A Presidente brasileira Dilma Rousseff manifestou hoje intenção de apressar a votação da impugnação contra o seu mandato em Janeiro, interrompendo as férias habituais.
"Não temos o direito de parar o país até 2 de fevereiro", afirmou a Presidente, em conferência de imprensa, numa referência à data prevista para o retomar dos trabalhos no Congresso, após as férias de final do ano.
Rousseff quer que o processo "se dê o mais rápido possível", pedindo aos deputados para interromperem as férias.
Na conferência de imprensa, a chefe de Estado brasileira minimizou o silêncio do seu vice-Presidente, Michel Temer, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB, que apoia o 'impeachment' no Congresso), afirmando que não desconfia "nem um milímetro" da sua lealdade.
Temer é do mesmo partido que Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados que aceitou o pedido de impugnação de Rousseff na última quarta-feira.
A Presidente reuniu-se hoje com juristas que são contrários ao processo de destituição.
Um dos juristas afirmou que a acusação de crime de responsabilidade abordada no pedido de 'impeachment" não se sustenta com irregularidades orçamentais que possam infringir a constituição.
Rousseff é acusada, no pedido de destituição, de falsidade ideológica e crime de responsabilidade fiscal por usar empréstimos de bancos públicos e não pagá-los no prazo (o que é proibido no Brasil) e por aprovar decretos sem número para o uso de recursos, mesmo em uma situação deficitária.
A equipa jurídica da Presidente sustenta que, como as contas em causa (2014 e 2015) ainda não foram apreciadas pelo Congresso, não é possível assegurar se são ou não irregulares.
As contas de Rousseff de 2014 foram reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), um órgão consultor do Congresso, mas ainda não foram apreciadas pelos deputados.
Em resposta às acusações, a equipa jurídica de Dilma alega ainda que a situação de crise económica e a seca justificaram os atrasos nos pagamentos para bancos públicos.
Diário Digital com Lusa
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