MIL: Movimento Internacional Lusófono | Nova Águia
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"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Nenhuma direita se salvará se não for de esquerda no social e no económico; o mesmo para a esquerda, se não for de direita no histórico e no metafísico (in Caderno Três, inédito)
A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo (in Cortina 1, inédito)
Agostinho da Silvasexta-feira, 21 de setembro de 2012
AOS GUERREIROS PARAOLÍMPICOS
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Diversidade Cultural
É necessário, porém, considerar sempre a capacidade criativa, o livre-arbítrio (o livre exercício da mente, ou a liberdade de escolha) e a formação cultural do indivíduo e da sociedade em que vive para se analisar estes conceitos sob um ponto de vista imparcial e contribuir para a consolidação de culturas tão diversas num planeta tão diverso.
A dificuldade resulta do fato de que todas as pessoas são iguais, mas ao mesmo tempo tão diferentes no modo de pensar, de agir, de criar, que torna sua convivência um verdadeiro desafio. Principalmente porque, em parte, muitos dos maiores disseminadores da cultura são os menos favorecidos economicamente e menos reconhecidos.
É indispensável, nos dias de hoje, sobretudo, valorizar mais as diferenças sem expor ou ferir os indivíduos em seus direitos e igualdade.
César dos Anjos
Autor de poesias, crônicas, contos e microcontos
Blogs de Literatura:
http://cesardosanjos.blogspot.com/
http://sistemapoetico.blogspot.com/
domingo, 4 de abril de 2010
Fascismo
Hitler dedica todo um capítulo à deliberada exploração que os nazistas fizeram das idéias, da retórica e das imagens socialistas e comunistas e relata como esse marketing confundiu tanto liberais quanto comunistas. O exemplo mais básico é o uso nazista da cor vermelha, que estava firmemente associada a bolchevismo e socialismo. “Escolhemos o vermelho para nossos cartazes após uma especial e cuidadosa deliberação… de modo a chamar a atenção deles e tentá-los a vir aos nossos encontros… para que tivéssemos uma oportunidade de conversar.” A bandeira nazista - uma suástica negra dentro de um disco branco num fundo vermelho - era explicitamente destinada a atrair comunistas. “No vermelho nós vemos a idéia social do movimento, no branco a idéia nacionalista e na suástica a missão de lutar pela vitória do homem ariano.”
Os nazistas tomaram emprestadas seções inteiras do manual de estratégia dos comunistas. Membros do partido - homens e mulheres - eram chamados de “camaradas”. Hitler recorda como seus apelos aos “proletários com consciência de classe” que queriam se lançar contra a “agitação monarquista, reacionária, com a força dos punhos do proletariado” tiveram sucesso em atrair inúmeros comunistas para as reuniões nazistas. Às vezes, os comunistas chegavam com ordens de arrasar o lugar. Mas os vermelhos com freqüência se recusavam a obedecer ao comando porque haviam sido ganhos pela causa dos nacional-socialistas. Em suma, a batalha entre os nazistas e os comunistas era um caso de dois cães lutando pelo mesmo osso.
A política nazista de uma nação única apelava, por sua própria definição, a pessoas de todos os tipos. Professores, estudantes e funcionários públicos davam um apoio desproporcional à causa nazista. Mas é importante se ter uma idéia do tipo de gente que constituía os seguidores do nazismo, os jovens, freqüentemente agressivos e violentos, que verdadeiramente acreditavam no que faziam, lutando nas ruas e se dedicando à revolução. Patrick Leigh Fermor, um jovem britânico que viajava pela Alemanha logo depois do Hitler subir ao poder, encontrou alguns desses homens num bar de trabalhadores do Reno, ainda usando seus macacões do turno da noite. Um de seus novos companheiro de bar o convidou a passar a noite em sua casa. Quando subia a escada do sótão para dormir numa cama de hóspedes, ele deu com “um santuário dedicado ao culto hitleriano”:
As paredes estavam cobertas com bandeiras, fotos, pôsteres, slogans e emblemas. O uniforme da SA, muito bem passado, estava pendurado num cabide… Quando eu disse que ali devia ser muito claustrofóbico, com todas aquelas coisas nas paredes, ele riu, sentou-se na cama e disse: “Homem! Você devia ter visto isso no ano passado! Teria morrido de rir! Estava coberto de bandeiras vermelhas, estrelas, martelos, foices, fotos de Lênin e Stálin e ‘Trabalhadores do mundo, uni-vos!…’ Então, de repente, quando Hitler chegou ao poder, compreendi que tudo não passava de disparates e mentiras. Entendi que Adolf era meu homem. Tudo assim, de repente!” Estalou os dedos no ar. “E aqui estou eu”… E muita gente fez o mesmo naquela época? “Milhões! Eu lhe digo, fiquei espantado com a facilidade com que todos mudaram de lado!”
Mesmo depois de Hitler tomar o poder e tornar-se mais receptivo aos apelos dos homens de negócio - as demandas de sua máquina de guerra exigiam não menos que isso -, a propaganda do partido ainda era contínua e sistematicamente voltada para os trabalhadores. Hitler sempre enfatizava (e flagrantemente exagerava) sua condição de “ex-operário”. Com freqüência, aparecia em mangas de camisa e conversava informalmente com operários alemães: “Na juventude, fui um trabalhador como vocês, lentamente abrindo caminho com o esforço, com o estudo e, acho que posso dizer também, com a fome.” Como pretenso Volkskanzler, ou “chanceler do povo”, ele sabia tocar todas as notas da escala populista.
Um de seus primeiros atos oficiais foi a recusa de um doutorado honorário. Um catecismo nazista perguntava: “Que profissões teve Adolf Hitler?” A resposta esperada era: “Adolf Hitler era um trabalhador da construção civil, um artista e um estudante.” Em 1939, quando a nova Chancelaria foi construída, Hitler saudou primeiro os operários da construção e deu aos pedreiros retratos seus e cestas de frutas. Prometeu “carros do povo” para todos os trabalhadores. Não conseguiu entregá-los a tempo, mas acabaram se tornando os Volkswagens que todos conhecemos hoje. Os nazistas eram brilhantes quando argumentavam a favor da política de uma nação única na qual um camponês e um homem de negócios tinham o mesmo valor. Nos ralis nazistas, os organizadores nunca permitiam que um aristocrata falasse a menos que estivesse acompanhado de um camponês humilde vindo do mato.
“Conhecer o passado é essencial para se entender o presente...”
... Principalmente para se conhecer e entender a atual conjuntura política do Brasil.
César dos Anjos
Autor de poesias, contos, crônicas e microcontos
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quarta-feira, 3 de março de 2010
08 de março - Dia Internacional da Mulher
O MISTÉRIO
Não são os Astecas ou os Atlantes; não é a imortalidade, nem mesmo a infinitude do Universo; o Triângulo das Bermudas não o é; os buracos negros não o são; e sim as Mulheres: elas são o maior mistério que já existiu!
Ninguém conhece a profundidade do coração de uma mulher, enquanto limitamos nosso amor. Subestima-se o alcance de sua força, enquanto desfalecemos sem energia. Despreza-se o valor de sua vida, enquanto morremos em nós mesmos. Exalta-se a sua beleza, sem compreendê-la. Anulamos a voz das mulheres, enquanto proferimos sandices.
O homem é primitivo ainda, e um tolo. Diz conhecer as mulheres e as não ama como elas são; diz entendê-las e as não trata como aquelas em quem elas podem se tornar.
O Lar é a base de uma nação próspera e grandiosa. A mulher é o alicerce desse Lar. As mães são o símbolo físico da perpetuidade da Vida - no plano espiritual - e da perenidade do Amor no coração de todos os filhos. E todos somos filhos.
Todos somos, de alguma maneira, dependentes de uma mulher. Às vezes, até, de mais de uma. Sejam pretos ou brancos; jovens ou velhos; cristãos ou não; todos estão sob o domínio fascinante da Mulher. Mesmo que não reconheçam isto.
Quando dizemos que as mulheres são difíceis, complexas, é por não compreendermos sua natureza divina, simples e bela.
Quando uma mulher chora (e pensamos ser ela uma fraca e tola criatura), é por estarmos num estado de torpor mental; não entendemos que é sua sensibilidade moldando-lhe a alma que, de tão sutil, não a vemos: nossa percepção está ofuscada pelo nosso orgulho.
Néscio é o homem que enxerga apenas a fragilidade em sua mulher! Ela o defenderia e venceria qualquer obstáculo em nome daquele a quem ama, com um poder divino tão extraordinário, que a vergonha o consumiria.
Que ser magnífico é a Mulher! E depois de tudo isto, nós ainda tentamos imaginar quem são elas!? Por que tão belas e misteriosas ao mesmo tempo? Quem entende as mulheres?
Quando eu souber, terei descoberto o mais belo mistério...
César dos Anjos
Autor de poemas, contos, microcontos e crônicas.
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