Mereceu um grande acolhimento a apresentação duma edição moderna do Foral Manuelino de Olivença de 1510. A igreja do Convento de São João de Deus, em Olivença, estava cheia.
A edição, com 756 páginas, dum extremo rigor histórico, e com aspetos artísticos assinaláveis, divide-se em dois volumes. Foi por volta das doze horas que neste memorável dia 26 de março de 2022 foi dada a conhecer a obra, após um labor exaustivo de seis anos.
Trata-se da primeira obra deste género lançada fora do território sob administração portuguesa , e (citando uma nota camarária)"reflete temas como as tarifas e impostos no século XVI, quando a cidade oliventina viveu a sua maior época de esplendo r nesse século porque tornou-se a ‘Muito Nobre e Notável’; além de aumentar em população e na qual foram construídas Ponte Ajuda, a Santa Casa de Misericórdia ou a Igreja Madalena, entre outros edifícios religiosos, civis ou militares.".
Continuando a citar:"Ao ato de apresentação, além dos autores da obra, Saul António Gomes, Mário Rui Simões Rodrigues e José Antonio González Carrillo, assistiram o Presidente da Câmara Municipal de Olivença, Manuel J. González Andrade; o Deputado da Cultura de Diputación de Badajoz, Francisco Martos; o historiador e medievalista espanhol e professor da Universidade de Extremadura, Francisco Garcia Fitz. "
No final, assistiu-se a um breve momento musical, a cargo de três estudantes da Universidade de Coimbra, envergando capa e batina.
Entre alguns presentes, manifestava-se alguma estranheza pela falta de notícias do evento na imprensa portuguesa, quando, pelo sua importância, seria de esperar outra atitude. Talvez não vez fosse clara a dimensão e o significado do ocorrido....
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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