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MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia


Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
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NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

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Desde 2008"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)

Agostinho da Silva
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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Canadá - Bairro português em Montreal mantém-se, mas com dificuldades

 O bairro português de Montreal continua a preservar marcas da presença lusa na cidade canadiana, mas enfrenta desafios como a dispersão comunitária, envelhecimento populacional e falta de apoio institucional, alertam figuras históricas da comunidade portuguesa no Quebeque



Natural do concelho de Arcos de Valdevez, Joaquina Pires, que chegou de Portugal em 1966 com apenas 10 anos, considera que “a presença portuguesa no bairro continua, mas de forma cada vez mais invisível no dia a dia”.

Autora do livro “Empreintes Portugaises” (Marcas Portuguesas), publicado aquando dos 70 anos da imigração portuguesa para o Canadá, Joaquina Pires defende que todos os membros da comunidade “fazem parte da história” e lamenta que muitos episódios marcantes, como o movimento de alfabetização dos anos 1970, estejam ausentes da memória coletiva: “Há histórias que não estão documentadas, mas tiveram um enorme impacto social.”

A primeira vaga de imigração portuguesa para Montreal chegou em 1953. Muitos fixaram-se no Plateau-Mont-Royal, onde criaram negócios e deram vida ao bairro hoje conhecido como “Pequeno Portugal”.

O restaurante “Castanheira do Ribatejo”, atual “Jano”, fundado em 1970 por um dos pioneiros da comunidade, é um exemplo de resiliência e é atualmente gerido pela família.

“O bairro vive um ciclo de transições geracionais. A comunidade envelheceu, muitos foram viver para os subúrbios, mas há jovens que estão a regressar às raízes”, explicou Maria do Céu Castanheira, filha do fundador.

Na perspetiva da empresária, verifica-se cada vez mais um envolvimento de lusodescendentes em iniciativas culturais, como o festival português ou projetos artísticos.

“São a nossa esperança”, afirmou, sublinhando que os seus estabelecimentos “mantêm-se ativos e adaptados aos novos tempos”.

No espaço público, a herança lusa continua visível no ‘Parc du Portugal’, inaugurado em 1975, e nos murais dedicados à fadista Amália Rodrigues, ao “Hino à Emigração Portuguesa em azulejos” (2017) e ao diplomata Aristides de Sousa Mendes, este último inaugurado em 2022.

Outro projeto emblemático são os Bancos Literários: 12 bancos de pedra instalados no Boulevard Saint-Laurent, com citações que vão desde D. Dinis até José Saramago.

“É um projeto participativo que envolveu escolas, artistas e cidadãos, mas que pouca gente conhece. Está muito pouco divulgado”, lamenta Joaquina Pires.

Para Carlos Moleirinho, empresário da restauração e proprietário do Café Central, o bairro continua a ser um ponto de encontro essencial para a comunidade.

O luso-canadiano, natural do concelho de Marinha Grande, está no setor desde os 24 anos e há 14 que gere este restaurante, café e bar com 52 anos de história, localizado no coração do bairro português.

“É mais do que um negócio, é um espaço de convivência. Aqui cruzam-se gerações, histórias, memórias”, afirmou à Lusa.

O empresário reconhece as mudanças na comunidade, mas acredita que há caminho para renovar a ligação às raízes: “Hoje a comunidade está espalhada por toda a região de Montreal. Mas continuam a vir aqui, porque sentem que este espaço ainda é deles”.

Maria do Céu Castanheira sublinha que “falta um espaço central” onde seja possível reunir as diferentes associações e iniciativas culturais.

Em vez de fragmentação, defende maior coesão: “Hoje cada um puxa para o seu lado. Precisamos de união e de não nos deixarmos levar por expressões de bairrismo.”

A restauração continua a desempenhar um papel essencial na promoção da cultura portuguesa.

“A comida é o primeiro contacto com a nossa cultura. Temos casas como o Cocorico, a Casa Minhota, o Douro, o Portus 360, o Jano e muitos outros. Enquanto houver pratos típicos, há Portugal no prato e na alma”, afirmou Céu Castanheira.

Apesar das dificuldades, como a pressão fiscal, os desafios da era digital e a mudança dos hábitos de consumo, há vontade de inovar.

“Estamos a lançar um novo projeto que une gastronomia e arte. Queremos continuar a contar a nossa história de forma criativa”, anunciou.

A sobrevivência do “Pequeno Portugal” dependerá da capacidade de reinventar a presença lusa em Montreal e de envolver as novas gerações.

Como defende Carlos Moleirinho, “a tradição mantém-se viva enquanto houver vontade de a partilhar, uma chama que ainda não se apagou”.

O bairro português em Montreal está localizado na freguesia urbana de Le Plateau-Mont-Royal, na Boulevard Saint-Laurent, entre a rua Mont-Royal e a avenida Des Pins.

De acordo com o recenseamento canadiano de 2021, viviam no Canadá 448.310 pessoas que se identificavam com ascendência portuguesa, das quais 46.535 residiam na região metropolitana de Montreal, no Quebeque. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”

sábado, 23 de setembro de 2023

Canadá – Renovado o protocolo que permite a manutenção do Leitorado de português na Universidade de Toronto

 Na passada sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa e respetiva comitiva, deslocaram-se à Universidade de Toronto que, como se sabe, tem tido um papel muito relevante no ensino da língua portuguesa há já 75 anos, ou seja, desde ainda antes da chegada da imigração oficial portuguesa no Canadá...

A visita teve assim um profundo significado simbólico, mas também serviu para formalmente se renovar o protocolo existente entre o Estado Português e a Universidade de Toronto que permite a manutenção do Leitorado de português nesta universidade.

Portugal reassumiu assim o compromisso de todos os anos enviar um Leitor de português para Toronto. Trata-se de algo único para a Universidade de Toronto que não tem este tipo de protocolo com outros países, embora seja uma política portuguesa de educação que está espalhada por muitos países em todo o mundo.

Para Manuela Marujo, antiga professora na Universidade de Toronto, este foi um dos momentos mais importantes de toda a visita presidencial “porque não podemos deixar de ter aqui uma pessoa vinda de Portugal que ensine a língua e a cultura portuguesa”.

O protocolo que renova o compromisso de manutenção do Leitorado de português na Universidade de Toronto foi assinado pelo Embaixador de Portugal no Canadá, António Leão Rocha e pela diretora do departamento de Espanhol e Português da Universidade de Toronto, Ana Perez-Leroux. Madalena Balça – Canadá in “Milénio Stadium”

terça-feira, 29 de março de 2022

Canadá - Portugueses apoiam crianças em Moçambique...

 Uma família portuguesa no Canadá está a levar amor e a “melhorar a vida às crianças órfãs de Moçambique”, angariando donativos para lhes proporcionar uma melhor vida, disse um dos fundadores do projeto...


“Tivemos a vontade de criar esta fundação sem fins lucrativos para ajudar os mais necessitados, neste caso as crianças, que são as menos afortunadas, tendo o básico, que é alimentação e ir à escola, já é um grande passo para as crianças em Moçambique”, afirmou Francisco Pacheco, de 55 anos, natural de Maputo.

No Canadá desde 1988, o luso-canadiano explica que a ASAM – Assistência Social Amor por Moçambique teve início há dois anos com o desejo de “ajudar as crianças em Moçambique”.

Neste momento o projeto está numa fase de legalização enquanto fundação sem fins lucrativos, mas já tem vários programas em andamento no distrito de Morrumbala, na província da Zambézia.

“A maioria dos donativos que recebemos são provenientes da minha família, que todos os meses contribuem financeiramente. É essencialmente desta forma que conseguimos os donativos, mas também temos um contacto em Portugal de pessoas que colaboram. É desta maneira que conseguimos manter esse trabalho”, contou.

O pastor local em Morrumbala, Mateus Felizardo, coordena os trabalhos no terreno, sinalizando as principais necessidades das mais de 320 crianças que recebem apoio social.

“Um pastor local comunica comigo as necessidades que mais têm, a alimentação que é a principal dificuldade que têm. Os donativos são divididos entre aquelas cinco comunidades”, explicou Francisco Pacheco.

Além dos donativos monetários, que são enviados para a aquisição de alimentos, a associação também está a adquirir roupa, material escolar e água potável para as crianças.

No final de 2021, a organização adquiriu uma habitação destinada a crianças órfãs onde podem “dormir e alimentar-se”.

Mais recentemente iniciou os trabalhos em duas habitações que serão o lar de duas famílias que “praticamente estavam na rua” e que devem ficar concluídas em breve.

“Agora vamos avançar para uma terceira habitação destinada também a uma família de baixo rendimento com muitas necessidades”, revelou. 

Num futuro próximo, o projeto pensa em expandir-se para outras regiões de Moçambique e para outros países, tendo já alguns pedidos de ajuda, nomeadamente do Uganda.

Sem nenhum objetivo financeiro até lá, Francisco Pacheco destacou ainda o sonho de construir um “prédio com dormitório para as crianças e com uma escola anexada”.

A organização construiu ainda naquela região de Moçambique um aviário e dois poços com água potável.  

A rede social Facebook tem sido importante para promover o projeto ASAM junto da comunidade no Canadá. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Canadá - Exposição fotográfica mostra contributo português no país...

 O fotógrafo lusodescendente Danny Custódio está a organizar uma exposição para explicar o “contributo dos portugueses no Canadá” e dar a conhecer as suas raízes...


“O objetivo final de todo este trabalho, é de apresentar uma exposição individual de fotografias, para que as outras comunidades percebam o que é a cultura portuguesa”, disse à agência Lusa Danny Custódio, de 39 anos.

Filho de emigrantes de S. Miguel (Açores), o lusodescendente explicou que este projeto “surgiu na paixão pelas suas raízes” para ensinar os canadianos “o contributo dos portugueses no Canadá” e também para “explicar as tradições provenientes dos Açores e de outras regiões de Portugal”.

No entanto, durante uma grande parte da adolescência do fotógrafo e artista visual, a cultura portuguesa “passou quase ao lado”, só mesmo quando frequentava os últimos anos no Colégio de Arte e Design do Ontário é que começou a investigar um pouco as suas origens através de fotos antigas do seu pai.

“Quando éramos novos, não nos queríamos identificar com a cultura portuguesa, com o folclore, as festas. Mas depois decidi encontrar uma forma de trazer a cultura portuguesa para a fotografia”, frisou.

Implementando práticas tradicionais portuguesas no seu trabalho artístico, Danny Custódio começou a investigar os tradicionais azulejos portugueses e tapetes com flores, utilizando a fotografia para captar a essência da cultura portuguesa através das suas lentes.

Dessa forma, o fotógrafo, que reside em St. Catharines, no sul do Ontário, justificou que foi possível ligar as raízes culturais à arte contemporânea canadiana, adaptando os materiais encontrados na sua área de residência, como a flora.

Inspirado pelo pai, um operário da construção civil durante 44 anos, que sempre fotografou os momentos importantes da família, desde a chegada ao Canadá, na década de 1970, sempre foi influenciado “a estudar e a seguir os seus sonhos”.

Foi em 2004, durante uma viagem aos Açores para conhecer os costumes e tradições locais, que ficou inspirado a documentar a arte e cultura portuguesa.

“Muitas pessoas desconhecem a cultura portuguesa. Queria fazer como uma janela para ver o que está lá dentro, de cultura portuguesa, nós, filhos de emigrantes, como nos estamos a ligar às nossas raízes”, acrescentou.

Agora, o fotógrafo lusodescendente diz sentir-se “enraizado à cultura portuguesa”, esperando “passar o que aprendeu nesta viagem fotográfica aos seus filhos”.

O trabalho de Danny Custódio está documentado na sua páginaIn “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Canadá – Brampton, a cidade mais portuguesa do país



O vereador da cidade canadiana de Brampton, Paul Vicente, destacou o “contributo dos portugueses” que é “reconhecido por outras comunidades” no desenvolvimento daquela cidade localizada no sul do Ontário.

Paul Vicente, de 46 anos, nasceu no Canadá, mas em 1980 mudou-se para Fátima (Ourém), onde residiu durante quatro anos. Foi eleito em outubro de 2018 o vereador regional dos Bairros 1 e 5 de Brampton, naquela que é considerada uma das cidades mais multiculturais do país.

“Os portugueses têm uma presença que é bem reconhecida pelas outras comunidades étnicas, que pensam que os portugueses são muito trabalhadores, que participam no dia a dia da comunidade, são empresários de sucesso, operam nos vários setores profissionais”, afirmou o autarca.

O antigo produtor de multimédia e de marketing realçou ainda o orgulho em representar, juntamente com o vereador Martin Medeiros, a “comunidade portuguesa no executivo municipal de Brampton”.

Em termos de desafios para este ano (2020), Paul Vicente destacou a “criação de “postos de trabalho” alterando a posição de “cidade-dormitório”.

“Queremos manter um controlo nos custos da manutenção da cidade. Estando tão próxima de Toronto [30 minutos], pretendemos criar oportunidades de emprego, porque atualmente muitos dos residentes trabalham noutras partes da Grande Área de Toronto”, sublinhou.

Uma comitiva liderada pelo presidente da Câmara Municipal, Patrick Brown, juntamente com os vereadores luso-canadianos Paul Vicente e Martin Medeiros, participou na Web Summit de Lisboa, em novembro último.

O objetivo foi o de “atrair mais investimento para o município”, tendo em conta as suas potencialidades, quer a sua localização estratégica junto ao aeroporto internacional de Toronto, quer a sua “população jovem e com um bom nível de educação”.

“Temos que passar uma melhor mensagem em termos de marketing às empresas, de que temos acesso à educação, à saúde, uma boa qualidade de vida, e que dispomos de incentivos como aquele que eliminamos em 2019, dos custos do desenvolvimento, a qualquer empresa que queira construir em Brampton”, explicou.

Um dos objetivos dos responsáveis autárquicos é a criação de uma universidade local que vai proporcionar aos jovens locais a sua formação, de forma a que estes se “possam fixar” na cidade.

A Universidade de Brampton, que necessita do apoio financeiro do governo provincial, pretende iniciar o ano letivo de 2022 recebendo cerca de 30 mil estudantes em áreas como a ciência e engenharia, matemática, sendo o currículo STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) um ponto de partida.

Desde 2014 que a Universidade de Algoma dispõe de um polo na cidade, com 1200 alunos, disponibilizando um curso de administração empresarial, e está prevista a sua expansão na baixa da cidade, com um financiamento da autarquia no valor de 7,3 milhões de dólares canadianos (5 milhões de euros).

Caberá à instituição de ensino contribuir com os restantes 27 milhões de dólares (18,5 milhões de euros) necessários para esse desenvolvimento.

Em 2019 a Universidade de Ryerson de Toronto abriu na cidade a Escola de Estudos Continuados ‘Chang’, estando previsto no próximo ano letivo (2020) a disponibilização de um curso de segurança cibernética.

Segundo dados do recenseamento canadiano de 2016, dos 593 638 residentes de Brampton, 52 por cento (308 780) não nasceram no Canadá, sendo as principais comunidades provenientes da Índia, Sri Lanka, Paquistão e Filipinas.

Viviam nessa altura na cidade 10.590 portugueses, mas calcula-se que hoje são mais de 20 mil. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

domingo, 29 de dezembro de 2019

Canadá - Jovens luso-canadianos gerem associação movidos pela “paixão por Portugal”



Uma associação portuguesa no Canadá é gerida por um grupo de jovens luso-canadianos pela sua “paixão e afinidade por Portugal”, o que os faz sentir “perto de casa”. “Há uma paixão pela casa, pelo fato de estarmos a ajudar a nossa comunidade e uma paixão por Portugal. Nós que integramos a direção, ou nascemos em Portugal, ou fomos criados lá, há uma afinidade com Portugal”, afirmou à agência Lusa, Carina Paradela, de 32 anos, presidente da direção do First Portuguese Canadian Cultural Centre (FPCC).

A dirigente falava durante um Mercado de Natal, evento que decorreu na associação, e que levou várias dezenas de visitantes ao FPCC, encontrando-se entre eles o presidente da Câmara Municipal de Toronto, John Tory.

Fundada há 63 anos, a coletividade de Toronto é gerida por quatro ‘jovens’ com idades compreendidas entre os 30 e os 40. No Canadá há 12 anos, Carina Paradela, uma auxiliar de educação na direção escolar de Toronto, natural de Santa Maria da Feira (Distrito de Aveiro), lamentou, no entanto, que por vezes a missão da direção “é um pouco difícil”.

“Talvez por sermos jovens, por vezes as mentalidades são um pouco difíceis de mudar. É normal, mas também se nota que a imigração está a mudar bastante. A juventude está a vir para cá, verificamos aqui esta mudança”, explicou.

A direção da coletividade tem sentido um “retorno positivo”, numa experiência no associativismo que descrevem de “muito interessante”, pois sentem-se “perto de casa”.

“Fazer parte de um movimento associativo faz-nos sentir um pouco mais perto de casa, é um dos principais motivos. Depois vemos que as pessoas gostam, procuram, sentem-se bem, acabamos por gostar e ingressar no movimento associativo”, justificou a dirigente.

Apesar de ser difícil de atingir a faixa etária mais idosa, os redes sociais têm facilitado a promoção dos vários eventos que o FPCC organiza anualmente, a alcançar as novas gerações de “filhos e netos”.

Com mais um ano de mandato, até novembro de 2020, altura em que findam os dois anos de exercício diretivo, Carina Paradela lança os objetivos.

“Devagarinho começamos um pouco a ver uma luz ao fundo do túnel. Queremos concluir o nosso mandato, depois vamos analisar. Já temos imensos eventos programados para 2020, os planos passam por dar continuidade ao trabalho feito até aqui, mas um dia de cada vez”, prometeu.

O First Portuguese Canadian Cultural Centre, localizado no número 60 da Caledónia Road, tem um dos principais focos na educação.

Além das cerca de 30 atividades culturais anuais, disponibiliza aulas de inglês para adultos, dispõe de uma escola de português para crianças e adultos, além de um centro de dia para idosos, um jardim de infância, entre outros serviços. In “Mundo Português” com “Lusa”

domingo, 27 de outubro de 2019

Canadá - Barreira linguística afeta idosos portugueses

A barreira linguística é um dos maiores problemas que afeta os idosos portugueses que residem na Greater Toronto Area (GTA). O Abrigo Centre e o First Portuguese Centre, duas das instituições mais antigas da comunidade a trabalhar com a terceira idade, dizem que faz falta um espaço onde os utentes se sintam menos isolados



O Abrigo Centre tem quase 250 idosos inscritos no seu centro de dia e as idades variam entre os 62 e os 93 anos. Em entrevista ao Milénio Stadium, a técnica do Abrigo contou-nos que a grande maioria não domina a língua inglesa. “Muitos dos nossos idosos vivem isolados nesta cidade e o dinheiro não chega para virem sempre ao centro. A reforma é pequena para pagar os $4 de transporte e não dá para comprar fruta e vegetais, por isso é normal que apareçam doenças associadas à carência de vitaminas”, informou.

Ao nosso jornal a técnica adiantou que também existem alguns casos de abuso financeiro familiar, uma vez que “alguns dos idosos têm contas conjuntas com os filhos” e lamenta que outros “tenham que cortar o pacote de canais portugueses que às vezes é uma das poucas companhias que têm quando estão sozinhos em casa o dia todo”.

A técnica reitera que um projeto como o  Magellan Community Charities iria fazer toda a diferença. “Colocar um idoso num lar muitas vezes é um mal necessário para as famílias. Uma instituição onde eles tenham funcionários e técnicos que falem a sua língua materna vai tornar a mudança mais fácil. Já visitei lares onde os idosos não falam com ninguém porque não sabem inglês, o Magellan seria a sua casa fora de casa”, avançou.

Um espaço com programas que estimulem a terceira idade e minimizem as saudades de Portugal seria uma mais-valia. “As refeições à moda de Portugal, um filme em português ou uma sala de informática com internet são coisas simples que podem fazer a diferença na vida destas pessoas”, exemplificou.

O Centro de dia do First Portuguese tem cerca de 50 idosos e as idades vão dos 70 aos 90 anos.

Carina Parabela, presidente da instituição, aponta os problemas financeiros e a solidão como dois dos maiores problemas desta faixa etária.

“Os filhos trabalham o dia inteiro e alguns têm família em Portugal, se eles não vêm até ao First acabam por passar o dia inteiro sozinhos em casa. O custo de vida na GTA está cada vez mais caro e temos casos em que 90% da reforma vai diretamente para a renda, é assustador”, alertou.

O facto de não dominarem o inglês impede-os até de denunciar problemas mentais. “Eles sentem-se pouco à vontade para sair à rua ou ir ao médico e muitos pedem-nos ajuda com a bula dos medicamentos. A nível de problemas mentais também é complicado porque eles sentem-se mais confiantes quando podem falar em português com o especialista”, avançou.

Parabela garante que faz falta um Magellan Community Charities. “Acho que é um excelente projeto e espero de facto que vá para a frente. A nossa comunidade precisava disto há muito tempo. Os idosos vão ser os grandes beneficiários se poderem usufruir de atendimento especializado na sua própria língua materna”, referiu. Joana Leal – Canadá in “Milénio Stadium”

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Canadá - Emigrantes angariam fundos para terem aulas de português



A comunidade portuguesa de Queens, em Kingston, no este do Canadá voltou a realizar um evento de angariação de fundos para financiar o curso de português na universidade local, disse à Lusa fonte da organização.

O curso de português tem-se mantido na universidade “devido ao importante contributo” da comunidade portuguesa local, disse à agência Lusa a líder comunitária Maria Helena Silva, de 60 anos, membro da Comissão de Cultura e de Língua Portuguesa da Universidade de Queens.

“Todos os anos organizamos pelo menos dois eventos para angariar fundos para subsidiar o programa de português. O nosso apoio é fundamental para a continuidade do curso”, afirmou.

A empresária natural de Ovar (Aveiro) explicou que, há seis anos, devido à forte presença portuguesa na cidade de Kingston, propuseram à universidade local a criação de um curso de língua portuguesa.

São necessários pelo menos 20 mil dólares canadianos (13,7 mil euros) para manter anualmente ativo o programa, sendo que em 2019 o instituto Camões disponibilizou 8500 dólares (5841 euros), com a universidade a igualar esse montante.

“O nosso objetivo é de angariar fundos para suportar o programa, para que se mantenha por muitos e longos anos”, acrescentou a empresária, de 60 anos e há 56 no Canadá.

O programa teve início em 2013 devido ao trabalho da Comissão para a Língua e Cultura Portuguesa na Universidade de Queens.

No corrente ano letivo frequentam o curso de português 35 alunos e apenas dois terços são de origem portuguesa ou de países de língua portuguesa.

O curso é de nível inicial (A1), disponibilizado em duas partes, com três créditos por cada parte, no outono e no inverno.

Além da língua, dispõe de uma vertente cultural sobre Portugal e o Brasil.

“Em todas as aulas é sempre abordada uma componente cultural ligada à música, porque através da música consegue-se passar a mensagem cultural de uma melhor forma”, explicou o professor António Macedo, do departamento de Língua, Cultura e Literatura da Universidade de Queens.

O habitual jantar convívio “não é tão comum no Canadá”, é outro dos fatores que permite aos alunos deste curso “experimentarem a gastronomia portuguesa”.

Kingston é uma cidade localizada no este do Ontário, entre Toronto e Montreal, com cerca de 136 mil habitantes, dos quais 5000 são portugueses e lusodescendentes. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

domingo, 14 de maio de 2017

MIL-Notícias, Canadá...

Escolas comunitárias no Canadá motivam lusodescendentes a aprenderem português
A professora da Universidade de Toronto Manuela Marujo considerou que as escolas comunitárias de ensino "desempenham um papel importante" na motivação de jovens lusodescendentes para a aprendizagem da língua portuguesa no Canadá.

domingo, 30 de abril de 2017

Universidade de Toronto aposta em prémios para incentivar alunos do Programa de Português

Universidade de Toronto aposta em prémios para incentivar alunos do Programa de Português
A Universidade de Toronto está a incentivar os alunos do Programa de Português através da atribuição de cinco prémios, disse à agência Lusa uma fonte da instituição canadiana de ensino. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Comunidade portuguesa em ilha no oeste do Canadá luta por manter tradições

A comunidade portuguesa de Prince Rupert, uma ilha no oeste do Canadá, luta por manter as tradições, apesar de estar fora dos grandes centros urbanos.

"Costumamos participar no desfile do Dia da Cidade, onde promovemos as tradições portuguesas. Percorremos a cidade a cantar e a dançar, onde mostramos a nossa cultura", disse à agência Lusa Joe Veríssimo, de 51 anos.
 Natural de São Miguel, Joe Veríssimo foi um dos fundadores do Clube Luso Português de Prince Rupert, em 1 de maio de 2005, para "juntar mais a comunidade" e "unir ainda mais os portugueses".
Desde então, a associação tem participado nas comemorações do dia da cidade, tendo conquistado vários galardões locais.
"São já dez anos seguidos, e já vencemos por duas vezes a parada com um carro alegórico. Percorremos a cidade a cantar e dançar, a mostrar todas as nossas tradições portuguesas a todos", sublinhou Joe Veríssimo, no Canadá há 42 anos.
 Foi no início da década de 50 que os portugueses chegaram a Prince Rupert, uma pequena cidade portuária com 12 mil habitantes, localizada na ilha de Kaien, no noroeste da Colúmbia Britânica, apenas a 55 km do sul do Alasca (Estados Unidos).
"A comunidade portuguesa em Prince Rupert é reduzida, a localidade é muito pequena, com apenas 12 mil habitantes" mas "é raro o dia em que não vejo um português. Somos muito respeitados na cidade", enalteceu Joe Veríssimo.
Mais de metade da população é de origem índigena mas as comunidades italiana, chinesa e vietnamita têm uma forte expressão. Existem cerca de 160 portugueses e lusodescendentes em Prince Rupert.
Uma das dificuldades da comunidade portuguesa é o acesso ao "mercado da saudade", apesar de uma mercearia, propriedade de um empresário lusodescendente, comercializar esporadicamente produtos como o 'bacalhau, azeite e sardinhas".
 O mercado mais próximo de Prince Rupert, com acesso a produtos portugueses, fica localizado em Vancouver, a mais de mil quilómetros de distancia, a 17 horas de automóvel ou a duas horas de avião.
 A principal económica em Prince Rupert é a industria relacionada com o carregamento marítimo de cereais e carvão para exportação, visto o seu potencial enquanto cidade portuária, naquele que é considerado o porto natural mais profundo na América do Norte.
Diário Digital com Lusa

domingo, 24 de outubro de 2010

Notícias do mundo lusófono

ONU aponta avanços no país, mas alerta para as disparidades sociais

O Coordenador das Nações Unidas em Angola, Koen Vanormelingen, elogiou os “avanços notáveis” no desenvolvimento angolano, mas alertou para grandes “disparidades” no país onde milhões de pessoas não têm acesso a água e saneamento adequados.

Estudantes em Portugal consideram ser o momento ideal para regressar ao país

Este é o momento ideal para voltar a Angola, defendeu hoje Edvaldo Fonseca, presidente da Associação de Estudantes Angolanos em Portugal (AEAP), no final de um encontro que reuniu 250 participantes no Inatel da Foz do Arelho (Portugal).

Jornalista denuncia censura no Estado de Goiás em directo num programa de TV

Um jornalista denunciou numa transmissão directa da TV Brasil Central, emissora pública do Estado de Goiás, afiliada da TV Cultura, que estava a sofrer censura nestas eleições.

100 golfinhos deram à costa na ilha da Boavista, metade acabou por morrer

Cerca de uma centena de golfinhos deu esta semana à costa na ilha da Boavista, em Cabo Verde, tendo sido devolvidos ao mar com ajuda da população cerca de meia centena, enquanto os restantes acabaram por morrer.

A SIDA existe. Mas ainda se acha que é apanhada por picada de mosquito

A maioria dos guineenses já acredita na existência da SIDA, mas grande parte da população da Guiné-Bissau ainda acha que é possível ser contaminada com a doença através de uma picada de mosquito.

«Há ministros que estão a enriquecer à custa do sofrimento do povo»

O antigo ministro da Informação de Moçambique, Jorge Rebelo, diz que há ministros “que enriquecem à custa do sofrimento do povo” e afirma-se preocupado ao ver “gente séria” a “ser corrida” do governo.

Governo precisa de 13,6 ilhões de euros para investir no sector energético

O governo são-tomense está a mobilizar parceiros externos para conseguir 19 milhões de dólares (cerca de 13,6 milhões de euros) para investir no sector energético, adiantou o ministro são-tomense das Finanças e Cooperação Internacional, Américo Ramos.

«Oportunidade para investir é agora». afirma o primeiro-ministro, Xanana Gusmão

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, considera que “a oportunidade para investir (no país) é agora”, com o arranque do Plano Estratégico de Desenvolvimento, que prevê o investimento nas estradas, portos, electricidade e telecomunicações.

Estátua em basalto dos Açores homenageia imigração açoriana em Montreal

Uma pedra de basalto maciço oriunda dos Açores, com o pássaro açor e o arquipélago gravados, é hoje inaugurada na cidade de Montreal, Canadá, como monumento em homenagem à imigração açoriana.

Portuguesa quer ser primeira mulher presidente de câmara de Harrison (EUA)

A portuguesa Maria McCormick quer fazer história nas eleições intercalares norte-americanas de 2 de Novembro, tornando-se a primeira “mayor” (presidente de câmara) de Harrison, Nova Jérsia, nos 170 anos desta pequena cidade às portas de Manhattan.

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa comemora 25 anos de vida

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) comemora segunda-feira, em Lisboa (Portugal),25 anos de existência, com múltiplas eventos e uma reunião alargada da comissão executiva, quando reúne já 34 cidades onde residem mais de 30 milhões de pessoas.

Encontro internacional debate trunfos do português num mundo globalizado

A utilização e difusão do português nas novas plataformas tecnológicas é um dos desafios da língua portuguesa que estará em debate no encontro internacional da língua portuguesa e cultura lusófonas, segunda e terça-feira, em Lisboa (Portugal).

Fonte: Notícias Lusófonas