terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Filme do Mundo, 13


Norman Bel Geddes' Futurama (General Motors 35,000-square-foot diorama, depicting America in 1960), World's Fair, New York, 1939, fotografia de autor desconhecido

9 comentários:

  1. Nota: é muito provável que Norman Bel Geddes seja o autor da fotografia; alguns dos registos fotográficos do evento, à época, são-lhe atribuídos, porém não consegui confirmar-lhe a autoria desta foto. Não obstante, nota-se pelo enquadramento que a mesma não foi feita por um «nabo», a foto é quase um «aerial», o que se enquadraria na «mania futurista» do genial designer... além de que nos anos 30 não era qualquer um que possuia uma máquina de fotografar.

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  2. Outro fotógrafo que não conhecia... Que vergonha, conhecia-lhe a filha :)

    os escravos das pirâmides, sem pirâmide.

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  3. Não foi fotógrafo, mas designer; entre outros projectos, o autor desta preciosidade: a concepção futurista, em 1939, da grande Metropolis americana de 1960; simplesmente muitas das fotos do pavilhão da General Motors na Feira Mundial estão no arquivo de Geddes e terá sido ele o fotógrafo. O grande fotógrafo de «olho futurista» à época foi Samuel Gottscho; que também fotografou a Feira Mundial de 1939. Ambos são grandes referências do que hoje se designa por «past futures».

    Vê aqui o video promocional da General Motors: To New Horizons (1940).

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  4. P. S. A II Grande Guerra veio encerrar a utopia futurista... «A Ponte de Brooklyn» de Maiakovski deixava de fazer sentido: o mundo tornava-se um inferno de combate ideológico...

    Apetecia-me dizer mais umas coisas, de política e economia, etc. Mas ultimamente ando mais numa de «olhar»... Os meus contemporâneos cansam-me.

    Abraço.

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  5. Parabéns Jesus Carlos por esta tua excelente colecção de fotos "O filme do Mundo" que nos mostra, efectivamente, que um olhar pode, eventualmente, dizer-nos mais que mil palavras! Ou, no mínimo, ser mais persuasiva do que uma decantada argumentação...

    Cordiais saudações, Nuno Sotto Mayor Ferrão

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  6. céus. Vou ler qualquer coisa do séc. XIX. Isto é claustrofobico.

    Abraço

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  7. O Maiakovski nao :) a Europa é mais musical, mesmo no titanismo. O que é mau: permitiu os fascismos explicitos.

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  8. Aqui ainda era a utopia industrial do séc. XIX a falar... As duas décadas entre as duas grandes guerras são singulares, únicas e raras; a I Grande Guerra não encerra de todo o séc. XIX... e a nossa época só começa com a II Grande Guerra.
    O tempo tem pouco de matemático.

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  9. Obrigado, amigo Nuno.

    Abraço MIL.

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