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MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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sábado, 4 de fevereiro de 2023

Estados Unidos da América - Comunidade portuguesa na Florida está a rejuvenescer

 A comunidade de origem portuguesa na Florida, um dos estados que está a crescer mais na atração de luso-americanos, “tem agora muita juventude”, disse o emigrante português e diretor da Rádio Portugal Florida, numa sessão sobre a diáspora nos Estados Unidos

“Essa teoria de serem só reformados aqui mudou drasticamente”, afirmou Augusto Costa, que chegou ao estado em 2002. Estima-se que haja cerca de 80 mil pessoas de origem portuguesa neste estado.

“Desde que estou aqui foram construídas cinco escolas, três delas primárias”, explicou, referindo que a média de idades dos luso-americanos é de trinta anos. “Aqui, a comunidade já não é só reformados”, reiterou.

Augusto Costa referia-se especificamente à comunidade em Palm Coast, uma das cidades que mais tem crescido como polo para a diáspora portuguesa. O clube luso-americano local foi criado em 1987, sendo agora um centro cultural importante que inclui uma escola portuguesa.

“Nós no clube fazíamos uma festa com 60 pessoas e se tivéssemos 30 portugueses eram muitos. A comunidade era pequena”, lembrou. “Mas atrás de uns vêm outros e hoje em dia a comunidade aqui em Palm Coast é grande”, sublinhou.

O luso-americano falava na primeira sessão da terceira temporada da iniciativa “As Nossas Vozes”, uma série de programas em língua portuguesa sobre a diáspora nos Estados Unidos.

Um dos pontos em discussão foi o futuro do movimento associativo e o papel da juventude luso-americana, que está agora a mudar a face destas comunidades. Augusto Costa alertou para uma potencial falta de continuidade.

“Esta juventude fica na escola portuguesa porque os pais querem, mas mais tarde desligam-se totalmente e envolvem-se mais na comunidade americana”, referiu. “Muitos destes jovens já nem português sabem falar”, continuou. “Não vejo a juventude muito envolvida com a comunidade portuguesa nem a ouvir rádio”, afirmou.

Com emissões contínuas de música portuguesa, a Rádio Portugal Florida tem um programa principal ao sábado, “Contacto com o Ouvinte”, apresentado por Augusto Costa, António Costa e Tekas Azevedo, em língua portuguesa. 

Outro programa relevante é emitido à sexta-feira com discussões sobre futebol. A audiência é sobretudo composta por pessoas dos 50 anos para cima e os anúncios nos intervalos da emissão também são falados em português.

Uma das hipóteses levantadas por Augusto Costa é fazer emissões em inglês, de forma a chegar a mais ouvintes – incluindo a juventude luso-americana que pode ter dificuldades com a língua portuguesa. “A maioria dos portugueses na Florida vieram de outros estados, não vieram de Portugal. E a maioria entende inglês”, referiu o radialista.

Costa sublinhou, por outro lado, que é importante fomentar o uso da língua, mesmo com erros.

“As pessoas quando não falam bom português, o próprio português critica”, apontou. “Uma criança que nasceu aqui e dá dois pontapés na gramática portuguesa é melhor que não falar nada”, defendeu.

A série “As Nossas Vozes” é organizada pelo Conselho de Liderança Luso-Americano (PALCUS) em parceria com o Instituto Português Além-Fronteiras (PBBI, na sigla inglesa). In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

segunda-feira, 22 de março de 2021

Livro sobre a emigração portuguesa na Califórnia

 O empresário e realizador Nelson Ponta-Garça publicou o livro “Portuguese in California: The History of Generations” com base em mais de 300 entrevistas que documentam a história e o legado da comunidade portuguesa na Califórnia


Partindo do seu documentário “Portuguese in California”, realizado em 2013, Ponta-Garça escreveu um livro que regista histórias de vida inéditas no estado com a maior comunidade de origem portuguesa nos Estados Unidos.

“A comunidade portuguesa deu um contributo incrível à Califórnia, começando com [João] Rodrigues Cabrilho em San Diego até ao João Rocha em Los Angeles”, disse à Lusa o autor. “É uma comunidade que deu uma contribuição muito maior do que aquela que hoje em dia lhe é reconhecida”.

Ponta-Garça sublinhou que a comunidade lusa no estado é quase invisível quando comparada com outras comunidades imigrantes, e que o seu impacto justifica uma perceção diferente.

“Espero que este livro seja um contributo para que a história dos portugueses na Califórnia seja reconhecida”, afirmou, referindo que a obra inclui tanto pessoas em cargos de destaque como famílias de origens humildes, emigrantes que saíram sem nada de Portugal, chegaram em botes baleeiros ilegais e transformaram-se em grandes empresários.

“Portuguese in California” mereceu a atenção do Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, que considerou no lançamento tratar-se de um livro “importante” que não só conta a história da comunidade lusa como também “ajuda a estabelecer pontes com uma comunidade mais vasta que inclui todos nós”.

O chefe de Estado afirmou que o livro confirma a ideia de que Portugal é “um país que não se limita às suas fronteiras físicas, mas que está presente onde estiver um português”.

Nelson Ponta-Garça explicou que a primeira edição, com número limitado de exemplares e em inglês, está focada no mercado dos Estados Unidos e Canadá, encontrando-se à venda na livraria online Amazon. “O alvo é toda a gente que está interessada na história e na cultura portuguesa”, afirmou.

O autor revelou também que os projetos da saga “Portuguese In” (que além da Califórnia incluem Nova Inglaterra e Havai) têm atraído em particular o interesse de mulheres entre os 40 e os 65 anos, “normalmente com nomes que não são portugueses, que procuram a sua identidade e querem mostrar aos filhos as suas raízes”.

Em conversações com editoras em Portugal para publicar uma versão portuguesa, Ponta-Garça referiu que o livro serve igualmente como “o mais atual e mais completo diretório da comunidade portuguesa” na Califórnia, uma dimensão interessante dos dois lados do Atlântico.

A obra inclui muitas entrevistas que foram feitas após a conclusão do documentário, como é o caso de Ângelo Garcia, presidente da divisão de imobiliário da Lucasfilm.

“São mais de 300 portugueses, em áreas desde a tecnologia à agricultura a Hollywood. Do cidadão que é presidente da Filarmónica ao mais ilustre português na Califórnia”, descreveu Ponta-Garça.

O livro está dividido em capítulos por zonas geográficas e começa por contar como os portugueses chegaram à costa oeste, partindo de João Rodrigues Cabrilho, que em 1542 foi o primeiro europeu a atracar na baía de San Diego.

Ponta-Garça reiterou que Cabrilho era português ao serviço da coroa espanhola, e não espanhol, como trabalhos recentes têm defendido.

Entre as entrevistas que mais o tocaram, o autor mencionou um português de São Jorge que perdeu o seu negócio de vacaria três vezes e conseguiu recuperá-lo “do nada”. Noutra ocasião, entrevistou um senhor em Sacramento e só no fim da conversa se apercebeu que ele era cego.

“Uma parte destas pessoas já faleceram”, disse Ponta-Garça. Sem este trabalho, “perdiam-se aqui histórias de vida incríveis, que não tinham sido documentadas”.

Já com uma segunda edição a ser trabalhada, o autor explicou que financiou pessoalmente todo o projeto porque quis fazê-lo “livre de restrições e orientações comerciais de editores”, chamando-lhe um “projeto de coração”.

“Foi um grande desafio lançar o livro no meio da pandemia”, afirmou.

Este não será o único, uma vez que já há entidades interessadas no Havai em patrocinar um livro baseado no documentário “Portuguese in Hawaii”, que estreou em 2019.

Ponta-Garça gostaria que o lançamento do segundo livro coincidisse com a passagem do navio-escola Sagres pelo Havai. Se tal não for possível, a intenção será lançar em outubro.

Depois, seguir-se-á o livro baseado no outro documentário dedicado a Nova Inglaterra.

Conselheiro das comunidades, fundador da NPG Multimedia, produtor e realizador, Nelson Ponta-Garça nasceu na Califórnia e cresceu nos Açores, tendo regressado em adulto. A sua intenção é viver entre Portugal e a Califórnia. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Estados Unidos da América - Emigrantes estão a perder a língua portuguesa

 A comunidade luso-americana apontou como principal prioridade a retenção da língua e o investimento em aulas de português na segunda edição do Índice Nacional do Conselho de Liderança Luso-Americano (PALCUS, na sigla em inglês), apresentado esta quarta-feira nos Estados Unidos


“O maior desafio que as pessoas consideram que a comunidade luso-americana enfrenta é a retenção da língua portuguesa”, afirmou a investigadora Dulce Maria Scott notando que esta preocupação aumentou desde o primeiro índice, realizado em 2017.

Os luso-americanos inquiridos na pesquisa selecionaram, por isso, as aulas de português como maior prioridade de investimento na comunidade. “Temos uma população que está interessada em aprender português, por isso precisa de mais aulas de português”, resumiu a investigadora.

Alguns inquiridos disseram que não vivem perto de uma comunidade portuguesa e sentem dificuldade em aprender a língua, apesar da vontade.

Embora a investigadora tenha sublinhado que o índice não tem ainda uma amostra representativa de toda a população luso-americana, algo que o PALCUS planeia conseguir na próxima edição, os dados recolhidos mostram um declínio acentuado nas capacidades linguísticas de português à medida que as gerações avançam.

Este é um fenómeno “que acontece com todos os grupos de emigrantes”, disse Dulce Maria Scott. No índice, 41,7% dos inquiridos de todas as gerações reportam fluência em português, sendo que 52,6% dos falantes aprenderam em casa com os pais e familiares.

“Muito poucos usam português nos seus empregos, o que mostra o elevado nível de integração dos luso-americanos na sociedade americana”, sublinhou Dulce Maria Scott.

A dificuldade de retenção reflete-se no facto de que 49,2% dos filhos dos inquiridos não falam português.

A investigadora sublinhou também “surpresa” com a falta de conhecimento sobre os programas que estão disponíveis para estudar em Portugal: 71,8% disseram não saber sobre os mesmos e 63,7% afirmaram que gostariam de aproveitar estas oportunidades.

A questão da educação é uma das preocupações mais evidentes da comunidade, nomeadamente os custos elevados nos Estados Unidos da América e a complexidade do processo de entrada no ensino superior.

O índice também concluiu que “parece haver um maior investimento na política nacional”, com mais donativos a campanhas políticas e a causas reportados pelos luso-americanos que em 2017.

Com dados detalhados sobre nível de educação, tipo de emprego, rendimentos e demografia dos luso-americanos inquiridos, o índice mostra uma integração cimentada na sociedade americana ao mesmo tempo que há preocupação com a manutenção das organizações lusas e a preservação da língua e tradições.

O elevado número de inquiridos que visitou Portugal recentemente mostra “que existe ainda um turismo da saudade” e vontade de manter as ligações.

Segundo os dados mais recentes do American Community Survey (ACS), que também foi analisado nesta sessão, havia em 2018 1358190 luso-americanos contabilizados nos Estados Unidos, uma redução de 5% em relação a 2010.

“O índice PALCUS e o ACS mostram que os luso-americanos são um grupo estabelecido que continua a progredir no seu caminho de integração na sociedade americana”, resumiu Dulce Maria Scott.

“Em simultâneo, continuam empenhados na sua herança portuguesa, ainda que reconhecendo que é difícil manter a língua e replicar tradições étnicas”, frisou.

Angela Simões, dirigente do PALCUS, indicou que a pesquisa para o próximo índice será conduzida em 2022. Entretanto, a organização irá apresentar os resultados de uma pesquisa relativa às tendências de voto dos luso-americanos. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

domingo, 13 de setembro de 2020

Estados Unidos da América - Fundação William M. Wood atribui verba ao Saab Center for Portuguese Studies da Universidade de Massachusetts Lowell para criação do Arquivo Digital

Alunos, professores e pesquisadores interessados ​​na rica tapeçaria cultural e histórica dos luso-americanos no Vale Merrimack e além em breve terão acesso a um arquivo digital que narra gerações de imigrantes, graças a uma bolsa de US $300.000 recebida pelo Saab Center for Portuguese Studies da universidade.


A bolsa, da Fundação William M. Wood, está distribuída por três anos.

O arquivo será conhecido como Arquivo Digital Luso-Americano da Grande Boston (Greater Boston Portuguese-American Digital Archive - PADA).

Segundo Frank Sousa, diretor do Centro Saab de Estudos Portugueses da UMass Lowell e supervisor do PADA, esta verba permitirá abrir uma janela para a história de um grupo de imigrantes “significativo e sub-representado”.

Sousa montou uma equipa para trabalhar no arquivo que inclui Tony Sampas, arquivista da UML e gerente de projetos especiais, e Gregory “Gray” Fitzsimons, pesquisador associado do Saab Center. Além do diretor do projeto, a bolsa financiará a contratação de um arquivista do projeto, que ajudará na coleta, processamento e digitalização do acervo. Estagiários também estarão envolvidos.

O PADA segue o modelo do Arquivo Digital do Sudeste Asiático da universidade.

“Queremos modelar a qualidade visual do arquivo do sudeste asiático da universidade, que é um exemplo de ponta de história digital”, sublinha por sua vez Gregory Fitzsimons, um historiador que trabalhou anteriormente para o Parque Histórico Nacional de Lowell e ganhou o seu doutoramento em educação pela UML. “Temos agora a oportunidade de colocar UMass Lowell no mapa do mundo dos arquivos de arquivos digitais de orientação étnica.”

“Em termos de história portuguesa, quase nada se escreveu sobre as comunidades ao norte de Boston”, diz Frank Sousa. “Parece-me que, dada a escassez de informações sobre pontos ao norte de Boston, este foi o próximo projeto lógico.”

Fitzsimons, o diretor do projeto e principal redator do subsídio para PADA, diz que vai se aprofundar no trabalho de campo, reunindo de tudo, desde histórias orais a efémeras pessoais e registos de igreja para ilustrar o impacto e a cultura dos portugueses em Lowell, Lawrence, Hudson e Gloucester, Massachusetts, comunidades onde se instalaram aglomerados de imigrantes portugueses.

O historiador começará com Lowell, trabalhando em torno das restrições pessoais impostas pelo COVID-19.

“Estou preocupado que isso aconteça em breve”, diz Fitzsimons. “As pessoas estão envelhecendo e precisamos sair e fazer algumas coletas. Mas a comunidade portuguesa de Lowell é vibrante e os mais velhos têm muito orgulho da sua cultura”.

As informações serão digitalizadas, preservando num único repositório o que hoje existe espalhado em lugares, desde livros de registos paroquiais até álbuns de família.

A equipa também utilizará a coleção portuguesa existente no Center for Lowell History da universidade, um recurso valioso para documentar a história local e os imigrantes.

Sousa refere que houve três períodos de imigração portuguesa para a Nova Inglaterra: 1765-1870, relacionado com a caça à baleia; 1880-1925, relativo à indústria do algodão e 1958-1983, relativo à indústria do vestuário que substituiu as fábricas de algodão. A pesca também foi importante ao longo das três fases, particularmente em Gloucester, Provincetown e New Bedford, Mass.

Contar a história de Portugal na Nova Inglaterra e além não é novidade para Sousa, diretor fundador do Centro de Estudos Portugueses da Saab e coordenador fundador de estudos portugueses na UMass Lowell.

“O trabalho de campo é fundamental para a rede dentro da comunidade luso-americana”, diz por sua vez Fitzsimons. “É um projeto de parceria comunitária muito importante. Esperamos reunir papéis e fotografias de família, gravações de som, filmes caseiros de família, artigos de empresas luso-americanas, coisas de clubes sociais, paróquias...”

Qualquer pessoa com informações sobre artefatos ou documentos portugueses para o projeto pode entrar em contato com Gregory_Fitzsimons@uml.eduIn “Portuguese Times” – Estados Unidos

domingo, 6 de setembro de 2020

Estados Unidos da América - Exames de Português NEWL com os melhores resultados de sempre

Os resultados dos exames oficiais de português feitos por centenas de alunos do ensino básico e secundário nos Estados Unidos da América foram os melhores de sempre, anunciou o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.)

“Os resultados de 2020 foram os melhores de sempre nos exames de Português NEWL (National Examination in World Languages), a nível nacional nos EUA, e em comparação com as outras línguas (Árabe, Coreano e Russo)”, revelou o Instituto Camões que cita informações da American Councils for International Education (AC).

O exame é realizado a nível nacional e avalia as competências linguísticas – compreensão de texto, compreensão oral, produção escrita e produção oral – de alunos a partir do 9º ano, ou com 14 anos completos, em quatro idiomas: árabe, coreano, russo e, desde 2017, também em português.

Numa informação enviada à Coordenação de Ensino Português nos EUA, a American Councils for International Education destacou o apoio do Camões, I.P. e da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento) como “tendo sido fundamental” para as inscrições de centenas de jovens estudantes do ensino básico e secundário, numa altura de pandemia.

“Nestes tempos de pandemia, estes alunos realizaram os exames a partir de suas casas, com os recursos tecnológicos que possuíam, com o intuito de verem as suas aprendizagens em língua portuguesa reconhecidas e certificadas por uma entidade americana”, sublinha o Instituto Camões num comunicado enviado ao ‘Mundo Português’.

Os resultados dos exames garantem a validação de créditos no ensino secundário e também no acesso ao ensino superior nos EUA.

Os dados da American Councils for International Education indicam que este ano diminuiu o número de alunos que se propuseram a este exame de Português, mas, por outro lado, os examinandos “ tiveram um desempenho excecionalmente bom, não só em comparação com anos anteriores, mas também em comparação com seus pares de outros grupos linguísticos muito competitivos”, nomeadamente Árabe, Coreano e Russo.

Segundo aquele organismo, três em cada quatro alunos que fizeram o teste tiveram a nota máxima de ‘5’. “Os certificados NEWL já foram divulgados às escolas e aos alunos que podem agora usá-los para solicitar colocação avançada em Língua Portuguesa ou como créditos no acesso ao ensino superior”, revela o Instituto Camões.

Alunos da Escola das Nações Unidas fizeram o exame

Pela primeira vez, um grupo de alunos da Escola das Nações Unidas (UNIS) fez os exames de Português NEWL. Os quatro estudantes daquela escola internacional tiveram “resultados excelentes”, revelou a American Councils for International Education na comunicação que enviou à Coordenação de Ensino Português nos EUA, onde destacou ainda o número de alunos inscritos e dos que efetivamente conseguiram realizar o exame, tendo em conta a situação da pandemia da Covid-19.

A organização americana referiu outro facto positivo: a continuação da realização do exame por parte de alunos de outras escolas de outros estados que habitualmente já participavam, como é o caso de Massachusetts, Nova Jérsia, Nova Iorque, Califórnia e Flórida.

E destacou a existência, pela primeira vez, de alunos luso-descendentes, provenientes de escolas portuguesas comunitárias de Washington, New Bedford, Massachusetts, Nova Jérsia e Nova Iorque e ainda o aumento do número de alunos de origem brasileira.

Ainda segundo a organização, os apoios do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da FLAD e do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal têm garantido que os estudantes de língua portuguesa nos EUA, independentemente da sua capacidade para pagar o exame, possam demonstrar os seus conhecimentos linguísticos e aptidões culturais num exame nacional de proficiência rigoroso e com critérios de qualidade assegurados pelo College Board, cobrindo todas as competências comunicativas: compreensão e expressão oral, compreensão e expressão escrita e leitura.

A rede de contactos profissionais da Coordenação de Ensino Português e a colaboração com a American Councils permitiu a ampla divulgação do exame NEWL junto dos departamentos estaduais de educação, associações de professores, escolas e professores de língua portuguesa nos EUA.

Na missiva envida à Coordenação de Ensino, o organismo norte-americano sublinha o trabalho das escolas e dos professores de português nos EUA na preparação dos alunos para o exame NEWL.

O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua é um instituto público tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros que tem por missão propor e executar a política de cooperação portuguesa e a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro. Ana Pinto – Portugal in “Mundo Português”

domingo, 24 de maio de 2020

Estados Unidos da América - Empresários lusos em Massachusetts distribuem refeições a idosos

Um grupo de empresários da comunidade portuguesa tem auxiliado os idosos que frequentam o Centro da Terceira Idade da ‘Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers’ – Aliança de Falantes de Português de Massachusetts (MAPS) em Cambridge, EUA, com doações semanais de refeições culturalmente adequadas e mercearias desde o final de março de 2020.

O grupo de 10 apoiantes já entregou mais de 400 refeições nas casas dos utentes do Centro de Terceira Idade, num valor estimado de mais de seis mil dólares. “O esforço continuará até junho e poderá ser prolongado se o centro permanecer encerrado devido à pandemia de coronavírus, de acordo com a organização de serviços sociais e de saúde”, informa a MAPS.

A iniciativa solidária foi liderada por Walter Sousa, proprietário da Inman Square Wine and Spirits e por Joe Cerqueira, co-proprietário do Rocco’s Restaurant and Bar em Wilmington, MA, onde as refeições são preparadas.

Aos dois apoiantes de longa data da MAPS juntaram-se vários outros empresários e apoiantes da comunidade: Salvi Couto, co-proprietário do Rocco’s Restaurant and Bar e CEO do Couto Management Group; Filomena Cabral Fitch do Filomena’s Hair Salon; Rick e Salete Fernandes, proprietários de uma empresa de construção local; Rui Domingos, CEO do MIT Credit Union; Tim Toomey, vereador de Cambridge; Paulo Pinto, diretor executivo da MAPS; Manny Silva, empresário aposentado, e Michael Carreiro, CEO da Auxzillium IT Services & Solutions.

“Temos muito carinho por estes idosos”, disse Joe Cerqueira, citado num comunicado da MAPS. “Quando soubemos que o centro iria fechar ao público, sentimos a obrigação de juntar esforços e tentar facilitar-lhes um pouco a vida em casa durante este período desafiante”, acrescentou.

MAPS pede doações para a campanha ‘União e Ação’

“O Centro da Terceira Idade da MAPS traz tanta felicidade e conforto aos nossos idosos” disse por sua vez Walter Sousa. “Sabemos que não foi fácil para eles e para a MAPS ter de o suspender, e dá-nos grande alegria poder unir esforços para os ajudar”, assegurou.

O Centro da Terceira Idade da MAPS oferece apoio social, almoços nutritivos, atividades recreativas e educacionais, e muito mais a mais de 40 idosos portugueses, brasileiros e cabo-verdianos, de segunda a quinta-feira, no segundo andar do escritório da MAPS em Cambridge (1046 Cambridge St.).

Foi suspenso em 12 de março devido à pandemia. Desde então, os funcionários da MAPS têm estado em comunicação regular com os seus membros para garantir o seu bem-estar.

Como parte dos seus esforços de ajuda durante a pandemia, a organização de serviços sociais e de saúde lançou recentemente a campanha ‘União e Ação’ para angariar fundos para continuar a fornecer cartões-oferta de emergência aos idosos vulneráveis, bem como às famílias e indivíduos que necessitam de alimentos e medicamentos devido ao desemprego causado pelo encerramento, e à falta de acesso à rede de assistência social. “A MAPS está a encorajar a comunidade a doar e a saber mais sobre a campanha em facebook.com/maps.org ou maps-inc.org/donate”, pede a organização.

A MAPS tem servido as comunidades de Língua Portuguesa de Massachusetts e outras desde 1970. A organização oferece uma variedade de serviços sociais e de saúde gratuitos através dos seus seis escritórios em Cambridge, Somerville, Brighton, Dorchester, Framingham, e Lowell. Ana Pinto – Portugal in “Mundo Português”

domingo, 24 de outubro de 2010

Notícias do mundo lusófono

ONU aponta avanços no país, mas alerta para as disparidades sociais

O Coordenador das Nações Unidas em Angola, Koen Vanormelingen, elogiou os “avanços notáveis” no desenvolvimento angolano, mas alertou para grandes “disparidades” no país onde milhões de pessoas não têm acesso a água e saneamento adequados.

Estudantes em Portugal consideram ser o momento ideal para regressar ao país

Este é o momento ideal para voltar a Angola, defendeu hoje Edvaldo Fonseca, presidente da Associação de Estudantes Angolanos em Portugal (AEAP), no final de um encontro que reuniu 250 participantes no Inatel da Foz do Arelho (Portugal).

Jornalista denuncia censura no Estado de Goiás em directo num programa de TV

Um jornalista denunciou numa transmissão directa da TV Brasil Central, emissora pública do Estado de Goiás, afiliada da TV Cultura, que estava a sofrer censura nestas eleições.

100 golfinhos deram à costa na ilha da Boavista, metade acabou por morrer

Cerca de uma centena de golfinhos deu esta semana à costa na ilha da Boavista, em Cabo Verde, tendo sido devolvidos ao mar com ajuda da população cerca de meia centena, enquanto os restantes acabaram por morrer.

A SIDA existe. Mas ainda se acha que é apanhada por picada de mosquito

A maioria dos guineenses já acredita na existência da SIDA, mas grande parte da população da Guiné-Bissau ainda acha que é possível ser contaminada com a doença através de uma picada de mosquito.

«Há ministros que estão a enriquecer à custa do sofrimento do povo»

O antigo ministro da Informação de Moçambique, Jorge Rebelo, diz que há ministros “que enriquecem à custa do sofrimento do povo” e afirma-se preocupado ao ver “gente séria” a “ser corrida” do governo.

Governo precisa de 13,6 ilhões de euros para investir no sector energético

O governo são-tomense está a mobilizar parceiros externos para conseguir 19 milhões de dólares (cerca de 13,6 milhões de euros) para investir no sector energético, adiantou o ministro são-tomense das Finanças e Cooperação Internacional, Américo Ramos.

«Oportunidade para investir é agora». afirma o primeiro-ministro, Xanana Gusmão

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, considera que “a oportunidade para investir (no país) é agora”, com o arranque do Plano Estratégico de Desenvolvimento, que prevê o investimento nas estradas, portos, electricidade e telecomunicações.

Estátua em basalto dos Açores homenageia imigração açoriana em Montreal

Uma pedra de basalto maciço oriunda dos Açores, com o pássaro açor e o arquipélago gravados, é hoje inaugurada na cidade de Montreal, Canadá, como monumento em homenagem à imigração açoriana.

Portuguesa quer ser primeira mulher presidente de câmara de Harrison (EUA)

A portuguesa Maria McCormick quer fazer história nas eleições intercalares norte-americanas de 2 de Novembro, tornando-se a primeira “mayor” (presidente de câmara) de Harrison, Nova Jérsia, nos 170 anos desta pequena cidade às portas de Manhattan.

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa comemora 25 anos de vida

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) comemora segunda-feira, em Lisboa (Portugal),25 anos de existência, com múltiplas eventos e uma reunião alargada da comissão executiva, quando reúne já 34 cidades onde residem mais de 30 milhões de pessoas.

Encontro internacional debate trunfos do português num mundo globalizado

A utilização e difusão do português nas novas plataformas tecnológicas é um dos desafios da língua portuguesa que estará em debate no encontro internacional da língua portuguesa e cultura lusófonas, segunda e terça-feira, em Lisboa (Portugal).

Fonte: Notícias Lusófonas

terça-feira, 27 de abril de 2010

Canceladas as principais comemorações do Dia de Portugal em Newark (EUA)

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Newark, Estados Unidos, considerado o maior das comunidades portuguesas em todo o mundo, foi oficialmente cancelado pela organização.

Em comunicado emitido hoje e alegando que a Câmara Municipal de Newark impôs “restrições que limitam a sua concretização”, a Fundação Bernardino Coutinho, instituição que há 30 anos organiza o festival, cita a “aprovação de um decreto proposto pelo vereador Augusto Amador que inviabiliza a realização das festas, ao obrigar ao pagamento de grande parte das despesas com policiamento e limpeza - mais de 80 mil dólares”.

No mesmo comunicado a Fundação diz ainda que “as anteriores administrações da cidade de Newark sempre apoiaram as comemorações do Dia de Portugal nesta cidade, até ao ano de 2006, data da entrada da actual administração, e ano da notória perseguição feita por motivos políticos a esta Fundação, pelo vereador Augusto Amador”.

A Fundação acusa ainda a administração da cidade no mesmo comunicado de “falta de comunicação” e diz esperar que “para o ano a situação já possa ser diferente permitindo à Fundação Bernardino Coutinho a realização das Comemorações do Dia de Portugal em Newark ao seu melhor nível”.

Augusto Amador, recorde-se, é o vereador português nesta cidade desde 1998 representando o bairro Este onde reside a comunidade portuguesa e brasileira, e procura a 11 de Maio a reeleição para um quarto mandato na vereação municipal.

Em declarações à Lusa na passada sexta-feira durante o lançamento do seu livro “(re)Cantos da Viagem”, Amador disse estar “de consciência tranquila” em relação a esta polémica acrescentando que nunca foi contactado pela organização para tentar resolver o problema.

O Dia de Portugal em Newark é considerado o maior de todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e o evento da cidade de Newark que mais gente reúne.

O desfile de domingo costuma levar à Ferry Street (Avenida Portugal) mais de meio milhão de pessoas de todas as etnias da cidade e Estados vizinhos, e é geralmente o palco preferido de políticos locais e portugueses nos seus contactos com a população.

Por aqui passaram nos últimos anos governadores estaduais, embaixadores, primeiros ministros, ministros, secretários de Estado, congressistas, senadores, presidentes de câmara, deputados, candidatos a políticos dos Estados Unidos e de Portugal. Entre eles conta-se Durão Barroso e Cavaco Silva.

Fonte: Notícias Lusófonas

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Iémen=Yeah Man – Go Ahead!

Iémen: Guerra e Al-Qaeda são ameaça global – Hillary Clinton

Washington, 05 Jan (Lusa) – A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou na segunda-feira que a guerra e o aumento da actividade da organização fundamentalista Al-Qaeda no Iémen representam uma ameaça global.
"Obviamente, vemos implicações globais na guerra no Iémen e nos esforços da Al-Qaeda para usar o Iémen como base para ataques terroristas", referiu a governante aos jornalistas, em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro do Qatar, Hamad Bin Jassim Jabr al-Thani.
Clinton sustentou que a situação no Iémen criou riscos e que o governo de Sana deve actuar para restabelecer a estabilidade no país.

Fonte: Visão.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Da América a Portugal

"a América não me fez impressão absolutamente nenhuma, é uma coisa de supermercados muito bem organizados, inclusive as universidades. São supermercados excelentes, ali as pessoas estão, têm todos os recursos que querem, podem desenvolver o que quiserem, mas suponho que não se fez aquilo que seria mais importante - uma filosofia de vida humana -, que não se faz ali nenhuma descoberta sensacional. Mas que de facto lá nas várias técnicas sabem muito, todas aquelas coisas, são muito eruditos, têm tudo ao seu dispor, mas não parece seja uma coisa realmente muito interessante"

"Nessa altura já Salazar estava doente, morreu acho que um ano depois de eu estar em Portugal e aparecer por aí. Já estava governando, ou já estava go­vernando ou tinha tomado uma parte do governo ou qualquer coisa assim, Marcello Caetano, com quem eu tinha tido um encontro pouco amistoso na Universidade da Bahia, e um amigo aqui ficou muito aflito e foi perguntar se não havia inconveniente em eu vir até Portugal e ele deu a resposta inteligente e certa - "Vocês julgam que eu sou algum selvagem?". E eu vim, não houve atrapalhação nenhuma, a não ser, a não ser... Eu ignorava uma coisa qualquer da lei portuguesa que obriga a dar o endereço da pessoa, a que se chega a Portugal do estrangeiro. Então, como eu não tinha dado o endereço, veio a polícia política, não, foi a outra, mas percebia-se que fosse a polícia política porque era ela que estava encarregada do serviço de fronteiras, de maneira que ela veio à minha procura como polícia de fronteiras e não polícia política. Bem, fui dar a explicação, realmente tinha-me esquecido, não sabia, mas ficou a coisa perfeitamente elucidada e me deixaram quieto e tranquilo a assistir a todas aquelas mudanças."

Agostinho da Silva, inédito.

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