Norman Bel Geddes'Futurama (General Motors 35,000-square-foot diorama, depicting America in 1960), World's Fair, New York, 1939, fotografia de autor desconhecido
Nota: é muito provável que Norman Bel Geddes seja o autor da fotografia; alguns dos registos fotográficos do evento, à época, são-lhe atribuídos, porém não consegui confirmar-lhe a autoria desta foto. Não obstante, nota-se pelo enquadramento que a mesma não foi feita por um «nabo», a foto é quase um «aerial», o que se enquadraria na «mania futurista» do genial designer... além de que nos anos 30 não era qualquer um que possuia uma máquina de fotografar.
Não foi fotógrafo, mas designer; entre outros projectos, o autor desta preciosidade: a concepção futurista, em 1939, da grande Metropolis americana de 1960; simplesmente muitas das fotos do pavilhão da General Motors na Feira Mundial estão no arquivo de Geddes e terá sido ele o fotógrafo. O grande fotógrafo de «olho futurista» à época foi Samuel Gottscho; que também fotografou a Feira Mundial de 1939. Ambos são grandes referências do que hoje se designa por «past futures».
P. S. A II Grande Guerra veio encerrar a utopia futurista... «A Ponte de Brooklyn» de Maiakovski deixava de fazer sentido: o mundo tornava-se um inferno de combate ideológico...
Apetecia-me dizer mais umas coisas, de política e economia, etc. Mas ultimamente ando mais numa de «olhar»... Os meus contemporâneos cansam-me.
Parabéns Jesus Carlos por esta tua excelente colecção de fotos "O filme do Mundo" que nos mostra, efectivamente, que um olhar pode, eventualmente, dizer-nos mais que mil palavras! Ou, no mínimo, ser mais persuasiva do que uma decantada argumentação...
Aqui ainda era a utopia industrial do séc. XIX a falar... As duas décadas entre as duas grandes guerras são singulares, únicas e raras; a I Grande Guerra não encerra de todo o séc. XIX... e a nossa época só começa com a II Grande Guerra. O tempo tem pouco de matemático.
Nota: é muito provável que Norman Bel Geddes seja o autor da fotografia; alguns dos registos fotográficos do evento, à época, são-lhe atribuídos, porém não consegui confirmar-lhe a autoria desta foto. Não obstante, nota-se pelo enquadramento que a mesma não foi feita por um «nabo», a foto é quase um «aerial», o que se enquadraria na «mania futurista» do genial designer... além de que nos anos 30 não era qualquer um que possuia uma máquina de fotografar.
ResponderEliminarOutro fotógrafo que não conhecia... Que vergonha, conhecia-lhe a filha :)
ResponderEliminaros escravos das pirâmides, sem pirâmide.
Não foi fotógrafo, mas designer; entre outros projectos, o autor desta preciosidade: a concepção futurista, em 1939, da grande Metropolis americana de 1960; simplesmente muitas das fotos do pavilhão da General Motors na Feira Mundial estão no arquivo de Geddes e terá sido ele o fotógrafo. O grande fotógrafo de «olho futurista» à época foi Samuel Gottscho; que também fotografou a Feira Mundial de 1939. Ambos são grandes referências do que hoje se designa por «past futures».
ResponderEliminarVê aqui o video promocional da General Motors: To New Horizons (1940).
P. S. A II Grande Guerra veio encerrar a utopia futurista... «A Ponte de Brooklyn» de Maiakovski deixava de fazer sentido: o mundo tornava-se um inferno de combate ideológico...
ResponderEliminarApetecia-me dizer mais umas coisas, de política e economia, etc. Mas ultimamente ando mais numa de «olhar»... Os meus contemporâneos cansam-me.
Abraço.
Parabéns Jesus Carlos por esta tua excelente colecção de fotos "O filme do Mundo" que nos mostra, efectivamente, que um olhar pode, eventualmente, dizer-nos mais que mil palavras! Ou, no mínimo, ser mais persuasiva do que uma decantada argumentação...
ResponderEliminarCordiais saudações, Nuno Sotto Mayor Ferrão
céus. Vou ler qualquer coisa do séc. XIX. Isto é claustrofobico.
ResponderEliminarAbraço
O Maiakovski nao :) a Europa é mais musical, mesmo no titanismo. O que é mau: permitiu os fascismos explicitos.
ResponderEliminarAqui ainda era a utopia industrial do séc. XIX a falar... As duas décadas entre as duas grandes guerras são singulares, únicas e raras; a I Grande Guerra não encerra de todo o séc. XIX... e a nossa época só começa com a II Grande Guerra.
ResponderEliminarO tempo tem pouco de matemático.
Obrigado, amigo Nuno.
ResponderEliminarAbraço MIL.