quinta-feira, 1 de abril de 2010

Agência de rating, 4

A Grécia 'gera ataques de nervos nas bolsas', dizem hoje os jornais. Passa-se, aparentemente, que o governo grego precisava ontem de mil milhões de euros (estando disposto a pagar um determinado máximo de juros, naturalmente) e que, a essa taxa de juro, apenas apareceram 'investidores' para emprestar trezentos e tal milhões. Mais do que isso, apenas com juros mais altos.

Passa-se isto sob os nossos olhos, dentro da União Europeia, num Estado da zona euro.

Falarem-nos aqui dos 'riscos' da Grécia, como têm feito jornalistas e, pior, políticos democraticamente mandatados para governar em nosso nome, só pode ser brincar. A palavra é 'ganância', a palavra é 'usura'. Apontam-se as 'dificuldades' do devedor - e ao apontá-las, agravam-se artificialmente - para justificar um aumento do juro, e portanto um 'retorno do investimento' mais elevado. E nada mais.

Senhores mordomos do mundo, não são só os mercados que começam a estar impacientes. Não sabemos qual é o risco da Grécia, mas sabemos que há riscos que se andam a pisar. E que isto entre depressa nas vossas contas, antes que aconteça aquilo com que não estão a contar.

E deixo aqui uma sugestão verdadeiramente revolucionária: digam-nos a verdade. Todinha.

4 comentários:

  1. Há pouco mais de um mês, o governo grego já havia anunciado à comunicação social, que a fragilizada economia grega estava a sofrer ataques financeiros como se se tratasse de uma empresa em dificuldades, que quisessem tomar de assalto e vender a retalho!

    E deixou bem claro que a União Europeia não só não tinha previsto isso, como parecia não estar interessada...

    Depois vieram deputados alemães do partido do governo aconselhar a Grécia a vender algumas das suas ilhas.

    Ora bem.

    Os países mediterrânicos devem defender-se mutuamente, incluindo nessa lógica a Irlanda e a Polónia - e começar a mandar a Alemanha, a França e o Reino Unido apanhar... vikings.

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  2. Espero que nunca queiramos por cá realizar uns Jogos Olímpicos - duas centenas encheriam o cu, e Portugal ficaria arruinado.

    Ainda andamos a pagar estádios que estão às moscas e falidos.

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  3. É altura de recuperar um cromo (lembras-te?) que sugeriu há um anos que Portugal se passasse a chamar European West Coast. Vendia-se melhor, dizia ele.

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  4. Não foi bem. Já recordaram a campanha no blogue - e vai aqui e lê o último comentário.

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