No dia 6 de Fevereiro de 2018,
dia do aniversário do Padre António Vieira (em que faria 410 anos), lançámos
uma campanha internacional de angariação de apoios
para a construção de um Monumento a esta personalidade maior da cultura
lusófona, a ser instalada na Cidade Velha (na Ribeira Grande de Santiago),
que perpetuará a sua passagem
por Cabo Verde e, em particular, a sua intervenção na Igreja de Nossa Senhora
do Rosário, na então chamada Ribeira Grande de Santa
Maria, a 22 de Dezembro de 1652, onde foi muito bem recebido – o
próprio Padre António Vieira se refere à “simpatia com que foi acolhido por toda a
cidade” – e onde teve a oportunidade de proclamar que, na sua visão do mundo e
da humanidade, “não há diferença de
nobreza, nem diferença de cor”.
Esta iniciativa, acolhida com
entusiasmo pela Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago,
tem o Alto Patrocínio da Embaixada de Cabo Verde em Portugal e envolve uma
série de entidades que promovem a ligação fraterna entre os países lusófonos –
nomeadamente: o MIL: Movimento Internacional Lusófono, a UCCLA: União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa
e a Sphaera Mundi. Depois de ter sido recentemente inaugurada uma estátua do
Padre António Vieira em Lisboa, é com o maior regozijo que estas entidades se
empenham na perpetuação da memória viva desta personalidade maior da cultura
lusófona em Cabo Verde. Um país, qualquer país, terá tanto mais futuro quanto
mais perpetuar a memória viva dos seus maiores. O Padre António Vieira nunca
foi apenas um cidadão português. Foi sempre um cidadão do mundo, um cidadão
lusófono – por isso, também, um cidadão de Cabo Verde. Saudamos, por isso,
todos os cidadãos cabo-verdianos por esta iniciativa.
Renato Epifânio
Presidente
do MIL: Movimento Internacional Lusófono

ResponderEliminarPena que ainda muitas pessoas não conheçam esse grande homem:
http://ensina.rtp.pt/artigo/padre-antonio-vieira-o-imperador-da-lingua-portuguesa/
Religioso, filósofo, diplomata e escritor, é também considerado um dos maiores oradores portugueses. O jesuíta padre António Vieira (1608-1697) mostrou-se contrário à ação da inquisição. Fernando Pessoa chamou-lhe o “Imperador da Língua Portuguesa”.
É considerada uma das mais influentes personagens portuguesas do seu tempo.
Foi homem de confiança de D. João IV que o enviou pela Europa com importantes missões diplomáticas. Orador privilegiado, os seus sermões atraiam multidões em Lisboa.
Foi missionário no Brasil onde defendeu os direitos dos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era também anti-esclavagista.
Defendeu ainda os judeus e a abolição da distinção entre cristãos novos e velhos.
Mal compreendido e alvo de ódios diversos, regressou ao Brasil, onde tinha vivido em criança, e onde faleceu.