MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasábado, 30 de novembro de 2013
Xanana Gusmão pede para portugueses continuarem a acreditar no país
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Comités reúnem-se para "adiar ou cancelar" Jogos da Lusofonia
domingo, 29 de abril de 2012
Debate: Como seremos um país economicamente viável?
Carlos Vargas
Membro do Conselho Consultivo do MIL
Ciclo de Debates "Reaprender a Democracia": Como seremos um país economicamente viável?
.o conceito de Estado-Nação tem que ser revisto
.crescer por crescer e a incompatibilidade com a finitude dos recursos e a sustentabilidade ecológica
.obsolescência programada
.a teoria do decrescimento por oposição à impossibilidade do crescimento advogado pela teoria económica atual
.O bloqueio alemão ao funcionamento do BCE como "banco de último recurso".
.o domínio económico do eixo anglo-saxónico no materialismo da sociedade atual e o paradoxo do caso do Brasil, com o seu cruzamento de influências muito próprio.
.O que irá passar-se no mundo, irá passar-se primeiro no Brasil, país de charneira.
.os portugueses são o exemplo iberico de teimosia em quer ser e em ser capaz de ser
.a capacidade portuguesa de mediação entre partes que estão em conflito
.somos o resultado da convivência das três grandes tradições religiosas: a cristã, a judaica e a islâmica
Ciclo de Debates "Reaprender a Democracia": Como seremos um país economicamente viável?
Renato Epifânio
Presidente do MIL
Ciclo de debates organizado conjuntamente pelo
MIL: Movimento Internacional Lusófono
http://www.movimentolusofono.org
e pela
PODe: PODe: Plataforma Outra Democracia
http://podept.blogspot.pt
Ciclo de Debates "Reaprender a Democracia": Como seremos um país economicamente viável?
Debate aberto à audiência e com intervenção do sociólogo António Pedro Dores (PODe)
Ciclo de debates organizado conjuntamente pelo
MIL: Movimento Internacional Lusófono
http://www.movimentolusofono.org
e pela
PODe: PODe: Plataforma Outra Democracia
http://podept.blogspot.pt
domingo, 19 de junho de 2011
Vídeos: Assinatura de Protocolo Pró-AGLP/MIL e Debate MIL: Cooperação Lusófona no Ensino de 18 de junho de 2011
Intervenção de Maria Dovigo na assinatura do protocolo Pró-AGLP / MIL
Com Maria de Deus Manso, Sandra Oliveira e Mário Constantino, da CPLP, Renato Epifânio e várias intervenções de membros da Comissão Executiva, do Conselho Consultivo e de vários membros e associados do MIL
quinta-feira, 5 de maio de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cidália Dias venceu prémio literário Ruy Cinatti
Díli 11 abr (lusa) -- Cidália Dias, uma jovem timorense finalista do Departamento de Língua Portuguesa da Universidade Nacional Timor Lorosae, foi a vencedora do prémio literário Ruy Cinatti, anunciou hoje o júri.
O prémio de literatura Ruy Cinatti é uma iniciativa para Timor-Leste da Imprensa Nacional -- Casa da Moeda, com o objetivo de distinguir uma obra inédita, em prosa ou poesia, de autoria timorense, escrita em Língua Portuguesa.
A cerimónia do anúncio do vencedor da primeira edição do Prémio Ruy Cinatti decorreu hoje na Escola Portuguesa de Díli, com a presença do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, deputados, membros do corpo diplomático e outras entidades.
O júri foi presidido pelo professor Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta, tendo feito parte do mesmo Fernanda Borges e Manuel Tilman, membros do Parlamento de Timor-Leste.
A obra premiada, de Cidália Dias, descreve a sua vivência pessoal na juventude e as dificuldades do seu percurso no meio universitário e vai ser editada.
A autora, que recebeu o prémio no valor de 1.600 dólares (1.104 euros), tem outros trabalhos concluídos, a aguardar publicação.
O concurso foi aberto no dia 15 de outubro de 2010, tendo sido convidados todos os cidadãos timorenses a participar na competição literária, que terá periodicidade anual e se destina a contribuir para a consolidação da Língua Portuguesa no país.
O poeta português Ruy Cinatti (1915-1986), que inspirou a criação do prémio literário, formou-se no Instituto Superior de Agronomia, estudou etnologia e antropologia social em Oxford e viveu várias temporadas, entre 1946 e 1966, em Timor-Leste, a que dedicou vários estudos.
MSO
Lusa / Fim
http://noticias.sapo.ao/lusa/artigo/12407773.html
domingo, 18 de abril de 2010
Cultura e liberdade, breves considerações sobre a cultura portuguesa na actualidade face aos novos desafios e constrangimentos da cidadania global
O regime do Estado Novo, tal como os regimes autoritários seus contemporâneos, limitou os direitos e as liberdades individuais amesquinhando as virtualidades criativas dos fenómenos culturais. Houve, assim, um empobrecimento das actividades culturais que eram alvo da censura prévia: na imprensa, no teatro, no cinema, na rádio e na televisão. Neste contexto repressivo, o Secretariado de Propaganda Nacional/ Secretariado Nacional de Informação, inicialmente dirigido por António Ferro até 1949, procurou criar padrões culturais adaptados à ideologia Salazarista na designada “Política do Espírito”. Como exemplo da tentativa de refrear os ímpetos de insinuações simbólicas na Literatura podemos evocar o livro do escritor Aquilino Ribeiro “Príncipes de Portugal suas grandezas e misérias”1 publicado em 1952 e impedido pela Direcção dos Serviços de Censura de ser reeditado no ano seguinte.Com a Revolução do 25 de Abril de 1974, que comemoramos este ano o trigésimo sexto aniversário, instaurou-se um regime de liberdade política e cultural que permitiu que as criações culturais se espraiassem pelo país. Apareceram as obras de marcada índole interventiva ( nas canções, na poesia e na “arte mural” ) que ajudaram à desestruturação das mentalidades da sociedade portuguesa. A cultura portuguesa foi, pois, bafejada por uma lufada de ar fresco que lhe pe
rmitiu renovar-se.A revista “Nova Águia”2 , surgida em 2008, sendo inspirada na revista “A Águia” pretende recriar o vigor cultural e espiritual dos criativos agentes intelectuais do início do século XX. No “Manifesto” da “Nova Águia” evidencia-se a crise cultural em que o país vive, pretendendo-se com o concurso de várias sinergias sociais e institucionais incutir um novo vigor cultural a Portugal.
A “Nova Águia” colhe, pois, a inspiração da ínclita geração dos intelectuais portugueses do início do século XX que verteram a sua criatividade, inteligência e sensibilidade na revista “A Águia”, mas deseja responder aos prementes desafios de padronização cultural implicados pelo processo da Globalização. Deste modo, esta revista, semi-revivalista, acredita nas potencialidades do legado do património cultural português que nos define como uma identidade nacional, cujo valor é relevante para enfrentar estes imensos desafios. Daí o paradigma cultural da “Nova Águia” assentar na concepção de um universalismo lusófono, defendido por Jaime Cortesão, que permita a Portugal ajudar a edificar uma alterglobalização3. Assim, tal como a “Águia”, se constituiu como órgão de informação da “Renascença Portuguesa”, a “Nova Águia” é o veículo informativo/formativo de comunicação do Movimento Internacional Lusófono que pretende pela acção cívica e cultural dentro do espaço geográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa consolidar um sentimento de pertença e de entreajuda entre os povos irmãos em afinidades afectivas e experiências históricas.
O tema do número cinco da revista “Nova Águia” resulta do entrelaçamento entre a comemoração do nascimento da revista “A Águia” em 1 de Dezembro de 1910, dado que esta foi um projecto que teve frutos espirituais muito importantes4, e da ponderação dos diversos colaboradores relativamente ao diagnóstico da situação cultural portuguesa dos nossos dias. Se nos diversos textos de qualidade e rigor, que nos são apresentados, aparecem diversas perspectivas, todas nos traduzem um labor de pesquisa, de reflexão e de inspiração em torno da articulação destas duas problemáticas. Em particular, destaco, pelo vigor conceptual, os textos dos Professores Adriano Moreira, Paulo Borges e Pinharanda Gomes.
Como vos disse a cultura portuguesa no quadro da Globalização em curso está cada vez mais estereotipada e manietada pelos constrangimentos desta conjuntura internacional. Na verdade, a cultura surge como um bem crescentemente subalternizado, em detrimento de uma Civilização intelectual e eticamente responsável, pois a educação crescentemente tem sido submersa pela exacerbada valorização dos paradigmas tecnicistas tão ao gosto dos políticos tecnocráticos de serviço. A constatação desta realidade socioeducativa do nosso mundo, que vive numa sociedade da informação, desperta-nos para o paradoxo subsistente no facto de uma grande parte da população, apesar de alfabetizada, permanecer num estado de iliteracia que dificulta a intervenção cívica. Não espanta que os tecnocratas “esfreguem as mãos” de contentamento ao manietarem as capacidades de intervenção cívica das populações com este tipo de paradigma educativo e com a crescente complexidade da teia legislativa. Edmund Burke5, teorizador do conservadorismo no século XVIII, ficaria radiante com esta estratégia dos modernos tecnocratas que tem conduzido à prevalência das “democracias musculadas” de que os politólogos nos têm revelado.
A cultura segundo a acepção dos sociólogos6 tem uma dimensão mais lata por abranger valores, princípios, normas e costumes e, por isso, quanto mais claustrofóbica for uma cultura menos possibilidades criativas lhe são oferecidas. Reside, portanto, aqui o verdadeiro dilema das sociedades contemporâneas que se querem excessivamente competitivas e organizadas, que ao reduzirem os tempos de lazer, levam ao fechamento cultural, ao empobrecimento qualitativo da vida dos cidadãos e à pouca estimulação das capacidades criativas em benefício da domesticação tecnocrática das democracias e dos cidadãos.
Notas:
1- Aquilino Ribeiro, Príncipes de Portugal suas grandezas e misérias, Lisboa, Portugália Editora, 2008.
2- Cf. Manifesto da revista disponível em: www.novaaguia.blogspot.com
3- Vide para uma percepção actualista o livro, ainda no prelo, de Renato Epifânio, A via lusófona – um novo horizonte para Portugal, Sintra, Edições Zéfiro, 2010 afigura-se-nos fundamental ou, para uma sistémica percepção cultural, o livro de Paulo Borges, Uma visão armilar do mundo, Lisboa, Edição Verbo, 2010.
4- Nuno Sotto Mayor Ferrão, “Leonardo Coimbra, a revista “A Águia” e o panorama cultural contemporâneo”, in Nova Águia, nº 5, Sintra, Editora Zéfiro, 2010, pp. 34-36
5- António de Sousa Lara, “Edmund Burke (1729-1797), in Da História das ideias políticas à teoria das ideologias, Rio de Mouro, Editor Pedro Ferreira, 1995, pp. 192-196.
6- Antonhy Giddens, Sociologia, Lisboa, Edição Fundação Calouste Gulbenkian, 2009, pp. 4
Nuno Sotto Mayor Ferrão
Publicado originalmente em: http://www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt/
