Esta lacónica frase é repetida - quase sem alterações - em vários fóruns e grupos de discussão na Internet, sendo usada sempre por portugueses e nunca por espanhóis ou habitantes da Extremadura.
A teoria é que tal federação permitiria reencontrar a tradição perdida da Lusitânia pré-romana, uma região de cultura e língua próprias e que sob Viriato chegou a colocar em causa o domínio de Roma na Península. Após a romanização, a província perdeu esse carácter único e latinizou-se como poucas, com excepção talvez da Bética. Mais tarde, sob os muçulmanos, terá aqui existido o "reino de Badajoz" que reunia sob a mesma bandeira territórios hoje sob administração portuguesa e espanhola da antiga Lusitânia. Existe atualmente na Extremadura um inusitado interesse pela língua portuguesa, havendo aqui mais de trinta mil alunos de português. É na também aqui que se encontram os três concelhos de Olivença, ocupados ilegalmente por Espanha desde 1801. Na Extremadura há um caracter identidário forte com a existência da "língua da Extremadura", usada com especial incidência numa região entre o vale de Xálima (ou Jálama) e o vale do rio Ellas (ou Eljas), a noroeste da província de Cáceres.
Segundo o artigo da Wikipedia espanhola sobre o "Lusitanismo" extremenho, esta corrente de opinião estaria ativa a norte da província de Cáceres, desde San Martín de Trevejo (San Martín de Trevelhu) até Valverde del Fresno (Valverde do Fresno). O artigo reconhece que em Olivença - onde apesar de tudo ainda se fala a língua de Camões - o "Lusitanismo" não teria praticamente apoiantes.
O problema é que além destes dois artigos na pouco fiável Wikipedia (qualquer anónimo pode criar e alterar textos aqui, na maior das impunidades) e de referencias a ambos em fóruns de discussão, nada mais se encontra. Nenhum blogue, nenhum sitio da "corrente", e sobretudo nenhuma referencia ao "Lusitanismo" nos meios de comunicação oficiais pode ser encontrada... Será que existe mesmo o Lusitanismo? E os Lusitanistas? Serão reais ou... Irmãos do Monstro do Loch Ness?