… Vasco Graça Moura completaria hoje, 3 de Janeiro de 2022, 80 anos. Mas não é nem o fez porque nos deixou cedo, demasiado cedo, a 27 de Abril de 2014. Ficaram as saudades, que só têm aumentado nestes anos que já passaram. E tanta, mas tanta falta que ele nos faz.
MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasegunda-feira, 3 de janeiro de 2022
Se ainda fosse vivo…
… Vasco Graça Moura completaria hoje, 3 de Janeiro de 2022, 80 anos. Mas não é nem o fez porque nos deixou cedo, demasiado cedo, a 27 de Abril de 2014. Ficaram as saudades, que só têm aumentado nestes anos que já passaram. E tanta, mas tanta falta que ele nos faz.
terça-feira, 5 de julho de 2016
Obrigado: Mais uma vez, ao Mestre…
domingo, 25 de novembro de 2012
25 de Novembro de 1975
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
XI Curso Livre de História Contemporânea

terça-feira, 5 de julho de 2011
Obrigado: A António de Macedo…
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Foi há 25 anos…
sábado, 4 de dezembro de 2010
SIDÓNIO PAIS

Tacticamente, repetia-se o 5 de Outubro, com poucos oficiais (quase todos cadetes e alferes), abundância relativa de peças de artilharia e ocupação de um ponto estratégico de Lisboa.

sábado, 16 de outubro de 2010
A Leva da Morte
Na tarde de 16 de Outubro de 1918, Francisco Correia de Herédia, primeiro e único visconde da Ribeira Grande, foi assassinado.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
19 de Setembro: 65º aniversário da libertação de Timor da invasão japonesa
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
50.º aniversário da morte de Jaime Cortesão
Ao longo deste mês, os Cadernos de Filosofia Extravagante comemoram o 50.º aniversário da morte de Jaime Cortesão, que nos deixou em 14 de Agosto de 1960. domingo, 2 de maio de 2010
Amor de Mãe
Whatever else is unsure in this stinking dunghill of a world a mother's love is not. James Joyce
Fotografia: Marilyn Monroe reading Ulysses, Eve Arnold, 1955
Também publicado no blog O Bar do Ossian.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Apesar de tudo, salve o 1º de Maio!
2. Convém recordar que a festa do 1º de Maio teve origem na chamada “Jornada dos Mártires de Chicago”, de 1/5/1886, na qual os trabalhadores americanos se bateram pela redução do horário de trabalho para 8 horas diárias ou 48 semanais. A repressão foi feroz e muitos morreram.
3. Porém, tal luta permanece atual, especialmente nestes tempos de crise, pois muitos trabalhadores continuam a laborar mais de 8 horas por dia ou são obrigados a fazer horas extraordinárias sem a devida retribuição (basta ir a um centro comercial), para além de outras formas de exploração, como continua ser a nojenta exploração do trabalho infantil, a que é urgente por cobro.
4. Também urge mais e melhor fiscalização das condições de trabalho, especialmente no que tange à higiene, saúde e segurança, sem esquecer as indispensáveis medidas de prevenção, tendentes a tirar Portugal da cauda da Europa no que respeita a acidentes de trabalho e a doenças profissionais, sem nunca olvidar a discriminação sexual e racial e o chamado assédio no trabalho, que não é apenas o sexual, mas que engloba também o “terrorismo psicológico” (reprimenda, desprezo, isolamento, desocupação, desqualificação, etc), em violação flagrante da dignidade de cada trabalhador(a).
5. Neste mundo cada vez mais globalizado, convém lembrar a todos, a começar pelo Governo, que o aumento da produtividade e da competitividade exigem soluções corajosas e rápidas, mas em concertação, começando pelo fim da chamada formação profissional dispersa e descoordenada e num melhor sistema educativo-profissional integrado, com novas escolas técnico-profissionais até ao nível universitário, não só para os jovens que vão entrar no mercado de trabalho, como para os trabalhadores em geral e até para os empresários, ensino este que poderia resultar de parcerias entre o Estado, os Municípios e as Associações Sindicais e Empresariais.
6. A situação de calamitoso desemprego a que o anterior e o atual governo conduziu o país, bem como o galopante aumento da pobreza, implicam soluções corajosas, que, para serem eficazes, devem ser tomadas em concertação social e, acima de tudo, urge fomentar o investimento, desde logo com incentivos fiscais. Mas, realisticamente, não me parece que o atual governo tenha credibilidade para isso e daí que o Presidente da República e as forças políticas principais têm de ousar tomar decisões, a fim do país não continuar a caminhar para o descalabro grego.
Existem ainda muitas “grilhetas” por quebrar, reais ou sofisticadas, neste mundo onde reina a exploração da mão-de-obra barata, ao mesmo tempo que alguns senhores gestores auferem remunerações escandalosas. Cabe aos homens livres, justos e de bons costumes pugnar pelo fim da chamada moderna escravatura.
VIVA O 1º de MAIO! - VIVAM OS TRABALHADORES PORTUGUESES!
domingo, 25 de abril de 2010
Sinto-me feliz [...] por me permitir ter vingado todas as injustiças que nos fizeram na Guiné (Salgueiro Maia)
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Alexandre Herculano (1810-2010) – breves considerações histórico-culturais no ano do Bicentenário do seu nascimento
Alexandre Herculano de Carvalho Araújo ( 1810-1877 ) de seu nome completo foi um dos mais importantes intelectuais do século XIX em Portugal. Teve um génio cultural plurifacetado que se manifestou nas variadíssimas funções públicas que exerceu como bibliotecário (da Biblioteca do Porto, das Bibliotecas Reais das Necessidades e da Ajuda), jornalista, romancista, contista, poeta, político e, fundamentalmente, como historiador.A vivência e a ideologia que sustentou são marcadas pelo contexto revolucionário liberal em que cresceu. Foi um denodado partidário de D. Pedro IV e foi um dos militares que desembarcou na praia do Mindelo a 8 de Julho de 1832, ajudando o país a libertar-se do regime Miguelista.
As suas ideias políticas foram a génese intelectual de futuros movimentos doutrinários que se manifestaram na sociedade portuguesa no século XX. De facto, a sua concepção de um poder justo passava pelo reforço dos mecanismos decisórios dos Municípios, pois acreditava que estes garantiriam menos abusos dos poderosos por, eventualmente, serem melhor controlados pelas bases sociais . Esta ideia de descentralização da administração pública defendida por Herculano, no jornal O Panorama, foi certamente o fundamento do estandarte ideológico dos Republicanos que defenderam este princípio, tal como terá sido o fundamento remoto da ideia da Regionalização que, por vezes, surge no actual regime democrático.
Alexandre Herculano pugnou por um liberalismo moderado, assumindo-se como um Cartista, que não alinhava nem nas ideias “socializantes”, nem nas ideias propulsoras dum capitalismo desenfreado . Foi, neste contexto, de discussão do modelo de desenvolvimento socioeconómico para o país que se torna deputado Cartista às Cortes na legislatura 1840. Mais tarde, ainda exerceu a Presidência da Câmara de Belém em 1854-1855, mas terá percebido, então, que essa não era a sua verdadeira vocação.
No entanto, as suas ideias políticas, sociais, literárias e científicas exerceram sobre o país um magistério intelectual e moral que influenciaram várias gerações. Uma das suas ideias peregrinas evocava a necessidade de consolidar uma classe média forte e culta como forma de travar a nefasta corrupção que grassava no país. Algumas das suas polémicas, no contexto da implantação do Liberalismo, feriram a imagem da Igreja Católica ao contestar o “Milagre de Ourique”, na sua História de Portugal , e ao relembrar o papel do Tribunal do Santo Ofício na obra História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal. Por outro lado, já na conjuntura da “Regeneração”, no terceiro quartel do século XIX, foi um dos grandes críticos da política Fontista dos melhoramentos materiais .
A mentalidade do Romantismo perpassa toda a sua vida e obra, em particular na idealização da Idade Média como um idílico refúgio para a hedionda modernidade industrial numa típica manifestação da atitude deste movimento de conceder a primazia ao sentimento.
O jornalismo de Alexandre Herculano emerge, a partir de 1837, na redacção e na direcção da publicação periódica de intervenção cívica e cultural intitulada “O Panorama”, que tratava de temas artísticos, literários e científicos.
Herculano foi, também, devido ao seu génio criativo e à sua vasta erudição relativa à Idade Média nacional o introdutor da Literatura Histórica em Portugal ( romances e contos ) ao inspirar-se nas notáveis obras literárias de Walter Scott e de Vítor Hugo. Destas suas criações literárias merecem especial destaque o romance Eurico, o presbítero e Lendas e Narrativas. Um dos seus textos mais memoráveis é, para mim, a lenda “A Abóboda (1401)” em que o nosso literato nos conta com enlevado sentido poético o desabar da abóbada da Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Maria da Vitória ( Batalha ). Ouçamos as palavras de mestre Herculano:
“(…) As portas haviam estoirado nos seus grossíssimos gonzos e muito cimento solto e pedras quebradas tinham rolado pelo portal fora, (…) Olhando para o interior daquela imensa quadra (…) a Lua, que passava tranquila nos ceús, reflectia o seu clarão pálido sobre este montão de ruínas (…) e por cima daquele temeroso silêncio passava o frio leste da noite e vinha bater nas faces turbadas dos que, apinhados na sacristia, contemplavam este lastimoso espectáculo. (…)” (Alexandre Herculano, “A abóbada (1401), in Lendas e Narrativas, Lisboa, Publicações Europa-América, Colecção Livros de Bolso, s.d., p. 173 )
Este pujante intelectual teve, ainda, um relevante papel na modernização da Historiografia Portuguesa no século XIX ao introduzir, como pioneiro, uma matriz institucionalista nos estudos históricos, dando, ao mesmo tempo, ênfase à sua predilecção pelo período medieval. Com efeito, as suas obras historiográficas, já supramencionadas, foram a génese da historiografia científica. Neste campo de trabalho, sobressaiu o seu labor na recolha de documentos dos cartórios conventuais que foram compilados na volumosa obra “Portugaliae Monumenta Histórica”, feita nos anos de 1853-1854, a pedido da Academia das Ciências de Lisboa.
Há uma frase sua do prefácio da 3ª edição da História de Portugal, em 1863, que o consagrou como intelectual, que nos ajuda a explicar o exílio rural a que se submeteu na sua Quinta de Vale de Lobos, no distrito de Santarém, quando se encontrava já profundamente desiludido com a vida pública portuguesa: “(…) Pobres homens práticos! Pobres estadistas!” . Este exílio de mundanidade a que se submeteu na sua bucólica e romântica Quinta decorreu da força da sua autoridade moral que o fizeram permanecer fiel a valores e a ideais para não se deixar corromper nos meandros da vida pública. Num dos seus últimos textos, o escritor e jornalista Francisco José Viegas traça, numa bela síntese, o paralelismo entre esta sensação de Herculano e a que paira nos nossos prezados concidadãos (http://www.fjv-cronicas.blogspot.com/).
Nuno Sotto Mayor Ferrão
Publicado originalmente a 31 de Março de 2010 e com notas acrescidas em

