domingo, 8 de outubro de 2023

Visões portuguesas do Brasil (VIII)


No segundo, A Filosofia Jurídica Luso-Brasileira do século XX, após, de novo, uma visão panorâmica de António Braz Teixeira, abordam-se, sucessivamente, as principais correntes e suas figuras, segundo o seguinte esquema: I – Neo-idealismo e dialéctica: Djacir Menezes, Afonso Queiró, António José de Brito, Renato Cirell Czerna, Orlando Vitorino; II: Ontologia, Axiologia e Razão Jurídica: Lourival Vilanova, Irineu Strenger, João Baptista Machado, A. Castanheira Neves, Tércio Sampaio Ferraz Jr., António Braz Teixeira, J.M. Aroso de Linhares, Celso Lafer e Denis Rosenfield. Já no terceiro, Historiografia e Hermenêutica da Filosofia Luso-Brasileira, após, ainda e sempre, uma visão panorâmica de António Braz Teixeira, abordam-se as seguintes figuras: Leonardo Coimbra, António Sérgio, Joaquim de Carvalho, Cassiano Abranches, Mário Martins, L. Cabral de Moncada, Álvaro Ribeiro, José Marinho, Sant’anna Dionísio, Domingos Maurício Gomes dos Santos, A. Banha de Andrade e J.D. Garcia Domingues, Lothar Thomas e Elías de Tejada, Joel Serrão e Amorim de Carvalho, Lúcio Craveiro da Silva, José Sebastião da Silva Dias, Pinharanda Gomes, Francisco da Gama Caeiro, João Ferreira, Eduardo Abranches de Soveral, António Braz Teixeira, Antônio Paim, Adolpho Crippa, Nelson Saldanha, Miguel Reale e José Maurício de Carvalho.

Para além desses diversos Colóquios de âmbito internacional, o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira tem-se também notabilizado pelos Cursos que tem anualmente promovido, todos eles igualmente concebidos por António Braz Teixeira e onde também o foco tem sido a Filosofia e Cultura Luso-Brasileira – apenas para referir os mais recentes: Romantismo; Positivismo, Naturalismo, Simbolismo; Modernismo: Filosofia e Cultura luso-brasileira dos anos 30, 40, 50 e 60. Cursos em que o destaque é naturalmente dado ao pensamento filosófico mas que extravasam muito esse âmbito, estendendo-se sempre a outras áreas, como a Literatura, a Poesia, as Artes Plásticas, a Música e a Arquitectura. Também aqui seguindo o sempre inspirador exemplo de António Braz Teixeira que, tendo uma formação jurídica de base – e algumas obras suas denotam bem essa sua formação inicial, tais como: O pensamento filosófico-jurídico português (1983); Sentido e valor do Direito. Introdução à Filosofia Jurídica (1990/ 2010); Caminhos e figuras da Filosofia do Direito luso-brasileira (1991/ 2002); História da Filosofia do Direito portuguesa (2005); A filosofia jurídica brasileira do século XIX (2011); Breve tratado da razão jurídica (2012) –, amiúde incide o seu olhar para a área literária, também aqui dialogando com autores brasileiros, como, de forma particularmente eloquente, acontece num dos seus mais recentes livros: A Vida Imaginada: Textos sobre Teatro e Literatura (2020).

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