quarta-feira, 6 de abril de 2016

Proposta de Carta Aberta ao Dono da PT Portugal

Excelentíssimo Senhor, Patrick Drahi

Conforme fomos informados, a PT equaciona a hipótese de acabar com diversas extensões internacionais da plataforma Sapo – nomeadamente, a “Sapo Moçambique”, a “Sapo Timor-Leste”, a “Sapo Angola” e a “Sapo Cabo-Verde”.

Podemos até compreender que um cidadão francês não compreenda, à partida, a mais-valia estratégica destas plataformas ou a importância vital destas redes trans-nacionais no espaço lusófono. Com efeito, a realidade da Lusofonia é singular – não, de todo, comparável com as relações que existem entre os diversos países francófonos, apenas para lhe dar um exemplo próximo.

Também compreendemos que a responsabilidade maior não será sua. Afinal, foi o Estado português que lhe vendeu uma empresa estratégica, com um caderno de encargos que, pelos vistos, não salvaguardava a preservação e o desejável reforço dessas redes trans-nacionais no espaço lusófono.

Chegados aqui, porém, não poderemos deixar simplesmente que a PT acabe com as diversas extensões internacionais da plataforma Sapo, por mais argumentos economicistas que apresente. Mesmo nesse plano, se não imediatamente, pelo menos no médio-longo prazo, essa aposta será sempre rentável. Sendo que aqui há questões de princípio de que não podemos abdicar: a nosso ver, uma empresa com o nome de “PT Portugal” não pode jamais ter iniciativas anti-lusófonas.


MIL: Movimento Internacional Lusófono | MIL – Portugal

16 comentários:

  1. Totalmente de acordo.
    Abraço
    Maria de Deus Manso

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  2. As plataformas trans-nacionais nos países que compõem o espaço Lusófono são uma mais valia para a coesão almejada e meio de ligação entre os respectivos povos. Deste modo, subscrevo na íntegra este recado que espero venha a ser devidamente tido em conta para a solução que a PT deve exercer.
    Cordialmente

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  3. Relembrar em 2002, a chegada da PT - Portugal a Timor Leste, esta acolhida com o maior afeto e alegria, a cooperação de Portugal com as comunicações facilitadoras do desenvolvimento de uma nação,foi obra louvável e inesquecível. Tendo sido possível alargar a comunicação a todos os distritos, criando postos de trabalho, foi um acontecimento que faz parte da memória de todos e da história de Timor Leste.
    Aquilo que se fez em Timor Leste não se apaga e não se esquece.
    Subscrevo a carta agora conhecida, apelando a todos que o nosso compromisso lusofono, exige uma atenção séria a todas as medidas que possam afetar as comunidades de afetos impedindo o seu desenvolvimento que inclui como prioridade a comunicação. Olhando a falta de oportunidades educacionais, sociais e comunitárias que conduzem ao conhecimento. Ùnica forma de combater a pobreza.

    Relevando a afirmação expressa na carta “PT Portugal” não pode jamais ter iniciativas anti-lusófonas.

    O respeito pelos os profissionais da PT-Portugal, altamente qualificados, que operaram no terreno, ensinaram e formaram outros profissionais irmãos e irmãs de Timor-Leste é obra reconhecida como um valioso património humano.
    Com amizade
    Luisa Timóteo

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  4. José Almeida01:42:00

    Parece-me muito bem!

    Creio até que esta missiva poderia ser também endereçada ao (des)Governo responsável pelo negócio que envolveu a venda desta empresa. Importa implicar e responsabilizar os principais culpados de mais um processo de privatização anti-patriótico.

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  5. Estou de acordo com a ideia geral.
    E dou os parabéns à Direção do MIL, pela constante atenção e tomada de posição com respeito a estes detalhas de vida lusófona.
    Apenas sugiro terminar a redação da carta com uma sugestão, útil para eles, do que são os nossos objetivos.
    E usarem o excelente "anti-lusófono" noutra zona da carta.
    AbraçoMIL

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  6. Caros amigos
    De facto os negócios do Estado português com as empresas, neste século XXI, foram ruinosos.
    Na minha perspectiva, como muito bem se afirma no texto, a responsabilidade destes serviços é primeiramente do Estado e não das empresas, mas como se tem visto em Portugal e no espaço lusófono o Estado para distribuir vai "sacando" às empresas particulares em ascensão não se preocupando minimamente com o que virá a seguir com a sua inevitável falência (distribuem tanto e tão mal que um dia ficam sem coisa nenhuma).
    Compete aos estados lusófonos, a todos, promover e alargar estas plataformas e na minha opinião deviam fazê-lo com a criação de uma plataforma de base que reunisse o contributo de todas as operadoras do espaço lusófono. Acho que isso até desonerava os Estados pois tanto quanto julgo saber, por exemplo, também a NOS tem capitais e negócios em todos esses países, como acontece com quase todas as grandes empresas de comunicação brasileiras.
    mantendo o monopólio da PT para o serviço público irá continuar a ser um desastre pois a dispersão do capital das empresas por várias nacionalidades esvazia os desígnios nacionais.

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  7. Subscrevo inteiramente a proposta.

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  8. Caríssimos companheiros do MIL e amigos lusófonos.

    Estou inteiramente de acordo com o conteúdo da Carta. É incompreensível descartar essas Plataformas Sapo quando o nome PT permanece e quando na agenda do novo Presidente da República de Portugal está a estratégia do estreitamento dos laços lusófonos.

    Plataformas Sapo com os conteúdos de informação e de cultura em língua portuguesa não devem ser descartados por mera logística economicista, tanto mais quanto o potencial do espírito ecuménico da cultura de língua portuguesa é um fator fundamental de dissuasão da globalização dissociada da Ética Cívica.

    Saudações cordiais e fraternas,
    MIL-ilitante
    Nuno Sotto Mayor Ferrão

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  9. Está muito bem! Há algo de subtil e sibilino aqui, se não me engano: "Com efeito, a realidade da Lusofonia é singular – não, de todo, comparável com as relações que existem entre os diversos países francófonos, apenas para lhe dar um exemplo próximo." Em todo o caso, o texto está todo bem burilado...
    Abraços

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  10. Orlando Piedade23:18:00

    Totalmente de acordo.
    Abraços

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  11. Subscrevo na integra.

    Cumprimentos,

    Flávio

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  12. Caros amigos Lusófonos,

    Subscrevo a proposta. Tudo que possa promover e ser facilitador do espaço lusófono merece a nossa atenção.

    Abraços lusófonos

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  13. Inteiramente de acordo com a perspetiva então desenvolvida.
    Cumprimentos lusófonos - Jacinto Alves

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  14. Estou de acordo. Você tem razão.

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  15. Boa tarde,

    Concordo que o término destas plataformas é desastroso para a lusofonia, entretanto acredito que os termos da carta estão de certo modo xenófobos, ao chamá-lo de francês que não poderia entender a questão e que a comunidade de países francófonos não teria como se comparar a comunidade lusófona. E desta forma acredito que não ganharemos a simpatia do homem que tem o poder de reverter esta decisão.

    Acho que uma carta mais diplomática poderia ter um efeito mais proveitoso para os interesses da lusofonia.

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