quem, hoje, dirá o contrário? Ao evocarmos os 100 anos da Renascença Portuguesa, evocamos pois uma memória viva, de tal modo que quisemos aqui, neste número, olhar sobretudo para a futuro, para a frente. Daí a questão que colocámos: como será Portugal daqui a 100 anos? Decerto, um desafio ousado, mas quisemos sobretudo abrir Horizontes, porque sem Horizontes não há caminho que valha.
*
Constituindo, essa, a secção principal, houve espaço, como sempre tem acontecido, para outras temáticas. Assim, para além de textos ainda sobre Álvaro Ribeiro (autor destacado no número anterior), publicamos, neste número da NOVA ÁGUIA, textos sobre outras figuras, nomeadamente sobre algumas personalidades mais ligadas à Renascença Portuguesa: falamos, entre outros, de Sampaio Bruno, Guerra Junqueiro e Jaime Cortesão.
Como sempre, houve também lugar para outros voos – nomeadamente, até à Galiza (“Ernesto Guerra da Cal, Mestre da Nova Galeguidade. Notas para um Centenário”), ao Brasil (“Sílvio Romero: O Elemento Português no Brasil”), a Timor-Leste (“A Lusofonia em Timor-Leste – Além da mera sobrevivência da Língua Portuguesa”) e a Cabo Verde.
A respeito da Mátria de Cesária Évora – cuja memória aqui sentidamente evocamos –, publicamos, de resto, três textos: de António Braz Teixeira (“A Saudade na Poesia da Claridade”), de Elter Manuel Carlos (“A singularidade da leitura do olhar cabo-verdiano”) e de Adriano Moreira – falamos do Discurso que proferiu, recentemente, ao aceitar o título de Doutoramento Honoris Causa por parte da Universidade do Mindelo: “Uma Meditação sobre a Universidade”.
Depois de já termos publicado três números sobre personalidades ligadas à Renascença Portuguesa – Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva (para além do número que dedicámos aos “100 anos d’A Águia”) –, o mesmo acontecerá, de novo, já no próximo número, cujo tema maior será: “Leonardo Coimbra – Razão e Espiritualidade: nos 100 anos d’O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)”. Uma vez mais, um grande número da NOVA ÁGUIA em perspectiva.

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Ver Índice:
http://novaaguia.blogspot.com/2012/02/nova-aguia-n-9-ja-ha-indice.html

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