sábado, 27 de fevereiro de 2016

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Mais de 300 mil famílias poderão ser afetadas pela seca até junho em Moçambique      

Mais de 300 mil famílias em Moçambique poderão ser afetadas até junho pela seca que assola o país, anunciou hoje o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), citado pela Rádio Moçambique.

Paul Tomás, que falava após uma reunião do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) em Maputo, disse que a situação das famílias afetadas pela seca, que já deixou cerca de 160 mil pessoas em situação de insegurança alimentar em todo país, constitui uma preocupação para o Governo.
"Estamos a envidar esforços para controlar a situação", afirmou o porta-voz, referindo que, em resposta à situação, o Governo abriu um total de 20 furos nas duas províncias mais afetadas pela estiagem no sul do país, nomeadamente Gaza e Inhambane.
O porta-voz do INGC garantiu que "a situação das inundações, na zona norte, está controlada", valorizando que o Governo desenhou estratégias a nível das autoridades locais.
O Governo moçambicano, explicou Paulo Tomás, previa, inicialmente, dar assistência as famílias afetadas pela seca até ao fim do mês em curso, porém, uma monitoria concluiu que o cenário pode agravar-se.
"Nesta monitoria que está a ser feita, a projeção indica que o cenário pode ficar ainda mais complicado", afirmou o porta-voz, observando que os cerca de 63 milhões de meticais (mais de um milhão de euros) definidos inicialmente como necessários para fazer face à situação não serão suficientes, na medida em que o número de pessoas afetadas pode subir.
Entre outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas o sul do país é igualmente afetado por secas prolongadas e que este ano atingem também províncias da região centro.
Diário Digital com Lusa

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