As delegações do Governo moçambicano e da Renamo nas negociações de paz em Moçambique continuam a divergir sobre os termos de um cessar-fogo e a ida dos mediadores à Gorongosa para falar com o líder da oposição.
Segundo um comunicado conjunto lido hoje à noite, no fim de uma reunião da comissão mista, em Maputo, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) aceita uma trégua temporária para facilitar a deslocação dos mediadores internacionais à Gorongosa, mas coloca como condição o afastamento das Forças de Defesa e Segurança da região, onde presumivelmente se encontra o presidente do partido, Afonso Dhlakama.
No mesmo documento, lido por Mario Raffaelli, mediador da União Europeia, a delegação do Governo moçambicano considera que as Forças de Defesa e Segurança «cumprem em todo território uma missão de Estado constitucionalmente consagrada» e argumenta que «é a suspensão imediata das hostilidades militares que vai garantir a segurança do corredor» a estabelecer para a viagem dos mediadores.
Diário Digital / Lusa
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