MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).
Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/zefiro-nova-aguia
Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/
"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasexta-feira, 8 de março de 2013
Catalunha quer entrar no espaço lusófono
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 13 de março de 2010
À atenção dos editores...
Na senda do Boom Bolaño, edite-se e traduza-se para português a novela Siete Maneras de Matar a un Gato, da autoria do argentino Matías Néspolo, tal como o autor de O Terceiro Reich, contemporâneo e exilado na Catalunya. quinta-feira, 11 de março de 2010
E, entretanto, cá na Catalunya...
En esta ocasión, sin embargo, la juez Estela Pérez Franco, ordena en la sentencia el decomiso de todos los libros empleados para cometer esos delitos y de todos los objetos relacionados con ese comportamiento delictivo: el busto de Hitler, la esvástica de hierro que había en la Librería y los cascos militares, así como carteles nazis intervenidos en la operación policial que dio origen al proceso. La sentencia puede ser recurrida ante la Audiencia de Barcelona, pero la juez acuerda que, cuando sea firme, se destruyan todos esos objetos. El resto de enseres personales intervenidos por los Mossos d'Esquadra en la operación policial le serán devueltos.
Fonte: El Pais
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
E da Catalunha...
Notícia: “O referendo pró-independência realizado no passado Domingo em 167 municípios da Catalunha teve escassa participação. A consulta, que não era vinculativa e se desenvolveu à margem da lei, constituiu um revés para os sectores que defendem uma Catalunha separada de Espanha. Apenas 27,2 por cento dos 700 mil potenciais eleitores responderam à pergunta «está de acordo em que a Catalunha se converta num Estado de Direito independente, democrático e social integrado na União Europeia»?"Pelos vistos, a notícia da morte de Espanha estava ligeiramente exagerada. Há quem defenda que é sobretudo pelo carisma que o actual Rei ainda tem: ou seja, quando ele morrer, os dados do jogo poderão mudar substancialmente. Por mais que os “media” incensem o herdeiro, o carisma desta continua muito mirrado. Mas também é verdade que este não teve a “sorte” de apanhar com um golpe de estado…
Tenho para mim que a brecha, a abrir-se, começará na Catalunha. Apesar dos resultados deste “referendo” (sobretudo, mal organizado) e, não obstante, o nacionalismo catalão ter muito de burguês: o que, em tempos de crise, pode dar resultados ambivalentes. Apesar da Catalunha ser uma região particularmente rica, os tempos não convidam à aventura…
O país basco, dada a questão do terrorismo, nunca será a primeira brecha: não há dinheiro que pague o “orgulho”. A Galiza ainda menos – aliás, no debate promovido pelo MIL, as informações prestadas não foram nada animadoras para a causa independentista galega: ao contrário do que acontece na Catalunha e no País Basco, a língua galega está em clara regressão…
Resta saber se a desintegração de Espanha seria boa para Portugal. Aqui, como em tudo, as doutrinas dividem-se. Dada a lógica pendular da histórica (movimentos centrífugos/ centrípetos), é de especular que a essa eventual desagregação sucedesse um fenómeno reintegracionista à escala ibérica. E aí o fantasma da “união ibérica” – uma coisa aparentemente ultrapassada e, na actual situação, por inteiro irrealizável (por mais que o Saramago deseje o contrário) – poderia ser algo bem real…
É caso para dizer ao Rei: Queres a “união ibérica”? Morre primeiro! Desconfio que ele não aceitará o repto. Já não há Reis que morram pela sua Pátria. Apenas alguns Soldados…
P.S.: A este (des)propósito, tem havido revelações interessantes sobre o quão próximo esteve a Espanha de invadir Portugal no contexto da II Guerra (voltaremos a isso).
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
La Catalogne se mobilise pour son autonomie - un exemple pour les autres régions autonomes de l'Espagne?
La Catalogne est sur le pied de guerre. Face à la menace de voir son nouveau statut d'autonomie tronqué par la justice espagnole, la société civile catalane est montée au créneau pour soutenir une classe politique déjà mobilisée. L'enjeu est d'importance et met dans l'embarras le gouvernement de José Luis Zapatero.
Après trois ans de délibération et d'atermoiement, le Tribunal constitutionnel doit prendre de façon imminente - la date exacte n'est pas connue - une décision cruciale sur ce texte. Celui-ci redéfinit les relations entre l'Espagne et la Catalogne, et élargit les pouvoirs de cette région prospère. Les neuf magistrats planchent sur un recours déposé par les conservateurs du Parti populaire, opposé au Statut, le statut d'autonomie. Près de quarante articles risquent d'être annulés dont celui très symbolique qui qualifie la Catalogne de «nation». Vu de Barcelone, il n'est pas question de revenir sur le sacro-saint Statut, approuvé en 2006 par le Parlement catalan et validé par référendum populaire. La société catalane a lancé une fronde sans précédent pour avertir que toute modification serait «inacceptable» et susceptible de remettre en cause la bonne entente catalano-espagnole. Syndicats, patronat, intellectuels et même le célèbre club de foot FC Barça ont apporté leur soutien à un virulent éditorial publié dans douze journaux catalans.
Véritable pavé dans la mare, l'article met en avant «la dignité de la Catalogne» : «Il y a de la préoccupation en Catalogne et il est nécessaire que toute l'Espagne le sache (…). Il y a aussi un croissant ras-le-bol de devoir supporter le regard courroucé de ceux qui continuent à percevoir l'identité catalane comme un défaut de fabrication empêchant l'Espagne d'atteindre une impossible et rêvée uniformité», peut-on lire dans le grand quotidien La Vanguardia.
Version édulcorée
Les Catalans redoutent une version édulcorée du texte originel. Les juges du Tribunal constitutionnel pourraient en effet éliminer les «droits historiques» de la région, le terme de «nation» inscrit dans le préambule et les références aux symboles (drapeau, hymne…). Autre point polémique, l'apprentissage de la langue catalane risque de cesser d'être «à caractère obligatoire» pour tout résident en Catalogne. Avec le nouveau statut, le catalan cohabite avec le castillan comme langue officielle. Toucher à ces articles serait casus belli, ont averti la plupart des partis politiques catalans, à l'exception du Parti populaire (PP, droite), très minoritaire dans la région. Le parti Esquerra Republicana au pouvoir régional en coalition avec les socialistes catalans (PSC), a mis en garde contre une décision négative de la justice espagnole : «Nous appliquerons le texte à la lettre quelle que soit la décision des magistrats». Un député de ce parti a averti qu'un tel jugement «accoucherait d'une machine à fabriquer des souverainistes».
Ce tapage politico-médiatique tombe au pire moment pour le socialiste Zapatero, qui est déjà très affaibli par la crise. La tension risque sans doute de monter d'un cran, le 13 décembre prochain, lors du référendum sur l'indépendance de la Catalogne, organisé dans 160 municipalités. Même si ce scrutin est dépourvu de valeur juridique, il permettra de tâter le pouls du potentiel électorat nationaliste.
