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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

domingo, 23 de outubro de 2011

Pedro Pires quer usar prémio Mo Ibrahim para investir em África

Em entrevista à Rádio ONU, o galardoado e antigo presidente de Cabo Verde considerou importante ampliar debate sobre questões africanas; valor deve ser aplicado na documentação da história de libertadores cabo-verdianos.

O ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, disse que vai usar o valor do Prémio Mo Ibrahim de Liderança Africana para promover o debate sobre questões do continente. O prémio é de US$ 5 milhões.

A distinção ao antigo estadista, anunciada nesta segunda-feira, deveu-se às “suas qualidades no reforço da democracia, boa governação e desenvolvimento económico, ao tornar Cabo Verde num modelo para outros países da África Ocidental na busca e manutenção da democracia.”

Montante

O prémio da Fundação do mesmo nome, do magnata britânico de origem sudanesa, é considerado o maior atribuído anualmente em todo o mundo. O valor de US$ 5 milhões é entregue ao vencedor durante 10 anos, seguidos de US$ 200 mil anuais por toda a vida.

Em declarações à Rádio ONU, da Cidade da Praia, Pedro Pires falou das primeiras intenções em relação à aplicação do montante.

Investigação

“Eu vou ficar em África e vou procurar ser útil ao continente na matéria de ideias e de debates. Ainda estou na fase inicial, de modo que não posso ter ideias já elaboradas e concretas mas irá, nesse sentido, para a história do meu país, para que as pessoas o conheçam melhor. A sua projecção e o apoio à investigação em determinadas áreas e tentar criar um think tank para debater questões africanas e, particularmente, as questões da África Ocidental”.

Pires destacou que um centro de pesquisa sobre histórias de combatentes de libertação do seu país deverá usar os recursos para recolher as suas memórias e depoimentos.

Luta de Libertação

“Com tudo isso, deixar a história do nosso combate e das nossas intenções para a próxima geração. Pretendo apoiar, com os recursos, a edição de obras ligadas à nossa luta de libertação nacional, a todo esse nosso empenho. Está claro que vou trabalhar sobre as minhas memórias e editar os meus discursos. Os da presidência estão prontos, só faltava dinheiro”

De acordo com Pedro Pires, o prémio deverá ser entregue na capital tunisina, Tunes, a 12 de Novembro.

Guiné-Bissau

O antigo líder disse ter ainda “responsabilidade em fazer algo pela Guiné-Bissau” e referiu que o desafio da Cplp é o de assegurar meios para a reforma do pessoal antigo das forças armadas.

Além do papel de Cabo Verde no processo, Pires ressaltou o contributo de Angola, Brasil e de Portugal além do bloco regional, Cedeao, na criação de condições para a consolidação da estabilidade.

O Prémio Mo Ibrahim já foi atribuído aos antigos presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano, em 2007, e do Botsuana, Festus Mogae, em 2008.

Fonte: Notícias Lusófonas

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